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domingo, 13 de maio de 2012
Nada menos do que histórico. Manchester City campeão inglês.
Dramático, histórico e memorável. Esses são alguns dos adjetivos que podem ser associados ao título do Campeonato Inglês, conquistado pelo Manchester City, neste domingo. Com o Etihad Stadium lotado, o City precisou de um gol de Agüero, aos 49 do segundo tempo para virar a partida contra o Queens Park Rangers e assim garantir o título, quebrando um tabu de 44 anos.
O City chegou na última rodada com a mesma pontuação de seu maior rival, o Manchester United, contudo tinha larga vantagem no saldo de gols. Não parecia que seria difícil. Uma vitória seria suficiente para conquistar o título, o adversário estava na briga contra o rebaixamento e era bem inferior tecnicamente. Mas foi. E como foi.
O City até abriu o placar, mas após vacilos incríveis da defesa, deixou o QPR virar mesmo estando com um jogador a menos. A partir daí foi ataque contra defesa. O time azul de Manchester, nervoso, tentava de todas as formas os dois gols necessários, pois o United vencia sua partida e era campeão até o momento. O título que, nos últimos 44 anos, não tinha estado tão perto, agora parecia incrivelmente distante. Os minutos passavam, e a cada chance criada e desperdiçada a torcida ia ficando mais incrédula. Os rostos nas arquibancadas transbordavam tensão.
Até que as 45 minutos de segundo tempo veio um sopro de esperança. Após escanteio da direita, Dzeko empatou de cabeça. Subiu a placa informando que teríamos mais cinco minutos de acréscimo. E no último destes cinco, o City decidiria sua vida. Balotelli, que havia entrada a pouco, no lugar de Carlitos Tevez, recebeu na meia-lua e mesmo caído conseguiu fazer o passe para Agüero que, com frieza, tirou do zagueiro e chutou forte. Bola na rede e o Etihad Stadium quase veio abaixo. Com o apito final, a torcida, eufórica, invadiu o campo. Virada histórica, sofrida e acima de tudo, emocionante. Após mais de quatro décadas o lado azul de Manchester voltou a sorrir.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Abre o olho Corinthians
Do céu ao inferno em 90 minutos. Após a grande expectativa da torcida corintiana para a estreia na Libertadores 2011 (mesmo que seja na pré-Libertadores), o Corinthians fez uma exibição pavorosa contra o frágil Deportivo Tolima, empatou em 0 a 0 e deixou a torcida com o medo de sair da competição, antes mesmo de entrar definitivamente.
O que aconteceu? Muito pode ser explicado pelo nervosismo. A torcida estava confiante na vitória e o time, até certo ponto, também. O começo do jogo foi promissor, parecia que o Corinthians dominaria. Porém, a cada minuto que o gol demorava a sair, a pressão aumentava proporcionalmente e o time colombiano, de assustado passava a ganhar confiança, encaixando bons contra-ataques. Chegando até mesmo ter um gol erroneamente anulado, o que pioraria muito a situação corintiana.
Mesmo com a pressão corintiana ensaiada no segundo tempo, o nervosismo aumentava e o time errava demais, com isso a torcida ia ficando cada vez mais irritada e deixando de apoiar incondicionalmente. Mesmo na base do abafa, nos minutos finais, o gol não saiu. E no apito final, vaias.
Apesar da péssima exibição, ainda acho que não é motivo para desespero. O Tolima, nesta partida, veio com a óbvia proposta de se segurar durante os noventa minutos e tentar o contra-ataque. Não demonstrou muito poder defensivo, foi muito mais ajudado pelo ataque corintiano e apesar de até conseguir criar algumas jogadas ofensivas, demonstrou que não possui grande poder de finalização.
O que quero dizer com isso? O clube colombiano é muito inferior ao Corinthians. E o Timão ainda possui a vantagem do empate com gols no jogo de volta, na Colômbia. Ou seja, o Corinthians ainda é o franco favorito. Precisa motivar seus jogadores e por em prática seu plano de jogo, desta forma, o clube colombiano não será páreo.
Resumindo, o Corinthians, entrando motivado, consegue a classificação. Agora, se quiser ganhar esta Libertadores, muita coisa tem que mudar.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Brasil vence e garante liderança do grupo no Sul-Americano Sub-20
Nesta quinta-feira, a Seleção Brasileira derrotou o Equador, em confronto válido pelo grupo B do Campeonato Sul-Americano Sub-20, no Peru. Com a vitória por 1 a 0, a Seleção que já havia garantido a vaga no hexagonal final, garantiu também o primeiro lugar do grupo, encerrando a primeira fase de forma invicta, com três vitórias e um empate.
Como o Brasil já estava classificado, o técnico Ney Franco, escalou a equipe reserva para enfrentar o Equador, tendo assim, oportunidade de observar todos os jogadores convocados. Contudo, como era de se esperar, faltou entrosamento ao time e a equipe fez uma exibição abaixo da média, mas que foi suficiente para derrotar a fraca equipe equatoriana.
O único momento de alto nível da partida foi justamente o lance do gol. Em uma bela triangulação, Alan Patrick tocou para Oscar, que de um belo passe de calcanhar deixando Henrique em ótima condição para abrir o placar. O centroavante teve calma para tocar no canto esquerdo do goleiro. Gol importante para Henrique, que ainda briga pela vaga de titular com Willian. Este entrou no segundo tempo, no lugar de Alan Patrick, porém pouco mostrou. Falando em substitutos, um fato curioso, Lucas entrou em campo junto com Willian, aos oito minutos da segunda etapa, porém logo em seu primeiro lance levou um cartão amarelo. Ney Franco, para não perder seu jogador para a próxima partida, sacou ele de campo 11 minutos depois, para a entrada de Alex Sandro.
Opinião
Se o grande objetivo do técnico Ney Franco, nesta partida, era observar seus reservas, o resultado foi pouco efetivo. Pois devido à falta de entrosamento, a equipe pouco mostrou. Acredito apenas que a dúvida, entre Henrique e Willian deve ter sido sanada, afinal Henrique mostra que pode ser muito mais eficiente que o jovem atacante do São Paulo, fazendo jus a camisa 9. Já Diego Maurício, que teve sua grande chance de mostrar que pode ser titular fez partida muito ruim. Não mostrou a mesma disposição característica, nem as boas jogadas pela ponta, que desenvolveu contra a Colômbia.
A seleção equatoriana pouco mostrou, pareceu respeitar muito a seleção brasileira, além de faltar bons meias para criar as jogadas ofensivas. O único nome de destaque foi o atacante Montaño, veloz e arisco, ele levou muito perigo a zaga brasileira, chegando a acertar um lindo chute no travessão no segundo tempo. Porém, como outros jogadores da sua seleção, pecava pela individualidade desnecessária. Os equatorianos enfrentarão a Bolívia na próxima sexta, dependendo apenas de si mesmo para se classificar. Como o adversário é muito fraco, os equatorianos devem conseguir a classificação sem problemas.