Ufa, ufa!!! Tinha tudo para ser moleza, mas pra que facilitar, não é verdade? Mengão volta de caracas com três pontinhos na bagagem, e mostra mais uma vez uma capacidade incrível de superação.
O time começou bem, com boas trocas de passes... era só pressionar um pouquinho que o gol ia sair. A marcação do time do Caracas era muito fraquinha no meio, e o Fla chegava com facilidade lá na frente. Faltava só o detalhe decisivo. E foi justamente com uma jogada lindamente trabalhada que conseguimos. Depois do cruzamento do Léo Moura, Pet soltou a canhota na bola, mas o zagueirão fez uma grande defesa. Opa, o zagueiro? Pênalti! Love dessa vez caprichou, no cantinho, para abrir o placar.
Mas no segundo tempo a coisa ficou preta. Aliás, vermelha. Pela enésima vez na temporada, temos um jogador expulso. Torózinho dessa vez. Jogando fora, com um a menos? O time da casa partiu para cima. Virou ataque contra defesa. E não demorou para que o empate saísse.
Aí entrou em campo quem mudou a cara da partida. Na verdade não foi um só, e nem mesmo entrou em campo.
Me impressiona a estupidez da torcida sulamericana. Quantos jogos nós vemos onde uma chuva de objetos é atirada no gramado? Dessa vez, os espertos torcedores venezuelanos acertaram o bandeirinha. E escolheram um momento perfeito na partida, já que o time da casa, o time deles, estava pressionando muito o Fla, que não tinha nenhuma saída. A virada era iminente! Mas a santa torcida venezuelana nos salvou!!
Nos dois minutos em que o jogo ficou parado para o atendimento ao bandeirinha, nossos guerreiros puderam respirar e colocar a casa em ordem. A pressão continuou, mas foi muito menor, e conseguimos encaixar bons contra-ataques. Num deles, Kleberson recebeu passe açucarado de Vágner Love, e carimbou o travessão adversário. No instante seguinte, o Penta retribuiu a gentileza, deixou Love na cara do gol. O Artilheiro do Amor driblou o goleiro e mandou para dentro. Gol do alívio!!!
Para fechar, Rodrigo Alvim fez uma bela jogada pela direita e tocou por baixou do goleirão, fechando o caixão no último minuto de partida.
É incrível o poder de superação do time do Fla. Tantas vezes já jogamos com um a menos esse ano, e o time conseguiu suprir essa ausência. Méritos para o Vágner Love, que tem se entregado jogo após jogo, se desdobrando em várias funções dentro de campo.
É incrível a indisciplina de nossos jogadores. Tantas vezes já jogamos com um a menos esse ano! Ainda bem que o time conseguiu suprir as ausências quando necessário.
Mas incrível mesmo é a estupidez dos torcedores do Caracas. Bom para nós!
Domingo tem jogão no Maraca. Adriano e Maldonado podem voltar. O chileno pode colocar ordem na casa, e até mesmo diminuir nosso índice de cartões vermelhos. Já o Impera, bom, temos que saber se a cabeça dele está boa... E a briga no meio vai dar uma boa dor de cabeça ao Andrade, já que Pet e Pacheco jogaram bem.
Só espero que ninguém mais seja expulso por um bom tempo, pois, como diria um famosos narrador por aí, haaaaaaja coração!!
Saudações Rubro-Negras,
Rafs
Depois de um jogo sem brilho na quarta-feira, o Flamengo voltou a jogar bem. Goleada sobre nosso algoz do ano passado, e todos os louros dedicados ao Imperador, que volta a viver um momento complicado fora de campo.
O time do Resende não assustou muito. Não é nem sombra daquele que nos assombrou no sábado de Carnaval do ano passado. Os quatro gols feitos pelo Mais Querido só não foram mais porque o goleirão adversário estava inspirado, e fechou o gol, dentro do possível (e até um pouco do impossível também). Foi o destaque do time alvinegro.
Pelos lados da Gávea, o desfalque de Adriano era o mais sentido. Tudo bem, ele viajou com a Seleção, assim como o Kléberson. Mas o clima depois do barraco entre ele e a noiva, presenciado por boa parte do nosso elenco, estava pesando. Tanto que, após a vitória, Bruno, Love e os demais trataram logo de dedicar a vitória ao companheiro, sabendo do momento difícil pelo qual ele deve estar passando.
Voltando ao jogo: como falei, o Fla só não abriu o placar mais cedo porque o goleirão Cléber não permitiu. Mas Bruno Mezenga, o Rei do Gado, e também do Raulino de Oliveira, marcou o primeiro, ainda na etapa inicial. Quarto gol dele no campeonato, todos eles no Estádio da Cidadania. No segundo tempo, o Fla controlava a partida, e Vinicius Pacheco comandava o time. Como a torcida quer sempre ver show, começaram a pedir pelo Pet. E no momento exato em que ele ia entrar (para jogar ao lado do Pacheco, e não substituindo-o) falta na entrada da área. É gol, certo? Certíssimo! Mas não do Pet. Léo Moura vai mostrando que leva jeito para a coisa, e marcou, repetindo o feito da estreia na Libertadores. Aí a porteira abriu de vez.
Pet e Pacheco mostraram que podem se dar muito bem juntos, quando o sérvio lançou e a nossa grata surpresa desse ano balançou as redes. Pra fechar a goleada, gol do artilheiro do campeonato, o Artilheiro do Amor. Love chega aos 10 gols em 9 partidas! E por pouco não faz mais um, encobrindo o goleiro... mas a bola bateu no travessão.
Vitória para dar uma acalmada nos ânimos, que, mesmo com os 100% de aproveitamento, estavam começando a ficar tensos. E às vésperas de mais um jogo pela Liberta, temos que estar muito bem relaxados e preparados para enfrentar mais um desafio.
Enquanto isso, fora das quatro linhas, Adriano fala novamente em parar de jogar. Oras, se toda vez que ele brigar com a patroa ele pensar em pendurar as chuteiras, é melhor então já ir preparando a TV, porque o Dunga não deve ter gostado nem um pouco disso. E como a vaga no ataque tem sempre muita gente boa disputando, é melhor não dar nenhum mole...
Quarta tem Mengão e Caracas, lá na Venezuela. Que a "Família Flamengo" possa estar unida e focada na vitória, e os eventos ocorridos durante a semana passada não afetem em nada o desempenho de nossos atletas. Principalmente do Imperador! Como o jogo é fora de casa, é provável que nosso treinador-ídolo vá com três zagueiros, e há poucas chances de vermos Pacheco e Pet juntos, pelo menos desde o princípio. Mas seria uma boa ter dois homens de criação no meio-campo, para variar um pouco...
Saudações Rubro-Negras,
Rafs

Ontem foi um dia especial no calendário Rubro-Negro: o aniversário do nosso maior ídolo, Zico, o Galinho de Quintino.
Se não fosse camisa 10, bem que podia ser camisa 3. Nascido em 03/03/53, Arthur Antunes Coimbra é o maior artilheiro da história do Maracanã, com 333 gols.
Parabéns, Galinho! Um abraço do tamanho do amor que a Nação sente por você!
Ah é, ontem teve jogo também. Lembram que mais de uma vez escrevi por aqui que o jogo do Fla pelo Estadual foi chato? Pois é, ontem foi mais um destes. Eita, joguinho mala!
O grande destaque negativo foi a presença do público. Ou melhor, ausência! Pouco mais de duas mil pessoas no Maior do Mundo, o que mostra o quanto a nossa imensa torcida está dando bola para o Cariocão. O que é meio triste, mas é fato que a Libertadores é prioridade para nós. E com os ingressos a preços astronômicos, não dá para acompanahr as duas de perto, ainda mais com aquela chuvinha de ontem...
Mas, vamos ao jogo. Parecia até que ia ser um bom jogo, mas, quando o Fla abriu o placar, aos 15 minutos, com Fernando, acabou. Ninguém corria, ninguém acertava passe... O time estava na mesma onda da torcida, ao melhor estilo "o que que eu tou fazendo aqui?". E o Madureira não tinha lá muita competência para assustar nossa 
defesa, o que tornou o jogo ainda mais massante. Nosso goleirão saiu com o seu uniforme branco imaculado.
O segundo tempo foi ainda pior, ainda mais por causa das vaias. Vágner Love perdeu um gol daqueles que nem minha avó perderia, mas depois fez um belíssimo gol, chutando de canhota da entrada da área. Nono gol do artilheiro do Campeonato.
É, está difícil de empolgar a torcida. Para que o Maraca volte a ficar lotado, o time tem que mostrar muito mais vontade od que vem apresentando ultimamente.
Mas o que importa mesmo são os três pontos, para podermos comemorar o aniversário do nosso ídolo felizes. Parabéns, Zico!!
Saudações Rubro-Negras,
Rafs
