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A situação é mesmo delicada. Com sete pontos atrás do primeiro fora da zona de rebaixamento, o Palmeiras entra em processo de coração na ponta dos pés. Jogo após jogo em busca de míseros três pontos, com 14 rodadas para o fim do Brasileirão.
Nestes meus 21 anos de Palmeiras, em nenhuma oportunidade me lembro de ter visto o meu avô reclamando do time. Muito pelo contrário. Para ele, até Luan, então guerreiro e bom de bola, foi péssimo contra o Vasco. Ninguém se salvou. Menos ainda Barcos, que tanto se esforçou para estar em campo.
E compartilho das mesmas opiniões, só acho que o argentino não merece criticas. De resto, é resto. E a santa intolerância palestrina do senhor Irineu Cimatti (meu avô) declara o ar dramático verde.
Agora Tirone pensa em mandar Felipão embora. Tirone que tantas vezes disse que o técnico ficaria até o fim do contrato, ainda tentando renovar o vinculo até o final da Libertadores do ano que vem. Já era de se esperar estas trocas inesperadas de opiniões, porque Tirone demonstra, dia após dia, que não tem opinião. Ou, infelizmente, não sabe o que é isso.
Infelizmente a conquista da Copa do Brasil não vale nada para ninguém. E a confiança no trabalho se desmantela em verde e branco.
Mandar embora o Felipão para trazer quem? Carpegiani? Só faltava essa!
As criticas, aliás, deveriam ser dirigidas ao excesso de jogadores vindos do São Caetano. Oras, por que tantas apostas vindas do mesmo clube? Azulão que há tempos não sai do marasmo da segundona. Patrick, para constar, era RESERVA da base do time do interior. Até quando?
Até quando vamos aturar o Mauricio Ramos? Parece ser boa gente, não o conheço. Como zagueiro, não serve para vestir o manto sagrado palmeirense. E mais: jogou no São Caetano. Que coincidência... Para encerrar, Mauricio Ramos é o Alexandre (que rebaixou o Palmeiras em 2002, após sucessivas falhas e entregas gratuitas de gols rivais) de hoje. Salve-se quem puder.
Assim como Leandro Amaro, que atuou por todos os times do mundo. Em nenhum foi titular. Só no Verdão.
Porém, palmeirense de todo o Brasil, esqueça todos esses pontos fracos. O ‘tira' que se veste de banana na ponte superior do comando do seu clube, procure esquecer. Os jogadores que nem jogadores são. Calma!
É a hora que o Palmeiras, sobretudo, precisa de você. Que incentive, grite, esperneie, tudo. Menos ofender sem o soar do apito final. Depois, quando acabar, diga o que vier na cabeça. Enquanto isso, faça pelo coração.
É difícil, eu sei.
Faça isso por Ademir, Leivinha, Alex, Rivaldo, Edmundo, Marcos, Luís Pereira...e por Felipão. Por que não?
Quem sabe algum dia voltemos com lealdade para o gramado que nos aguarda desde 1999, porque, depois disso, o Palmeiras pouco jogou.
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