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quarta-feira, 3 de março de 2010
Wellington Silva e a especulação: tudo a ver!
Vanguarda tricolor:
Entre os desafios inerentes ao desenvolvimento do futebol brasileiro está a superação de barreiras estruturais que muito têm contribuído para que nosso potencial esteja muito longe de ser aproveitado plenamente. Entre as principais, destaco a remuneração dos agentes dos jogadores profissionais, os tais "empresários".
Primeiramente, cumpre colocar os pingos nos is em relação ao craque Wellington Silva: sua venda foi realizada por valor abaixo do que seria obtido se fosse realizada após a sua profissionalização e aquela foto com pano de chão é apenas um reflexo de uma postura manipuladora na crença de que os vanguardistas tricolores se comportarão como se ignorantes fossem.
Nélson Rodriguez há muito sintetizou o significado de nossa escolha pelo Fluminense quando argumentou que "toda unanimidade é burra, posto que quem segue a unanimidade não precisa pensar". E isto quer dizer que somos capazes de perceber quando tentam nos jogar contra os nossos craques! Esta exposição do Wellington Silva busca beneficiar os responsáveis pela sua venda na medida em que esperam enfraquecer os protestos pela sua venda precoce!
Entre os tais beneficiados estão seus empresários, obviamente. Estes agentes ganham uma bolada sempre que negociam os jogadores sujeitos a sua "orientação". A lei Pelé foi um grande avanço porque libertou os jogadores, garantindo-lhes condições de planejar e conduzir suas carreiras, mas o trabalho dos agentes responsáveis por isso não foi regulamentado, sendo esta a causa da dificuldade dos clubes em segurar seus craques.
Precisamos regulamentar suas atividades. No modelo atual, estes agentes são estimulados a negociar seus atletas pois ganham dinheiro sempre que estes trocam de clube. O ideal seria que estes ganhassem um percentual, com teto estabelecido em lei, dos salários do jogador agenciado. Isto os levaria a estimular os jogadores a pensarem em suas carreiras antes de tudo, porque quanto mais entrosados com um clube estivessem melhor jogariam e maior salário receberiam.
O salário dos jogadores, sendo o balizador da remuneração destes agentes, tende a desestimular a alta rotatividade que se vê no futebol brasileiro contemporâneo: jogadores e treinadores trocando de clube com uma velocidade impressionante, dificultando a manutenção de elencos competitivos, a sustentação de um trabalho vencedor no longo prazo e mesmo a relação de simpatia entre jogador e torcedor.
Por essas e outras é que se conclui que o fortalecimento do clube depende do fim da especulação no Futebol: Deixemo-lo com quem gosta do esporte e quer lucrar com a qualidade do espetáculo e não a despeito dele.
Saudações tricolores!
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segunda-feira, 1 de março de 2010
A genialidade de Wellington Silva
Vanguardistas tricolores:
O grande destaque da goleada tricolor sobre o Friburguense não foi o Conca, nosso mago, cuja técnica e persistência é recorrente causa de grandes jogadas. Apesar dos lances geniais e do golaço marcado, prefiro destacar nesta partida o excepcional Wellington Silva.
Mais um Silva a nos trazer alegria, o garoto mostrou ser mais que uma promessa. Arrisco-me a incluí-lo entre os raros jogadores que conseguem lançar-se nos profissionais incluído no restrito segmento dos gênios da bola que já o revelam assim que chegam aos profissionais. Caso este prognóstico se confirme, teremos um ano e somente um ano para nos aproveitarmos de sua competência a fim de alcançarmos um desempenho em 2010 melhor do que o obtido no ano passado.
Wellington Silva têm talento, disposição e impetuosidade. É um guerreiro e uma inspiração em campo. Não tenho dúvidas em apontá-lo como decisivo para o bom futebol apresentado pelo tricolor. Ora, a fragilidade do Friburguense não serve como causa, uma vez que enfrentamos times igualmente frágeis como o Wasc0 e o Confiança sem apresentar bom futebol.
A lamentar, a incompetência e falta de visão de uma diretoria que permite que um craque de potêncial semelhante seja vendido sem ao menos jogar nos profissionais. O equívoco da diretoria tricolor é parte de um desafio mais amplo que encerra todo o futebol brasileiro num dilema que ou nos devorará ou libertará o potencial inexplorado do nosso campeonato brasileiro.
Digo isso porque o futebol brasileiro vive momento especialmente contraditório: enquanto nossa economia avança a ponto de nos incluir entre as maiores potências globais, acima de países como Portugal e Espanha, nosso campeonato nacional ainda está aquém do produzido por estes países em termos de organização, presença de grandes jogadores , qualidade das partidas e de sua arbitragens e profissionalismo na gestão dos clubes e seus patrimônios.
Os dirigentes brasileiros precisam acordar e observar o óbvio ululante: jogadores como Wellington Silva e Felipe Coutinho certamente valerão mais se vendidos após brilharem nos profissionais, não fazendo sentido esta perda antecipada. Qualquer iniciante em gestão sabe que o potencial de renda futura de craques como Wellington Silva e Felipe Coutinho superam largamente o pago por estes clubes estrangeiros para contratá-los.
Saudações Tricolores!
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Avanços e retrocessos de um início promissor
Familia Tricolor.
O ano começou e a diretoria tricolor não cometeu equívocos anteriores. Manteve a base do elenco responsável pela heróica recuperação no brasileirão do ano passado, incluindo o treinador, criando as condições para que o Fluminense inicie o ano com uma equipe entrosada e competitiva, além de estar sinalizando que pretende dirigir o clube mantendo a necessária primazia dos interesses do clube frente ao do nosso patrocinador.
Entretanto, as parcerias entre clubes e empresas representam uma oportunidade para reforçar elencos, alavancando boas equipes de modo a torná-las preparadas para conquistar títulos. É exatamente isto que está faltando ao Fluminense. Trocamos um extremo pelo outro. No passado, trocavamos jogadores apenas para que nossa patrocinadora se beneficiasse com o impacto de contratações que prometiam muito e realizavam pouco. Agora, temos uma base, mas precisamos incrementá-la.
Fred e Conca são grandes jogadores. Maicon, Alan e cia são jovens promissores e de muito talento. Mas falta o craque decisivo, aquele que, juntando-se ao Conca e ao Fred constituirá um trio capaz de fazer a diferença. A mulambada alcançou isso com a contratação do Vágner Love. O Santos com o Robinho. O São Paulo faz deste comportamento a marca de sua gestão. E nós? Nós nos contentamos com um ex-atacante do Botafogo.
Com todo o respeito aos nossos rivais, mas esse André é no máximo um bom reserva. O Flu tentou bons jogadores e acabou ficando com a opção mediana. Precisamos de um jogador decisivo, que chame a responsabilidade. Precisamos do Tiago Neves, que fez muita falta contra a LDU ano passado e contra a mulambada na noite de domingo passado.
Finalmente, Horcades: dispensa esse Alcides Antunes e sua política do bom, bonito e barato e traz o Branco de volta mesmo que ele mantenha seu litígio trabalhista contra o clube. Aliás, seria uma boa oportunidade para o próprio clube propor um acordo com ele e outros de nossos credores, de modo que nossa dívida se torne melhor administrada. Trocar dívida de curto prazo por dívida de longo prazo é a base de uma boa administração. Faça isso e farás história. Eis o que esperamos de você.
Saudações tricolores!