
Juninho Pernambucano voltou ao Vasco para receber salário mínimo. Claro, um exagero. Mas demonstrou ser possível também para um jogador de futebol dimensionar, hipérboles naturais do mundo da bola à parte, o quanto vale seu trabalho. O Reizinho da Colina, hoje, recebe por aquilo que produz. E muito produz.
Deco chegou ao Fluminense provocando enormes expectativas. De imediato, não as cumpriu. Incomodou. Importante, se incomodou. Chegou a pedir para não fazer jus ao salário enquanto estivesse lesionado. Se recuperou. É, desde a segunda metade do Brasileiro do ano passado, peça fundamental ao Tricolor.
Loco Abreu, no sentido estritamente esportivo da palavra, não merece o adjetivo do título do texto. Como, no sentido, digamos assim, estritamente clínico da palavra, não merece o adjetivo que acompanha seu nome de guerra. Porque de louco Abreu não tem nada. É consciente. Esclarecido. Foge do lugar comum. Do "se Deus quiser, nós vamo fazer uma boa partida e conseguir os três pontos".
Diego Forlán também não é exatamente gênio. Mas, há ocasiões, consegue estar gênio. Muitas delas quando veste uma certa camisa Celeste que ajudou a pendurar no seu devido lugar. Junto às das grandes Seleções do planeta. Pátria e fama ainda podem, sim, conviver em harmonia.
De Clarence Seedorf pouca coisa existe a ser dita. Pouca coisa além do dito nos últimos dias. Feito o dito pelo pequeno torcedor botafoguense ao se deparar com o holandês: "sonho em um dia jogar como ele. Nem acreditei quando ele saiu para fazer o teste e autografou as camisas de todo mundo".
Óbvio, os cinco não são santos. São humanos. Erram. Mas, depois de quase uma década à base de referências um tanto duvidosas, é bom ver que nossos guris têm em quem se espelhar. Mais que craques, esses caras são exemplos.
Abraço!
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