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quinta-feira, 4 de março de 2010
Kriptonita
Começo pedindo desculpa pelo grau de raiva que escrevo este post, mas não aguento ver esse time sem objetivo. Quem me conhece sabe que apoio até o último momento, mas apoio e compreensão têm limites.
Não sei o que aconteceu, mas o poder do time do Vasco acabou. De um jogo para o outro o time caiu vertiginosamente de produção, viramos um bando, nada funciona perfeitamente. Imagino que se contra as fortíssimas equipes de Sousa e Bangu estamos assim, contra um Internacional, Cruzeiro e Atlético-MG vamos ter uma SAMU na frente de cada casa Vascaína.

O Vasco contratou quase um time inteiro, mas nesse momento não está valendo um jogador. Os jogos estão dando sono, raiva, tudo, menos prazer e orgulho de ver. Não vou ficar aqui citando os culpados, até por que todos têm sua parcela.
Vasco, o verde do campo é o gramado e não kriptonita. Reage! Vamos jogar, para merecermos as vitórias que estamos conquistando.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Perseverança
A derrota abala qualquer torcedor, ainda mais quando se trata de uma final. Confesso que senti todos os sintomas: decepção, dor, desespero, raiva, tristeza, até chegar ao estágio do conformismo. Essa não é a hora de jogar pedras e muito menos de abaixar a cabeça. Lógico que precisamos reconhecer os erros para aprender e não cometê-los novamente.
Esquema tático, talento de jogadores, tudo mais que envolve o futebol , todos nós estamos cheios de saber. É preciso compreender que existe um momento em que a bola não entra, o passe não sai e o psicológico abala, apesar de todos os esforços.
Até então não sabia o que escrever. Não por ter a vitória como certa, mas por estar para baixo como todo apaixonado. Porém uma música do Grupo Bom Gosto me fez acordar. A música se chama: Perseverança. E um trecho dela diz assim:
“eu naveguei
sobre ondas do mar
tempestades passei
cheguei a naufragar
tantas noites chorei
por amar o meu mar
e com fé lutarei
pro meu mundo mudar”
O jogo de ontem foi apenas uma tempestade que intercala momentos de calmaria e vitórias. E a paixão de cada vascaíno vai fazer com que esse time levante e mostre a sua capacidade. Não para agradar a crítica ou a grupo de midiáticos, mas para coroar o belíssimo trabalho de um grupo de verdade e sua diretoria.
E ao contrário do que muitos me falaram, não acho que nadamos e morremos na praia. Acho que passamos por um momento de tempestade, mas vamos contornar o Cabo das Tormentas e transformá-lo em Cabo da Boa Esperança.
Como diz a música, eu vou lutar com fé ao lado do meu amado Gigante para chegarmos ao final e gritar: “Taça à vista!”
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Passado e presente
Todos já ouviram falar que a vida é um ciclo e que ações do presente são reflexos das do passado. Muito me intriga saber qual a origem das rivalidades futebolísticas, dos gritos e dos mitos. Até que, lendo o livro de Aldir Blanc, “VASCO – A cruz do bacalhau”, surgiu um fato esclarecedor de alguns pontos obscuros e revelou , ao menos para mim, o tal ciclo.
Quando o campeonato inicia sempre tem as previsões de especialistas – ou não – escalonando as forças, a potência, dos times. E como já de costume o Vasco nunca figura como o principal, pelo menos até o apito inicial da Taça Guanabara. Vejo comentaristas afirmando que o time é fraco e que não temos nome. Para que serve o nome sem o futebol no pé? Sempre ouvimos falar do nosso time com desconfiança e muitas vezes com um sacarmos sem precedentes. Eis que surge o trecho esclarecedor:
Corria o ano de 1923 e o Vasco da Gama, apesar da desconfiança e das atitudes antiesportivas dos seus adversários, começava a aparecer como sério candidato ao título de Campeão Carioca. O segredo estava exatamente no tipo de filosofia de trabalho implantado: enquanto nos outros clubes não havia a obrigatoriedade de treinamentos freqüentes, no Vasco, pelo contrário, todos participavam de treinos técnicos e físicos.
Enquanto vemos estampados em todos os jornais desportivos que certo jogador de tal time faltou sem maiores justificativas, no Vasco temos uma regularidade sem estrelismos e privilégios. Apesar de sermos classificados como terceira ou quarta força estamos sempre incomodando, com ou sem tapetão e virada de mesa dos adversários.
Para os menos informados, o Vasco foi o campeão desse ano com apenas uma derrota, duvidosa, para o flamengo. Será que o presente reflete mesmo o passado? Estou esperando para ver.
SDV /+/
