37 comentários

segunda-feira, 8 de março de 2010


ÁLCOOL PODE TIRAR ADRIANO DA COPA


O Flamengo vem passando por problemas internos há um longo tempo. O confronto entre Pet e Marcos Braz, as discussões entre Álvaro e Léo Moura, as desavenças entre o mesmo Álvaro e o técnico Andrade. Agora, o público tomou conhecimento de outro fato desagradável. O craque Adriano, peça importante para a equipe, está envolvido mais uma vez com o alcoolismo, segundo declarou à imprensa o vice de futebol do clube, Marcos Braz. A recaída do atleta pelas bebidas etílicas foi motivada por uma briga com a namorada. O craque afirma que tem problemas particulares, mas desmente a desavença conjugal, alardeada em todos os jornais, inclusive no exterior. O atacante teve presença confirmada no treino de hoje, embora desfalque o time na partida de quarta-feira contra o Caracas, por ordem da própria diretoria que não assumiu a atitude e jogou a responsabilidade para a comissão técnica. Andrade desmentiu que fosse o responsável pelo afastamento do Imperador.

Nos bastidores, corre a notícia de que Adriano estaria mais uma vez desiludido com o futebol. Nem a iminente Copa do Mundo e a disputa da Libertadores serviram para alavancar o ânimo do craque. Vale destacar que na primeira vez em que demonstrou decepção com o esporte, ele abandonou a Inter de Milão e rescindiu contrato com os italianos, abrindo mão de  um contrato milionário para voltar ao Brasil. Trocou Madonna de Campiglio pelas ruas da Vila Cruzeiro, local em que nasceu e dizia sentir saudades, enquanto estava atuando no exterior. Agora, o atleta está no Rio de Janeiro, próximo aos familiares e aos amigos, mas continua infeliz. A prova disto é que Adriano não consegue largar o álcool. O Flamengo já acionou o doutor José Luís Runco, médico do clube e da seleção brasileira, para saber qual o tratamento mais indicado para o atleta. Cogita-se até que o camisa 10 precise de um psiquiatra.

O técnico Dunga negou que a convocação de Adriano para a Copa do Mundo esteja ameaçada. Afirmou que o problema do jogador é com o Flamengo e não com a seleção brasileira. Por outro lado, o treinador já declarou que não levará à África atletas indisciplinados. Alguns nomes surgem como eventuais substitutos do Imperador, caso o atacante não dispute o Mundial. Diego Tardelli, Alexandre Pato, Fred, Rafael Sóbis e Vágner Love são opções para a vaga. Até Afonso Alves e Jô foram apontados como prováveis alternativas. Adriano já conquistou vários títulos com a amarelinha. Foi campeão mundial sub-17 em 1999 e campeão sul –americano sub-20 em 2001. Como profissional levantou os troféus da Copa América 2004 e da Copa das Confederações 2005. Também atuou na Copa do Mundo de 2006. Na era Dunga,  jogou 12 vezes pelo Brasil e marcou apenas 2 gols.

Adriano é considerado por muitos um jogador dispensável para a seleção brasileira. Resta saber até quando ele será indispensável ao Flamengo. A maratona em busca do tetra estadual e do bi da Libertadores continua. A vitória por 4x0 em cima do Resende manteve a equipe na disputa da Taça Rio. A ausência de Adriano aparentemente não foi sentida. Porém, na Libertadores a situação é diferente. O grau de dificuldade das partidas é infinitamente maior. Em termos de Flamengo, o Imperador ainda faz a diferença. É um desfalque significativo, pois ele é uma referência no ataque. Haja vista, que no Brasileirão 2009 foi o artilheiro do campeonato com 19 gols. Cumpriu com a obrigação e levantou o título. A torcida espera que o atleta tenha desempenho semelhante na Libertadores 2010, mas antes é preciso que o jogador tenha muita força de vontade para superar a fase adversa pela qual está passando.

 


64 comentários

sábado, 20 de fevereiro de 2010


DERROTA NO CARIOCA É SINAL DE ALERTA PARA A LIBERTADORES


          

 

               A derrota para o Botafogo em plena quarta – feira de cinzas acendeu o sinal de alerta na Gávea. Tropeçar em uma semifinal de Taça Guanabara não estava nos planos do Flamengo, pois o esperado era a classificação para a final, tornando a estreia na Libertadores mais tranquila. Porém, a realidade é outra. A Copa Rio tornou-se obrigação e as falhas na defesa terão de ser corrigidas, a partir do momento em que o Rubro-Negro levou 15 gols em 7 jogos. Vale destacar que este desempenho do setor defensivo comprometeu o time no Cariocão, um torneio bem mais fraco, comparado à Libertadores, o principal campeonato do continente. Se os atacantes de equipes como Olaria e Caxias encontraram facilidade para marcar gols no Mais Querido, o que esperar de times como o Universidad Católica e o Caracas que estão em um nível melhor do que os clubes de menor investimento do Rio de Janeiro? Nem estão sendo levados em conta os dois clássicos que o Flamengo disputou. A zaga deixou passar 5 gols. Bruno viu sua rede balançar 3 vezes na vitória sobre o Fluminense e 2 vezes na derrota para o Botafogo.

               A postura da diretoria em relação à queda no clássico demonstrou aparente tranqüilidade. A presidente Patrícia Amorim fez uma reunião à portas fechadas com o vice de futebol Marcos Braz, a comissão técnica e os jogadores. Segundo a imprensa esportiva, o encontro foi amigável, mas parece que alguns problemas internos vêm afetando o elenco, base do time hexacampeão brasileiro. Os atletas não “esqueceram” de jogar bola. É impossível que as saídas de Aírton e Maldonado tenham afetado a armação da equipe a ponto de desestruturar a defesa inteira. O problema é evidente. Não adianta a presidente afirmar que confia no setor defensivo do Flamengo e minimizar os maus resultados, conforme fez em relação ao tropeço da quarta - feira de cinzas, se nenhuma atitude para corrigir o erro for tomada. Algo está refletindo negativamente no rendimento do time dentro de campo, mas ainda não veio à tona. O problema entre Pet e Marcos Braz trouxe a público apenas uma ponta do iceberg das desavenças que rondam a Gávea. A turbulência nos bastidores é atribuída à  falta de profissionalismo, choque de egos e regalias de alguns jogadores. Os privilégios existem. O próprio vice de futebol confirma e declara que Adriano e Vágner Love são diferenciados. A situação chegou ao conhecimento de Patrícia Amorim, mas ela prefere não interferir no comando do futebol.

               O Mais Querido vinha ganhando sem convencer neste primeiro turno do Carioca. A apresentação contra o Fluminense foi uma exceção à regra, embora a defesa tenha demonstrado fragilidade. O ataque cumpriu a missão de fazer gols, mas além de encarar as defesas adversárias, também encontrava obstáculo na defesa do próprio time. Os atacantes construíam e os zagueiros destruíam. O Império do Amor demonstrou grande poder ofensivo. Adriano e Love contribuíram bastante para levar o Flamengo às semifinais. Porém, a atuação contra o Botafogo foi atípica. A dupla de ataque não marcou e viu a classificação ir embora quando o atacante alvinegro Caio, entre dois marcadores, desviou a bola sutilmente para o gol de Bruno. A falta de inspiração e de sorte dos atacantes rubro-negros, neste jogo fatídico, levantou polêmica relacionada à atitude do técnico Andrade que liberou seus jogadores para cair na folia. O Tromba deu um voto de confiança e tanto aos comandados. Resta saber se a alegria do Carnaval foi moderada, conforme esperava o treinador. Já os adversários passaram o feriado treinando e parece que o sacrifício fez a diferença, pois a classificação foi conquistada. O Botafogo chegou à final contra o Vasco.

              O primeiro jogo da Libertadores pode ser um divisor de águas para o Flamengo. É preciso que os erros de posicionamento sejam consertados. A defesa causa temor à própria torcida e Andrade já providenciou modificações no setor. Colocou Fabrício no lugar do experiente Angelim. O time deve “pôr os pés no chão” encarar a competição com seriedade, ver cada partida como uma final. Esta postura deve ser tomada também nos embates da Taça Rio, agora a única alternativa para levar o Mais Querido à decisão do estadual. A equipe pode se acertar dentro e fora de campo, tomando como exemplo o time campeão do mundo de 1981. Precisa ser incutido nos jogadores do grupo atual a abnegação daquele elenco insuperável que tinha como prioridade apenas o Flamengo. Zico, principal astro da equipe, abria mão de qualquer tipo de regalia, pois defendia a igualdade entre todos os atletas. A preocupação maior do Galinho era vencer. O craque sabia de sua importância para o time, mas tinha consciência de que a equipe era composta por 11 homens. O foco era o grupo. Andrade pode ser a ponte perfeita entre o Flamengo de hoje e o Flamengo de 1981. O treinador vivenciou a glória do campeonato mundial, era um volante espetacular, e conhece o Flamengo de 2010. O técnico trouxe valores positivos para seus comandados em 2009. Atropelou problemas internos e levantou o hexa brasileiro. O desafio agora é reacender a chama da vitória e apagar a fogueira das vaidades que prioriza o individual e relega o coletivo ao segundo plano.

 

 

 


121 comentários

sábado, 20 de fevereiro de 2010


O CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS: FLA X FLU OU CORINTHIANS X PALMEIRAS?


 

 

          Foi postado em nosso blog  RAÇA, AMOR E PAIXÃO, na última terça-feira, o texto FLA x FLU: O CLÁSSICO DAS MULTIDÕES E OS DEUSES DO FUTEBOL, referente à rivalidade tradicional entre os dois clubes cariocas, abordando a máxima de Nelson Rodrigues:“O Fla xFlu surgiu quarenta minutos antes do nada”. As palavras do dramaturgo possuem relação bastante intrínseca  com a história do clássico das multidões, a ponto de serem materializadas nas jogadas de craques rubro-negros e tricolores,  inspirados pelos deuses do futebol, desde 1912 até os dias atuais. O triunfo do Flamengo por 5x3 diante do adversário ganhou destaque na postagem como o mais recente capítulo da história entre os dois times. As análises sobre o duelo de titãs foram várias. A maioria de rubro-negros, orgulhosos pela vitória. Porém, o comentário de um corinthiano chamou a atenção. O torcedor passou por cima do Fla x Flu e disse convicto que “ O maior clássico do Brasil está no futebol paulista, Corinthians e Palmeiras!!!” O  tema central era o Fla x Flu, mas a observação deste integrante do “bando de loucos” trouxe à tona um novo assunto a ser discutido. Qual é o clássico de maior peso, no que diz respeito à rivalidade e importância no cenário nacional? Fla x Flu ou Corinthians x Palmeiras? Repare que a comparação está focando exclusivamente estes dois derbys. Confrontos de grande notoriedade como Grêmio x Inter, Cruzeiro x Atlético, Santos x São Paulo, Bahia x Vitória e outros não estão incluídos neste tira-teima. 

            O primeiro Fla x Flu ocorreu em 7 de julho de 1912. Os tricolores ganharam o  duelo por 3x2.  A expressão Fla x Flu foi utilizada pela primeira vez em 1925, quando a seleção carioca, campeã  brasileira de seleções estaduais, contava apenas com jogadores rubro-negros e tricolores, o time ficou conhecido como combinado Fla-Flu. Já em 1933, o jornalista Mário Filho batizou o clássico de  Fla x Flu, com o objetivo de arrecadar fundos para a Liga Carioca, criada neste mesmo ano. O confronto também ganhou outras denominações. É conhecido como “o clássico das multidões e “ o clássico mais charmoso do Brasil”. Em 1963 bateu o recorde mundial de público em partidas envolvendo clubes, na final do Carioca, levando ao Maracanã 194.603 torcedores que viram o Flamengo levantar o título após um empate sem gols. O feito desta partida jamais foi alcançado por outros duelos no futebol. Há correntes que atribuem apenas à torcida do urubu o mérito por este público monstro presente ao jogo. Mas, o fato é que independente da quantidade de torcedores rubro-negros, o adversário  deste embate histórico era o Fluminense que acabou entrando para a história como um dos protagonistas do clássico das multidões, um marco mundial no cenário do futebol. Até hoje, foram disputados 372 jogos. O Flamengo venceu 134 e perdeu 118. Os empates são 120. Juntos, rubro-negros e tricolores somam 7 campeonatos brasileiros – O Mengão tem 6 conquistas e o Flu tem 1 título-  e 61 estaduais. O Rubro-Negro tem a hegemonia do futebol carioca  ostentando 31 campeonatos, um a mais do que o tricolor. Os clubes do Rio abocanharam 3 vezes a Copa do Brasil. A taça passou pela Gávea em 1990 e 2006, ficando nas Laranjeiras em 2007. Os rivais nunca decidiram um título nacional e se enfrentaram somente 2 vezes em competições internacionais, em partidas válidas pela Copa Sul-americana. A última final entre as equipes terminou com vitória do Flu  por 3x2. O triunfo garantiu à máquina tricolor a conquista do Carioca de 1995. Craques como Zico, Júnior,Leandro, Leônidas da Silva, Telê Santana, Washington, Assis, Renato Gaúcho e muitos outros têm participações memoráveis nos registros do clássico mais charmoso do Brasil.

             Foi em 1917 que aconteceu o primeiro clássico entre Corinthians e Palestra. O time da colônia italiana venceu a partida por 3x0. A primeira vitória corinthiana veio apenas 2 anos depois, também por 3x0. A rivalidade entre as equipes foi cada vez mais solidificada ao longo dos anos. O clássico tem um significado  tão forte para São Paulo que foi batizado pelo jornalista Thomaz Mazzoni como o Derby Paulista em alusão ao Derby de Epson, a corrida de cavalos mais importante do mundo. É o embate mais importante do estado. A prova disto é que Corinthians x Palmeiras foi considerado pela revista Trivela o segundo maior clássico do Brasil. O confronto  ganhou espaço até na CNN, citado como o nono maior clássico do futebol mundial. Os rivais já travaram verdadeiros combates pelo Paulistão, merecendo destaque as decisões de 1995 e 1999, triunfos até hoje comemorados por todos os corinthianos. Juntos, os times somam 48 conquistas estaduais. O Coringão arrebanhou 26 títulos e a Academia de Futebol levou o troféu 22 vezes. O Derby Paulista também figurou na Libertadores. O Palmeiras despachou o Corinthians nos pênaltis em 1999 e 2000, deixando o rival no meio do caminho. A nível Brasil, o ápice do clássico  foi a final do Brasileirão de 1994. O Alviverde derrotou o oponente na primeira partida decisiva (3x1) e conseguiu um empate no jogo seguinte (1x1), deixando o alvinegro do Parque São Jorge com um amargo vice. Ambos somam juntos 8 títulos brasileiros. Cada um levantou o caneco 4 vezes. Na Copa do Brasil Corinthians e Palmeiras acumulam 4 triunfos. Os corinthianos  ganharam este torneio 3 vezes( 1995, 2002 e 2009) e os palmeirenses têm uma única conquista (1998). O Campeão do Século tem a supremacia do clássico. Os palestrinos levaram a melhor contra o Timão em 120 encontros, saindo derrotados em 113 duelos, além de empatar com o adversário em 99 oportunidades. Ao todo foram realizados, até então, 332 jogos. Craques como Ademir da Guia, Edilson, Marcelinho Carioca, Cláudio, Edmundo e Evair ajudaram a construir, com muitos outros jogadores, a história do Derby Paulista.

            O clássico das multidões e o derby paulista possuem papéis importantes no cenário nacional e os clubes se destacam em âmbito mundial. Das quatro instituções citadas, todas com exceção do Fluminense já decidiram o Mundial Interclubes. Apenas Flamengo (1981) e Corinthians (2000) conquistaram o título, mas em compensação, somente os tricolores possuem a Taça Olímpica. Juntos, Fla x Flu e Corinthians x Palmeiras ostentam 15 títulos brasileiros da série A e 7 Copas do Brasil. No que diz respeito às conquistas sul-americanas, destacam-se 2 Libertadores, Flamengo(1981) e Palmeiras(1999), além de 2 Copas Mercosul, também pertencentes  ao Rubro-Negro (1999) e ao Verdão(1998).  Estas equipes são verdadeiras potências do Futebol. Nem a má fase que levou Fluminense, Corinthians e Palmeiras ao rebaixamento em épocas distintas, foi motivo para desmitificar os clássicos. As particularidades regionais tornam-se detalhes diante do gigantismo destes confrontos. Basta dizer que somando as torcidas dos quatro clubes envolvidos nestes embates campais, chega-se a aproximadamente 80 milhões de pessoas, movidas apenas pela emoção. Juntando os dois maiores públicos da história destes clássicos – Maracanã 1963 e Morumbi 1974- é alcançada a quantidade de 315.125 torcedores. Os números não param por aí. Ao todo foram marcados  nos dois clássicos, até então,1987 gols. Reunidos, os títulos estaduais dos flamenguistas, palestrinos, mosqueteiros loucos e pós de arroz contabilizam 109 conquistas. Até aqui, foram disputados 704 jogos. O clássico mais Charmoso do Brasil possui 372 edições e o Derby Paulista ocorreu 332 vezes. As estatísticas impressionam e comprovam, ainda mais, a  grandeza destes dois confrontos, afastando qualquer sinal de dúvida em relação à importância destes duelos para seus estados e principalmente para o futebol brasileiro.

 

 



TERMOS DE USO | POLÍTICA DE PRIVACIDADE | SOBRE O LANCE ACTIVO 2.0 BETA |Denuncia| FALE COM A EQUIPE