
De um amor que não se acaba
Trago no peito a cruz de Malta
Por isso eu canto de coração
Vasco, tu és minha maior paixão
És tradição em preto e branco
Que me envolve com teu manto
Eu vou cantar pro mundo ouvir
Sou Vasco da Gama, sou bem feliz
Vasssssssscoooooooo!
Como eu te amo Vasco!
Vasssssssscoooooooo!
Como eu te amo Vasco!
Postado por Kazaka
Vasco: um amor infinito...

Não é de hoje que a arbitragem brasileira é motivo de reclamação. Entre os insatisfeitos do momento estão vascaínos, palmeirenses, santistas e são-paulinos. Há alguns meses eram os botafoguenses e os flamenguistas, entre outros, que engrossavam o coro. Já é tradição que auxiliares e árbitros sejam alvo de cobrança e pressão dentro e fora de campo. Não busco justificar nada, há erros grosseiros e há "erros" que só alguns vêem.
O equivoco, a falta de critério e a falta de preparo dos homens do apito tem contribuído para tamanha contenda. Gols mal anulados (como o belo gol do atacante Obina), gols impedidos, pênaltis e faltas não marcadas, são lances comuns em qualquer campeonato. Mas aqui ocorre com tanta freqüência que pode alterar o resultado final de uma competição.
Além das deficiências já citadas, existe outro fator que contribui para que tantas falhas aconteçam: a pressão que jogadores, treinadores e dirigentes exercem sobre a arbitragem. Nenhum clube admite, mas é pratica comum e faz parte da "cultura" do nosso futebol. Não posso afirmar que as agremiações instruem seus profissionais para tal comportamento, só que tudo acontece de forma corriqueira e natural.
Na partida entre Guarani e Vasco, valida pela 6ª rodada da serie B do Brasileiro, a expulsão do meia Carlos Alberto por Elmo Alves Resende Cunha (que apitou a partida), gerou descontentamento da equipe carioca. O cartão vermelho aplicado no lance foi exagerado, mas motivado pela queixa recorrente do jogador. Este episódio e um pênalti não marcado na semifinal da Copa do Brasil foram os principais motivos para a diretoria cruzmaltina enviar representação contra a arbitragem à CBF.
O hábito de reclamar a cada lance é notório e antigo. Nos confins do Brasil e até em grandes centros, "coronéis do futebol" invadiam campo, intimidavam juízes e bandeirinhas, e alteravam a marcação de um lance desfavorável ao seu clube. A influência que eles tinham diminuiu muito. Permaneceu, como herança, a pré-disposição para contestar cada decisão tomada por aquele que é o responsável por arbitrar os jogos.
Que profissional exerce bem suas funções estando sob clima tenso? Já escutei muitos dizerem que o arbitro de futebol tem de estar preparado para suportar a pressão do gramado. Concordo, até certo ponto. Eles são pessoas suscetíveis a falhas, sejam elas oriundas de um preparo ineficiente ou pela alteração do seu estado emocional.
Para soprar o apito não temos robôs condicionados a uma analise racional do lance e incapazes de se ofender. E se tivéssemos tal recurso, pediríamos (ou melhor, exigiríamos) os árbitros de volta. Sentiríamos falta da polêmica que tanto esquenta nossos debates.
Postado por: Kazaka

Desde os primeiros sutiãs queimados a partir de 1968, as mulheres obtiveram conquistas significativas mundo afora. Hoje ocupam cargos que eram prerrogativas masculinas. Elas se tornaram médicas, gerentes, deputadas, ministras e em alguns países já foram eleitas presidentes. Não é surpresa para ninguém entrar em um escritório de advocacia e encontrar uma mulher exercendo a função. Elas atuam em diversas áreas e, profissionalmente, não ficam devendo a nenhum marmanjo.
Com o futebol não foi diferente. Elas estão cada vez mais presentes nas arquibancadas, demonstrando o carinho pelo clube de coração. E acrescentam a massa, o charme e beleza que lhe são peculiares. Mas elas não ficaram apenas na torcida e literalmente invadiram a "nossa" área. Hoje são arbitras e auxiliares, lideres de torcida organizada e jogadoras. No Brasil, mesmo sem incentivos no esporte mais popular do país, elas tiveram melhor desempenho que os homens nas ultimas três olimpíadas e a jogadora Marta foi eleita a melhor do mundo pelo terceiro ano consecutivo. Levamos uma sainha delas.
Mesmo que não entrem em campo, para jogar ou apitar, elas estarão próximas. Ao ligar a sua televisão para acompanhar uma partida, facilmente encontrará uma mulher. Seja na cobertura do evento, tecendo comentários ou apresentando programas esportivos, elas exibem um conhecimento que muitos homens não possuem. E a presença feminina insiste em nos mostrar que o futebol deixou de ser coisa de homem há muito tempo.
Deixando para trás uma vida resumida a aventais e panelas, elas foram à luta, competiram e venceram. Conquistaram espaço sem perder o encanto e sem dar carrinho por trás.
Postado por: Kazaka