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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


O Brasil deve para seu futebol e quem o ama


Em 2009, muito se questionou a qualidade técnica do campeonato brasileiro. Mas pouca gente discutiu se houve ou não bastante emoção. O torneio empolgante e equilibrado, cheio de disputas nas partes de cima e de baixo da tabela, envolveu o torcedor mais que nos últimos anos e foi considerado um sucesso.

Diante de nossa realidade, realmente pode ser considerada uma competição bem-sucedida. Mas se considerarmos nossas possibilidades, mantivemo-nos na mediocridade.

Precisamos colocar os pés no chão para encarar nossa realidade.

Tomei como referência a segunda divisão da Inglaterra e a média de público. Deixei de fora os grandes times de lá e o percentual de ocupação dos estádios pois seria ridículo, humilhante para nós.

Alguns times da primeira divisão têm médias limitadas pela capacidade de suas casas. Liverpool 43.403 e Chelsea 41.383 são bons exemplos. Mesmo o Manchester United, com média de 74.900 pagantes por jogo como mandante, provavelmente aumentaria a impressionante marca caso Old Trafford fosse maior.

O assunto é antigo. A diferença está na forma como o esporte é administrado. O tratamento dispensado ao consumidor no estádio, a violência (talvez o medo de ir ao campo seja o maior dos problemas nas grandes cidades),  a falta de credibilidade de cartolas e árbitros, mais o enorme interesse do boleiro brasileiro em jogar na Europa minam a inciativa do torcedor daqui que gostaria de viver mais de perto a paixão pelo futebol e seu time.

Em suma, temos as grandes marcas, populações e emoções. Temos o potencial raríssimo e gigantesco de crescimento, todavia não “sabemos” administrar o esporte.

Não somos o país do futebol. Somos a nação que revela mais atletas de bom nível técnico, de onde saíram muitos dos principais jogadores do mundo, entre eles o maior de todos, o Rei Pelé.

A Inglaterra é o país do futebol. A Alemanha é o outro. Eles sabem organizar a paixão deles. Aliás, germânicos e britânicos, inclusive os frequentadores das arquibancadas, entendem melhor o espírito do jogo que nós.

Espero que em 2010, ano de Copa do Mundo, além do auê por conta do torneio na África do Sul e dos problemas que teremos com o dinheiro público para a construção de estádios ( já começam nos prazos das licitações), os responsáveis pela administração de nossa paixão trabalhem direito. Mas não creio nisso. Ou melhor, neles.

Como aceitar?

Antes de descer para a segundona inglesa, dou uma passadinha pela principal.

Por que o Sunderland, time da cidade com mesmo nome, consegue média de público superior a do Flamengo? A equipe que disputa a primeira divisão da Inglaterra, sem chance de título ou de vaga na UEFA Champions League, colocou no primeiro turno 40.551 pagantes por jogo no seu estádio, o Stadium of Light (capacidade 49 mil). A população da cidade é de 177 mil.

A cidade de Manchester, de acordo com censo de 2001, tem 394 mil habitantes. Claro que o United é uma equipe com fãs por todo o país, todavia o City, com média de 46.141, não tem apelo em toda a Inglaterra.

E estamos falando da metade inicial do campeonato inglês, a considerada mais fria aqui no Brasil.

Somos goleados pela segunda divisão inglesa

A segundona inglesa, chamada de “English League Championship”, conta com 24 equipes. Elas disputaram  23 ou 24 partidas da competição até hoje, ou seja, cerca de 11 ou 12 jogos na condição de mandantes.

Peguei as 20 maiores médias de público (exclui as 4 piores ) e as comparei com as médias dos times que participaram do último brasileirão. O placar foi 18×2 para os britânicos.

O Newcastle, líder, tem média maior que a do campeão Flamengo. O clube de torcida fanática e festiva fica Newcastle upon Tyne com 259536 habitantes.

Apenas o Derby County e o Sheffield United, donos da segunda e terceira maiores médias da “English league Championship”,  ficaram atrás de Atlético MG e São Paulo, as equipes que levaram mais pessoas aos estádios no brasileirão depois do Flamengo.

No mais, perdemos todas para a segunda divisão da Inglaterra.

Abaixo, você pode ver a lista. Depois dela, coloquei o link com as populações das cidades . Você ficará impressionado (a) se tiver paciência para comparar as médias de público das equipes com a quantidade de pessoas nas cidades onde estão localizados.

Comparativo Inglaterra x Brasil de média de público

1) Newcastle United 42.886 x 40.036 Flamengo
2) Derby County 29.041 x 38.761 Atlético-MG
3) Sheffield United 26.132 x 26.305 São Paulo
4) Leicester City 23.792 x 22.042 Fluminense
5)Nottingham Forest 23.654  x  21.973 Cruzeiro
6) Sheffield Wednesday 22.373 x 20.213 Corinthians
7) West Bromwich Albion 21.860 x  18.425 Palmeiras
8 ) Ipswich Town 21.207 x 18.323 Internacional
9) Cardiff City 20.968  x 17.896 Sport
10) Middlesbrough 20.238 x 17.776 Grêmio
11) Coventry City 17.748 x 16.817 Coritiba
12) Reading 17.211  x 16.280 Atlético-PR
13) Swansea City 15.416 x 14.373 Botafogo
14) Crystal Palace 14.896 x 13.863 Náutico
15) Bristol City 14.553 x 13.391 Vitória
16) Watford 14.177  x 11.944 Goiás
17)  Queens Park Rangers 13.409 x 9.983 Avaí
18)  Barnsley 13.123 x 9.242 Santos
19) Preston North End 12.764 x 4.796 Santo André
20) Plymouth Argyle 10.633 x 3.691 Barueri

Segunda divisão inglesa 18x 2 Primeira divisão brasileira

http://www.citypopulation.de/UK-England.html

Por: VITOR BIRNER


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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Adriano, Vagner Love, Oscar e Dentinho. Confira!!!


Meio time de futebol com uma história que vale por um campeonato inteiro

 Adriano quando veio da Itália triste e dizendo que iria até parar de jogar futebol, todos nós lamentávamos muito pelo grande jogador que é.  Logo depois chorou muito e fez juras de amor ao Flamengo dizendo que não estava no Brasil por dinheiro, na verdade apenas queria ser feliz e jogar futebol. Admiramos o Adriano dentro de campo, mas sua atitude fez com que a diretoria do Flamengo já procurasse um patrocinador para pagar mais 40% de aumento pedido pelo atacante, aquele mesmo que chegou aqui triste e dizendo que dinheiro para ele não era o importante, queria ser apenas feliz. Não bastasse isso, o grande Zé Roberto parece que foi a bola da vez para que o time carioca pudesse trazer o atacante do Palestra Itália.

Vagner Love, ídolo até então do Palmeiras quando jogou a série B do brasileirão e ainda “sonhando” com uma vaga no ataque da seleção, diz que o clima no Palmeiras é ruim e a sua segurança está ameaçada. Disse que sempre andou na rua da maneira que quis, mas não disse que isso era nas noitadas paulistanas. Usa isso como pretexto para que saia do Palmeiras e se entregue a nação Rubro Negra.  Historinha prá boi dormir.

Oscar parece ser o novo Robinho. Disse que o São Paulo nunca deu atenção a ele e que o último contrato só da vantagem ao clube do Morumbi. Isso tudo ficou muito estranho por que dois dias antes de conseguir a liberação do tricolor, ele havia dado uma entrevista ao site do clube dizendo que estava muito feliz e com muita expectativa para o ano de 2010. O Oscar pode até está certo em alguma coisa, mas dizer que o São Paulo não lhe deu atenção já um absurdo. O atleta ficou desanimado por que o tricolor tem feito especulações para contratar jogadores para a sua posição e continuar apenas como promessa para 2010. Não há nada que um aumento de salário pudesse resolver essa história antes que ele fosse à justiça.

 

Titular absoluto e xodó da Fiel, Dentinho passa por momento de tuburlência no Corinthians pelo fato que recusar assinar contrato com Carlos Leite. Agora na reserva, parece que o jogador ainda pode ser negociado para fora do Brasil em virtude de não mais ter espaço para ele dentro do clube após chegada das contratações.

Mano Menezes não perdoa o jogador pelo fato de deixar vazar pela imprensa já que tem outros jogadores na mesma situação, mas não com essa coragem que o Dentinho teve.

 

Dentro do Corinthians o Andrés Sanches quase recebeu um pedido de impeachment na reunião de conselho da semana passada pelo Rubão que ainda mede forças com Rosemberg, diretor de marketing do clube. Afinal, muitos dizem que ele tem mais poder dentro do clube do que o próprio presidente, tanto que algumas negociações são feitas por ele. Uma bagunça que não aparece na imprensa pelo relacionamento de “amizade” que tem feito também com as organizadas.

 

 

 

Resumo:

Dinheiro ainda manda no futebol e ilude-se aquele que acredita em amor ao clube. Nem sempre aquilo que você acredita vê é verdade. Precisa fazer de coitado para alcançar seus objetivos. 

 

 

 

 


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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


Flamengo pode ter um 2010 complicado e com chororô


QUALQUER PROBLEMA NÃO QUEIRAM FALAR QUE SOU PÉ FRIO. FALE COM LULA!

CREDITOS: KIBELOCO.COM.BR


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