Pronto! Bastou o Corinthians fazer contratações importantes, repatriando jogadores famosos no mundo todo, monstros sagrados que há décadas (?) enobrecem o esporte bretão, e já começaram a pipocar as piadinhas infames, provavelmente engendradas por invejosas mentes de torcedores palmeirenses e são paulinos.
Só porque a média de idade da centenária esquadra mosqueteira, ou melhor, só porque a média de idade da esquadra mosqueteira, no ano do centenário, será próxima de meio século, esses desocupados e agourentos torcedores adversários já estão divulgando uma (certamente falsa) lista de exigências dos experientes atletas, laconicamente intitulada "PRODUCTOS PHARMACÊUTICOS", determinando a compra de fraldões geriátricos, unguentos para dores de lumbago, elixir paregórico, pílulas de vida do Dr. Ross, emulsão de scott, rum creosotado (aquele mesmo dos indefectíveis cartazes nos bondes (segundo pessoas da época): "Veja ilustre passageiro o belo tipo faceiro..."), Corega, bismuto, limonada purgativa, cataplasmas para reumatismos, poções diversas e emplastros.
Convenhamos que são artigos farmacológicos um tanto fora de moda (e das prateleiras), mas poderia ser pior se os anciãos - assim maldosamente chamados pelos pobres coitados e despeitados palestrinos - tivessem incluído na lista uma regular provisão de brilhantina glostora, sabonetes eucalol ou lifebuoy.
Mas deixa estar! Esses adversários de olho gordo metidos a besta não perdem por esperar! Os próprios novos (velhos) atletas corinthianos já declararam, numa linguagem tão usual no meio futebolístico: "Na porfia é que a porca torce o rabo! A cobra vai fumar!".
E a Fiel massa alvi-negra já ensaia novos gritos de querra: "Ex, ex, ex - À toda, prá cima deles!". Mas, por via das dúvidas, já prepararam um outro, com certeza mais adequado e prudente, o trivial "Onge, onge, onge - Devagar se vai ao longe!"...
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