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segunda-feira, 30 de abril de 2012


Se o Santos é o melhor do Brasil, como anda o futebol brasileiro no cenário mundial?


Por BRUNO BARBOSA, às 21h40

 

Neymar, o mais completo do Santos


Foto: FlickR Nike

 

Se olharmos para a final da Liga dos Campeões da Europa não veremos o Barcelona, ainda melhor time do mundo, disputando o título contra o Bayern de Munique, que terá a vantagem de jogar em casa contra o Chelsea. Agora, se olharmos para a final do Campeonato Paulista, veremos o Santos, melhor time do Brasil, que tem o melhor jogador do país, que disputará o título regional com o Guarani.


Mas pelo qual motivo eu citei o nome do eliminado Barcelona juntamente com o classificadíssimo Santos? A resposta é simples, muito perturbadora e, por mais que já faça parte do passado, a lembrança da goleada por 4 a 0, aplicada pelo clube espanhol na final do Mundial da Fifa ainda está viva, principalmente em momentos nos quais o alvinegro é posto como o melhor clube brasileiro.


É difícil ouvir da maioria a afirmação de que o clube praiano está no topo do Brasil, e mais complicado ainda é concordar, pois é. Não que eu não goste do penteado de Neymar, que não curta o novo uniforme azul ou até mesmo que não me identifique com o clube no geral. Longe disso. Mas se o time do técnico Muricy Ramalho é de fato o mais completo entre todos daqui, em qual patamar estaria o futebol brasileiro no cenário mundial, levando em conta o confronto do "nosso melhor" contra "o melhor de todos"?


Esta resposta é, talvez, uma das mais importantes para o futebol brasileiro, já que trata-se do nosso bem maior, daquilo que sempre nos serviu como carta de apresentação pelo mundo afora: o poder e reconhecimento do futebol tupiniquim, enaltecido pela forma de mostrar sempre "ao vivo" e em momentos difíceis.


Assistir aos jogos do Santos, presenciar Neymar jogando extraordinariamente bem e ficar convicto de que somos novamente os mais cotados para levantar uma Libertadores da América não é o ápice. Sermos os melhores apenas do nosso continente não é o bastante. Nos contentarmos com isso seria como viver infinitamente com uma ideia ilusória de que somos realmente os melhores. Não, não somos.


Agora, independentemente do Santos continuar sendo o mais forte do Brasil ou não, uma partida contra os chamados "top" da Europa seria crucial para tentarmos alterar a longa distância que separa o nosso melhor do melhor de todos.


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quarta-feira, 4 de abril de 2012


Só não pode ser mané.


Por BRUNO BARBOSA, às 20h34.


A busca pela notícia é intensa.


E se ela for boa e fresquinha, que acabou de sair do forno, a porta da rua não será, certamente, a serventia da casa para o jornalista.


Entretanto, quanto às linhas acima, mesmo que sejam a mais pura verdade, me coloco como oposição a tais só para abrir alas e deixar passar uma notícia - que, na verdade, foi uma entrevista - que já não é mais fresca.


E, também, abro alas para Charlie Brown Jr., que não falta com a verdade quando canta "quem tem boca fala o quer quer, só não pode ser mané", trecho da música "Champanhe e água benta".


O Lancenet! fez uma entrevista com Maguila, ex-pugilista brasileiro que não somente lutou nos ringues, mas também na vida, para chegar onde chegou e ser o que é hoje.


Maguila não é mané! Por isso, fala o que quer.


E falou.


Na entrevista, Maguila colocou o seu ponto de vista sobre o UFC, a maior organização de artes marciais mistas do Mundo.


Pelo fato de ele não ser mané, disparou: "UFC não é esporte, é briga de rua".


O ex-boxeador, no entanto, disse não desprezar o MMA, mas ele viveu a maior parte de sua vida praticando um esporte que se não é igual, é semelhante.


Logo, tem currículo para falar. E se tem currículo, não é qualquer mané!


Então, mais uma vez, falou: "O cara joga o outro no chão e bate até sangrar. Se o juiz não separar, mata o cara. Eu não gosto de assistir. É briga de rua, não tem técnica alguma"


Como de praxe, há opiniões que poderão ir de metralhadora contra o que ele disse, porém, conhecimento para falar ele tem. Conhecimentos até, digamos, que sai do contato físico e chega até o psicológico.


"Você pega um cara na rua e pergunta se quer lutar por dinheiro. O cara tá com fome vai lá e luta. Acaba morrendo. Não tem preparo físico nem psicológico".


Quem tem boca fala o que quer, só não pode ser mané!


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domingo, 1 de abril de 2012


Está bom, mas é preciso olhar para trás


Por BRUNO BARBOSA, às 23h25

 

Fernandinho comemora gol com Lucas


Agência Estado

 

Leão parece ter nascido para dirigir o São Paulo em Campeonato Paulista. Em 2005, ano do último título estadual do tricolor, Leão era o técnico. Além do título, o São Paulo mostrou que era, de fato, como diria o mesmo técnico há sete anos atrás, um time "cascudo".


Hoje, o São Paulo é líder do Paulistão e apresenta um futebol diferente do que vinha apresentando em anos anteriores. Fator Leão? Pode ser! Mas como diria o título do texto, está bom, mas é preciso olhar para trás.


É preciso olhar para trás e notar que o São Paulo tem caído constantemente em fases eliminatórias da competição. Para ser claro, nas semifinais. De 2005 para cá - exceto 2006, quando o sistema ainda era de pontos corridos -, o São Paulo caiu na semifinal de 2007 para o São Caetano, após empatar no Pacaembu por 1 a 1 e perder por 4 a 1 no Morumbi.


Em 2008, também na fase semifinal, diante do rival Palmeiras, outra eliminação. Na ocasião, a vitória por 2 a 1 no Morumbi não foi suficiente para avançar, pois, uma semana depois, no Palestra Itália, a derrota por 2 a 0 culminou na eliminação.


Em 2009 talvez tenha sido a eliminação mais doida para o torcedor são paulino. O time caiu para o Corinthians e adivinhem em qual fase? Semifinal. No Pacaembu, vitória corintiana por 2 a 1. Uma semana mais tarde, no Morumbi, a derrota por 2 a 0 com gol de Ronaldo foi o fim.


Já em 2010 e 2011, o carrasco foi o mesmo e, também, nas semifinais. O Santos, que já contava com o talento de Neymar e Ganso enfileirou duas classificações à final e colocou as duas na conta do São Paulo.


Portanto, embora tenha um time mais forte, com Lucas desequilibrando e um conjunto que exibe garra e força, como visto em jogos em que a equipe estava perdendo e conseguiu reverter, é preciso olhar para trás e encarar o tabu.


E se depender de Leão, tal tabu será quebrado este ano.


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