O técnico Leonardo errou feio. Precisando da vitória, mandou o Milan ao gramado com um meio-campo formado por dois brucutus - Flamini e Ambrosini - um volante de mais habilidade - Pirlo - e apenas Ronaldinho Gaúcho na criação. Resultado? Desde o primeiro minuto de jogo, ficou claro que o Manchester United não encontraria dificuldades para ratificar a classificação, bem encaminhada desde o confronto na Itália.
Marcando pressão a saída de bola rossonera, os Diabos Vermelhos abriram o placar logo aos 13 minutos, com o impossível Wayne Rooney. Sem criatividade, os milanistas não reagiam. Borriello e Huntelaar nada produziam no ataque. Abate e Jankulowski eram verdadeiras calamidades nas laterais. Na zaga, nem o "monstro" Thiago Silva se salvava.
Aliás, o ex-tricolor foi responsável direto pelo segundo gol dos donos da casa, ao perder a bola que deu origem ao lance em que Nani rolou com categoria para Rooney, de novo, empurrar para o fundo das redes.
Com a vaca já atolada completamente no brejo, a equipe italiana desandou de vez.
Nem as entradas de Seedorf e David Beckham - ovacionado de forma emocionante pelos torcedores ingleses - mudou o panorama da partida e, em ritmo de treino, o Manchester não teve dificuldades para ampliar, através do coreano Park e do escocês Fletcher.
O resultado, apesar de dilatado demais, não chega a ser surpreendente e escancara de vez a fragilidade do vice-líder do Calcio. Vivendo de lampejos de Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato, que hoje não jogou, o Milan não é nem sombra da ótima equipe que foi campeã da Europa há alguns anos.
Do outro lado, os comandados de Sir. Alex Fergusson demonstraram toda sua força e, a meu ver, são, junto com o Barcelona, os principais favoritos à conquista do título interclubes mais cobiçado do futebol europeu.
Sobre o vexame galáctico
Assisti apenas aos 10 minutos finais do empate entre Real Madrid e Lyon, mas a julgar pela reação de Kaká, ao ser substituído por Raul, a, como diriam os cariocas, chapa vai esquentar.
Quando parecia que ia engrenar de vez, os galácticos merengues protagonizaram uma vergonha histórica. Com todo o respeito ao Lyon, um time que investiu uma fortuna para a temporada não pode ser eliminado ainda nas oitavas-de-final, para uma equipe mediana no âmbito continental.
Mais uma vez, o time espanhol comprova a máxima de que um punhado de estrelas nem sempre é sinônimo de um céu de títulos.
Uma boa noite e um abraço a todos!
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