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domingo, 15 de agosto de 2010
O heróico Muricy
Como todo legítimo herói, Muricy rejeita o rótulo e sugere que seu comportamento ético deveria ser corrente na sociedade brasileira. De fato, Muricy está com a razão. Se nosso país avança em termos econômicos, crescendo e reduzindo desigualdades, ainda falta melhorarmos nossa civilidade, construindo um país mais honesto, mais educado e ético. Em suma: um país com mais gente como as que encontramos no maraca nos jogos do Fluminense.
Muricy Ramalho é um herói porque pode ser considerado o exemplo e a referência destes valores dentro do futebol. O fato de ter respeitado o contrato com o Fluminense revela sua postura correta, respeitando o projeto acordado com o clube e seu investidor, mas foi apenas um caso dentro de uma trajetória marcada pela ética.
Observemos a carreira da maioria dos jogadores de futebol na atualidade e perceberemos que, quase todos, acreditam que ser profissional é trocar de clube a cada proposta recebida. No caso tricolor, Alan é o exemplo atual deste comportamento. No entanto, Muricy nos ensina que profissionalismo é outra coisa. Ser profissional é buscar realizar.
Digo realizar no sentido de produzir bons resultados por onde passa. Realizar-se é trabalhar para se tornar um profissional cada vez melhor e ser capaz de demonstrar suas competências, no caso do futebol, dentro de campo, através dos resultados apresentados. Contudo, alcançá-los implica em ambientar-se em um clube, buscar seu espaço e aproveitá-lo. O que é impossível de se fazer trocando de clube a cada seis meses ou um ano.
No futebol contemporâneo, troca-se de clube como se troca de chuteira. Compromete-se a qualidade do espetáculo para enriquecer os agentes dos jogadores que lucram a cada transferência. Seguindo o exemplo de Muricy, apostar em projetos duradouros é o caminho para que os jogadores desenvolvam seu potencial e isso de trasnforme em grandes jogos no brasileirão.
Alan muito teria o que evoluir no Fluminense. Preferiu uma aventura na Europa de onde se afasta da possibilidade de fazer história no Fluminense e conquistar seu espaço. talvez seja essa a oportunidade para Tartá, finalmente, apresentar bons resultados me campo. Se for capaz de transpor para o campo o seu talento, Tartá pode agora ocupar o espaço deixado pelo Alan, surgindo como opção para o segundo tempo no clube, podendo desenvolver-se e aguardar o momento certo para ir para a Europa. Sem pressa e com profissionalismo.
ST
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
A hegemonia tricolor
O Fluminense está de volta à liderança. Contra o Atlético-PR realizamos uma excelente partida com destaque para a excelente estréia de Washington e a grande partida de Émerson e Conca. Acrescentando o empate do Corinthians acabamos retornando à liderança do campeonato.
O grande destaque dentro de campo vêm sendo o goleiro Fernando Henrique que vêm demonstrando seu amadurecimento com excepcionais defesas e a postura de goleiro de seleção. Sempre acreditei no seu futebol e acredito que sua liderança e competência lhe dão credibilidade para conquistar a nossa confiança de uma vez por todas.
O tricolor carioca continua com pinta de campeão. No maraca foi irrestível gritar seremos campeões. Afinal, temos um dos melhores elencos e o melhor treinador do continente. A discussão que se faz no momento é em relação ao time ideal, mas creio que esta não é a questão mais importante. O ideal é montarmos o time de acordo com o adversário e os jogadores disponíveis até porque contusões, suspensões e convocações para a seleção são possibilidades sempre presentes.
Importante também é definirmos o esquema tático do time. Para fugir destas complicadas fórmulas do tipo 4-2-2-2 ou 4-2-3-1, optemos pelo velho método de comunicar a quantidade de jogadores na zaga, no meio e no ataque, sem maiores pormenores a respeito da distribuição destes jogadores no campo, de tal modo que possamos escolher entre o 4-4-2 o 4-3-3 e o 3-5-2 como o melhor esquema para golearmos o grêminho.
Com a suspensão do Diogo e o futebolzinho jogado pelo Gustavo Nery, ops, pelo Beletti, acredito que a melhor opção seria o 3-5-2 com o meio campo formado por Mariano, Diguinho, Valência ou Marquinhos, Conca e Carlinhos.
Vamos pra cima Flusão
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
Washington: um bom reserva para do Fred, nada mais
O coração valente está de volta mas o passado não volta. Durante sua passagem pelo Fluminense, em 2008, Washington protagonizou um dos momentos mais importantes da história do Fluminense com a eliminação do supostamente poderoso São Paulo do nosso Muricy com gol de cabeça aos 48 minutos do segundo tempo na partida decisiva.
Mas Washington também protagonizou o momento mais decepcionante daquele ano pois foi dele o último pênalty desperdiçado contra a LDU na fatídica final daquela libertadores, cuja derrota até hoje ainda não foi assimilada pela família tricolor.
Posteriormente o mesmo acreditou fazer um upgrade em sua carreira indo para o São Paulo e agora está de volta. Washington é outro jogador, está agora com 34 anos e já não é mais aquele guereiro que foi e o Fluminense também é outro. Disputa o título do dificílimo campeonato brasileiro e têm três jogadores melhores do que ele para a posição: Fred, Émerson e o jovem Alan.
É verdade que o Fluminense precisa de um bom reserva para o Fred, nosso ídolo maior, sempre às voltas com contusões que o afastam da equipe e condenam-na a uma queda de rendimento que não pode ser suportada por uma equipe que disputa o título. Mas tenho dúvidas se o Washington estará disposto a exercer este papel, uma vez que durante sua última passagem pelo Flu e mesmo no São Paulo, Washington, além de ter despertado a nossa revolta por declarações inconvenientes e caluniosas a respeito do clube tantas vezes campeão, prejudicou o ambiente dos clubes em que jogou por não aceitar a reserva e o papel de coadjuvante.
Certo seria buscarmos o reserva do Fred entre jogadores jovens e de bom potencial, talvez mesmo em Xerém, onde pode existir um bom atacante em busca de oportunidade. Com a vinda de Washington, espera-se que este saiba qual será o seu lugar e não prejudique o bom ambiente no clube, estando preparado para entrar e manter o nível da equipe quando nosso ídolo Fred estiver fora.