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segunda-feira, 15 de março de 2010


Há 17 anos atrás...


Um time que vinha desacreditado após os últimos resultados... Que apesar dos jogadores talentosos, não conseguia ganhar um título expressivo há anos... No Paulista, derrotas em casa para times do interior, além de derrota no clássico para o arqui-rival...

 

Cenário familiar a nós palmeirenses, não?

 

Certamente... Mas quem achou que estava falando da atual temporada, se engana: este cenário retrata fielmente o ano de 1993, nossos 16 anos de excassez de títulos, e nosso grande esquadrão (Evair, Mazinho, Edílson, Cléber, e nosso atual comandante...), e a derrota na primeira partida da final, perante o Corinthians...

 

Mas, vocês irão me perguntar "Palestrino, o que tem isso com o jogo de ontem?!?!?!?"...

 

Bom... Tem que o Palmeiras de hoje tem um Antônio Carlos (remanescente daquele jogo), que foi inflamado e impulsionado pela comemoração do único gol adversário, decretando a derrota no primeiro jogo da final... Para quem não se recorda (o que creio que seja difícil...), Viola comemorou seu gol no primeiro jogo, imitando um porco, em frente as câmeras da TV... O time entrou na segunda partida, mordido (trabalho psicológico de Luxa, técnico da época), e ganhou no tempo normal e na prorrogação, e o resto já sabemos...

 

E Madson??? Não fez o mesmo ontem após o gol de empate???

 

É claro que foi uma comemoração "provocativa" que fez alusão a um mascote o qual nossa própria torcida denomina o Verdão... E nem havia sido mais acintuosa do que as duas anteriores...

 

Mas... Novamente um adversário que imitou o porco, levou 4 do time do Palmeiras...

 

Será que não aprendem?

 

Contra o Sport, na Libertadores o ano passado, foi o mesmo... Todas as fichas no Sport e seus craques selecionáveis (Inclusive Durval, que atuou(?) ontem)... E sabemos o fim de mais esta história...

 

E não duvido que a mudança de postura do time não se deva a conversa de AC, no intervalo…

 

...

 

Bom... O que eu sei, é que ontem, vimos o Palmeiras enfrentar de igual para igual um adversário que vivia um melhor momento (10 vitórias seguidas não é pra qualquer um), e tinha um time jovem e bastante promissor...

 

Mas digo que não senti dúvidas de que o Palmeiras fosse se encher de brios, e encarar o Peixe: seja chegando duro, seja na habilidade, seja na eficiência...

 

Eu não tenho dúvidas do mérito e da sorte do ataque santista, nos primeiros dois gols no confronto... Assim como não tenho dúvidas do demérito de nossa defesa, em perder duas saídas de bola...

 

E não tive dúvidas de que o Cleiton cruzaria a bola na cabeça para diminuir a contagem, na falta sofrida pelo Diego... Só achei que seria o próprio Diego a bestufar as redes (o que acabo por fazer mais tarde no 3º gol)...

 

Não tive dúvidas de que o resultado seria buscado até o último minuto... Nem que a garra dos onze homens de verde em campo, se sobressairiam a habilidade e a magia do futebol santista... Magia que ontem foi suprimida pela força e superação alviverdes...

 

Nunca deixei de ter orgulho de ser palmeirense, porém ontem tive mais ainda... Há tempos não ficava rouco entoando meus palavrões e narrando o jogo, como todo palmeirense que se preze gosta de fazer...

 

Hoje não conseguia falar direito...

 

Obrigada Palmeiras... Por nos fazer acreditar novamente...

 

E Marcos... Você continua sendo o mesmo de sempre: não para nao, cara... Durma num potinho de formol e seja nosso eterno camisa 12...

 

 

 

 


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quarta-feira, 10 de março de 2010


482 vezes Marcos...


Obrigada Marcos… Por ser tão singular, que renega a costumeira camisa 1: a doze, costumeira, lhe cai melhor…

 

Obrigada por roer o osso (se queixando esporadicamente, é verdade), mas sempre acreditando e nos fazendo crer que dias melhores virão…

 

Obrigada por renovar meu amor palestrino a cada milagre praticado… a cada defesa que expõe o seu corpo (já cheios de remendos cirúrgicos, resultados dos inúmeros encontros com o bisturi) a dores inimagináveis, somente para evitar mais um gol do adversário…

 

 

Por cada penalti perdido perante a sua imagem: se agigantando perante os Marcelinhos, Zapatas, Vampetas, Dutras… Diminutos se comparados ao nosso santo… Grato, São Marcos!

 

Por ter suportado os Agnaldos, Alexandres, Marcões, Jumares… Entre tantos outros que não mereciam sequer pisar o mesmo gramado que você, quanto mais partilhar a mesma camisa… Como lhe agradeço!

 

Por cada investida ao ataque, com ou sem consentimento dos treinadores, para tentar em algum último (ou nem tanto) lance, para não só mudar o resultado do jogo, mas para quem sabe mostrar a todos o que já mostra nos rachões na academia: seu faro para gol… Valeu Marcão!!!

 

Por cada declaração apaixonada, emocionada, revoltada, frente as mais diversas câmeras e microfones por este mundo afora… Dando-nos a certeza de que faríamos, nós torcedores, o mesmo se estivessemos em seu lugar… Lhe entendemos e lhe agradecemos, Marcos…

 

Obrigado, por ir na contramão da mesmice dos craques brasileiros, e em seu auge na carreira, zombar dos dólares do ingleses do Arsenal… Se negar a honra de substituir a lenda David Seaman… Para por o Palmeiras em seu devido lugar (não sem antes, percorrer o calvário da série B): a divisão de elite do futebol tupiniquim…

 

Agradeço por, assim como em outrora o fizeram Ademir e tantos outros, o real siginificado da palavra ídolo… Incontestável e idolatrado por todos os 15 milhões de palmeirenses ao redor do globo…

 

Enfim, agradeço também pela bola solta perante o atacante do poderoso Sertãozinho… E por todas as outras que a sua genialidade e experiência já não lhe permitem defender… Afinal, és o mais humano dos santos, e passível de erros, que nunca lhe encobrirão os inúmeros acertos…

 

Jogadores normalmente passam pelo clube, ídolos ficar na memória, mas você já faz parte de nós…

 

Diga-nos que é mais uma de suas brincadeiras, e que não pendurará as luvas ao fim do ano…

 

Eu amo você, Marcos!


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domingo, 7 de fevereiro de 2010


No sufoco, mas enfim...


Vencemos... Mais do que o Bragantino e sua equipe de craques selecionáveis:

 

Vencemos nós mesmos...

 

Precisavamos vencer... Mesmo jogando mal... Mesmo sem merecer... Mesmo sem convencer...

 

Tinhamos que ganhar com um belo gol assinado por nossos dois maestros: Perfeita assistência do Diego, para conclusão de Cleiton (fazendo parecer tão fácil arrematar uma bola daquela)...

 

Tinhamos que vencer, apesar de Figueroa - irreconhecível e em franca decadência - não ganhar uma dividida (fosse no ataque, ou na defesa)...

 

E ainda com um gol impensável: Assistência pseudo-precisa de Wendel(?) para conclusão certa(?) de Robert (com ajuda ou não do goleiro Gilvan)... Se eu não tivesse visto com os próprios olhos, nao teria acreditado...

 

Precisavamos tomar sufoco: tão sintomático quanto a queda de rendimento dos palestrinos devido ao calor infernal, e a aparente falta de preparao físico (muito mais pelo calor)....

 

Precisamos de cada carrinho do Pierre, de cada chutão pra frente do Edinho (parece uma máquina de dar chutões para frente) e de cada uma das defesas de Marcos (chega soar redundante isso de nosso camisa 12)...

 

Em uma tarde atípica (ou talvez típica, se considerados os úiltimos jogos), até a substituição de Muricy, pondo em campo um dos muitos jogadores criticados pela torcida (aqui faço uma mea culpa) e por ironia do destino, seria aquele que nos daria a vitória...

 

 

Enfim... Ainda é pouco... Mas é um começo... Precisavamos de uma vitória assim. Sofrida. Suada. Injusta. Polêmica.

 

Muito melhor que uma goleada contra um candidato ao rebaixamento, para nos mascarar as deficiências do time...

 

 

 

 

 



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