
Sócrates e Zico: dois grandes protagonistas daquela geração.
Amigos Lancenáticos! Esse mês, uma das maiores Copas do Mundo de todos os tempos, que marcou uma geração de talentosos jogadores, completou exatos 30 anos.
A seleção dirigida por Telê Santana, legítima representante do futebol-arte, mesmo tendo sido eliminada nas quartas-de-finais daquele Mundial, ainda é reverenciada até hoje.
Numa época em que tinhamos a expectativa do tão sonhado tetracampeonato no futebol, nosso País também passava por uma série de transições, como podemos conferir:
Década de 80: a ‘Era das revoluções’
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Na política, vivíamos ainda sob o regime da ditadura, e na economia, a inflação era absurda. Na música, jovens driblavam a censura, e protestavam com bandas como Legião, Barão, Ultraje, Titãs, RPM e outras, ao som do velho vinil.

Bandas como Legião Urbana e Barão Vermelho surgiram na déc. 80.
Fomos apresentados ao popular Walkman, e a brinquedos famosos como a boneca Barbie e o Gênius. E surgiram jogos eletrônicos como o Atari, além dos Fliperamas que era uma frebre entre os milhares de jovens na época.
Tivemos acesso aos primeiros computadores PC e Mac, e houve uma invasão de carros populares no País, como o Fiat 147, Monza e Escort XR3, verdadeiros sonhos de consumo.

O Brasil foi invadido por produtos estrangeiros que fizeram sucesso.
No esporte, o Vôlei ganhava espaço, e começava a se popularizar, assim como a Fórmula 1, que tinha Piquet como campeão mundial. Além do futebol que brilhava com essa geração de craques, que mostraremos a seguir:
Mundial da Espanha: O melhor de todos?
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Em junho de 1982, 24 seleções foram divididas em seis grupos, numa Copa em que cada País tinha pelo menos um craque. Desfilaram jogadores como Platini, Rummenigge, Boniek, Dasaev, Breitner, Zoff, Maradona, entre outros.

O time da estreia, contra a URSS, com Dirceu no lugar de Cerezo.
O Brasil tinha uma grande seleção, e depois de uma estreia difícil contra a URSS (2 a 1), passou fácil pela Escócia (4 a 1) e Nova Zelândia (4 a 0), e seguiu como uma das favoritas.
Relembre os nossos 22 craques:
|
Nº |
Jogador |
Posição |
Clube |
|
1 |
Waldir Peres* |
Goleiro |
São Paulo |
|
22 |
Carlos |
Goleiro |
Ponte Preta |
|
12 |
Paulo Sérgio |
Goleiro |
Botafogo |
|
2 |
Leandro* |
Lateral direito |
Flamengo |
|
13 |
Edevaldo |
Lateral direito |
Inter-RS |
|
6 |
Junior* |
Lateral esq. |
Flamengo |
|
17 |
Pedrinho |
Lateral esq. |
Vasco |
|
3 |
Oscar* |
Zagueiro |
São Paulo |
|
14 |
Juninho |
Zagueiro |
Ponte Preta |
|
4 |
Luizinho* |
Zagueiro |
Atlético-MG |
|
16 |
Edinho |
Zagueiro |
Fluminense |
|
15 |
Falcão* |
Volante |
Roma-ITA |
|
5 |
Cerezo* |
Volante |
Atlético-MG |
|
18 |
Batista |
Volante |
Grêmio |
|
8 |
Sócrates* |
Meia |
Corinthians |
|
19 |
Renato |
Meia |
São Paulo |
|
7 |
Paulo Isidoro |
Meia |
Grêmio |
|
10 |
Zico* |
Meia |
Flamengo |
|
21 |
Dirceu |
Meia |
Atl-Madrid |
|
9 |
Serginho* |
Atacante |
São Paulo |
|
20 |
Roberto |
Atacante |
Vasco |
|
11 |
Éder* |
Atacante |
Atlético-MG |
*jogadores titulares
Nas quartas, batemos a campeã mundial Argentina por 3 a 1, num jogo em que Waldir Peres brilhou, e que Maradona foi expulso. Mas quis o destino que o sonho do Tetra fosse interrompido diante da Itália.

Zico venceu o duelo contra Diego Maradona. Jogo épico.
Parque do Sarriá: o desastre
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No dia 5 de julho, dependíamos apenas de um empate para chegar às semifinais. Num jogo cheio de alternativas, a estrela de Paolo Rossi brilhou, e a Itália venceu por 3 a 2, para a tristeza de milhões de brasileiros.

Paolo Rossi fez os três gols da vitória italiana contra o Brasil.
Depois disso, a Azurra eliminaria a Polônia nas semifinais, e chegaria ao Tri diante da poderosa Alemanha, por 3 a 1, numa final histórica que o nosso Arnaldo César Coelho apitou.

Gentile e Litibarski na final da Copa. Ao fundo, Arnaldo C. Coelho.
Apesar do modesto 5º lugar, ficou a lembrança de um dos maiores esquadrões de todos os tempos, uma seleção que encantou o mundo pela técnica, e deixou saudades.
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A Copa de 1982 foi a melhor de todas? Opine!
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Claudio Duque
“Imparcialidade acima da Paixão"
Entrem na minha Liga no Cartola FC: Fl@Gonçalo 2010
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Esse depoimento é baseado na visão de um menino de 11 anos, que na época chorou a frente da TV, por causa daquela derrota. Mas que a partir dali, aprendeu a amar, e entender o esporte. Obrigado a todos!
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