
Setinha pra baixo, setinha pra cima.
Setinha pra baixo, setinha pra cima.
Setinha pra baixo, setinha pra cima.
É...
Não deve ser fácil lutar contra a genialidade. A favor da vontade.
Horas são felizes, outras nem tanto. Há tempos.
Momentos de atrasos. Uns de 13 minutos, como foi agora, outros de anos.
E assim o craque Ronaldinho Gaúcho escreveu sua história pelos clubes onde passou. Onde reinou.
Infelicidade e profunda alegria de quem torce. Para quem acredita.
De gol em gol. Chapéu em chapéu. Caneta e caneta, sem tinta, muitas vezes.
Assinaturas de golaços. Outras de contratos falsos. De palavra, ou falta dela.
Que o diga o Grêmio. Que foi driblado pelo camisa 10 em meados do começo do milênio. ‘Errados' em 2011. Duas vezes. 10 vezes.
Como diria a Turma do Pagode: "Se no Barcelona eu for camisa 10; Me cobrir de ouro da cabeça aos pés; Mesmo assim se isso acontecer, fico com você, fico com você."
Oras, mas no Tricolor Gaúcho foi assim?
Na primeira vez, quem levou a melhor foi o francês PSG, que faturou o craque e mais uns milhões nas contas do clube. Saída forçada.
Depois veio o Barcelona, o auge, o espetáculo.
O ídolo. O dinheiro (haja). A comodidade (idem).
O melhor jogador do mundo de anos consecutivos. O espelho de uma geração, que nunca precisou ter os dentes bonitos, ou um belo topete, para atrair o público mundial.
O brasileiro não compareceu à festa em 2006. Nem Ronaldinho Gaúcho, que esqueceu-se desde então.
Lembrou-se de si há poucos meses atrás. Fez saudades. Com um belo futebol diante do majestoso Santos, de Ganso e Neymar, campeão da Libertadores deste ano.
Depois disso. Nada disso.
O Brasil continua o mesmo. Sem a bola de Gaúcho, que é intocável pintada de amarelo. Alias, nunca foi colorida, só ‘amarelada' mesmo. Outra vez.
Azar de quem acredita, como eu, que craques são craques para sempre. Da vida até a morte. De gramado e tudo.
E aí fica a pergunta: como ficará Ronaldinho para 2014?
E, se persistir de bola murcha (o que é bem provável), mais uma decepção à vista. De milhões de olhos que querem ver, mas nunca viram o dente do R10 de fora, sorrindo, como era em terras catalãs.
Em breve, confira meus comentários na Rádio São Caetano. Que serão efetuados a cada duas horas, na coluna "Drible de voz, com Guilherme Cimatti". Espero por vocês. (http://radiosaocaetano.com.br/)
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