Esse blog falará sobre tudo o que acontece de melhor e mais interessante no mundo esportivo, principalmente no que se refere ao futebol e à Fórmula 1, meus esportes preferidos!


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sexta-feira, 3 de setembro de 2010


Carta aos brucutus.


De um ônibus na Via Dutra, 03 de setembro de 2010


Caros brucutus do futebol brasileiro, tudo bem?


Olha só, há uns 30 segundos assisti ao lance em que Neymar, outra vez, aplicou um chapéu em um dos muitos colegas de vocês, infelizmente, ainda espalhados pelos gramados do país. A princípio, creio eu, não deveria ter nada demais, já que, dada a falta de técnica dos senhores, tal "humilhação" tende a ser rotina em suas carreiras. E querem saber de uma coisa? Bem-feito!


Ah, tudo bem, a bola estava parada, foi a justificativa encontrada, de novo, para que os amigos, nobres discípulos de Dunga, abrissem a temporada de caça ao inimigo público número 1 de vossa brutalidade. Tá bom, tá certo, mas acordem, ô manés!


E quando vocês agridem companheiros de trabalho com o jogo parado, não é falta de respeito não? E quando erram aqueles passes de 2 metros que matam o torcedor de raiva, não é um absurdo não? E quando cospem, xingam e ficam provocando craques durante as partidas, não é errado não? E os carrinhos feios que vocês desferem quinhentas vezes em noventa minutos? Tudo isso pode, não é?


Todos vocês, sem exceção, poderiam fazer um enorme favor ao futebol. Por favor vai, encerrem suas carreiras. Todos, de uma só tacada, abandono coletivo. Deixem apenas quem tem um mínimo de habilidade atuar.


Ou façam o feijão-com-arroz de vocês de boca fechada. Aceitem logo suas limitações e o fato de que nunca, nunca serão protagonistas, só meros coadjuvantes de Neymar, Ganso, Conca, Deco, Bruno César e tantos outros talentos.


Caiam na real, caras! Larguem esse codigozinho de ética idiota que vocês insistem em pregar em campo. Se defendam sim, mas do jeito certo. E, suplico, parem de encher o saco de quem gosta de futebol, ou então comprem uma passagem pros Estados Unidos. Lá tem um jogo que vocês irão adorar...


Um abraço!

 

 

                                  RJ, um apaixonado pelo futebol-arte 

 

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010


Calma, tricolor!


Vai tricolor, desabafa, pode confessar. Você pensou que seria fácil, não é?


Mas fica tranquilo amigo, não foi só você, eterno sofredor(a) pó-de-arroz que errou feio. A certa altura, quase se chegou à unanimidade: o Fluminense já era o virtual campeão brasileiro de 2010.


Uma pena termos nos esquecido de que não estamos na Espanha, onde Barça e Real Madrid fazem ou que querem, nem na Itália, Velha Bota monopolizada pela Internazionale nos últimos anos, e muito menos na Inglaterra, onde há um tal de "Big four" centro das atenções. Aqui é Brasil, meus filhos!


A quinta-feira começou amarga sim, não vou negar. Aquele gol do Palmeiras no minuto derradeiro, por breves momentos, teve sensação semelhante a de um título perdido. Parecia que filmes de 2008 e 2009 voltariam com tudo à tela da TV.


Mas, em meio ao inevitável abatimento, deixemos, por rápidos segundos, a passionalidade de lado e sejamos só um pouquinho racionais. Ora, empatar com São Paulo e Palmeiras, mesmo em casa, não é vergonha nenhuma. Tá bom, tá certo, nenhum dos dois vinha bem, nós éramos favoritos, também acho, mas era líquido e certo que, quando começassem a surgir problemas de lesões, suspensões e coisas do gênero, o ritmo cairia.


Não, não estou fechando os olhos para as falhas, muitas nessa noite de quarta. Mariano não tem substituto, já que não dá para aturar Thiaguinho, Washington, se não faz gol, mata a gente de raiva com a falta de habilidade, mas isso não é novidade, e o o tal do Gum cisma de querer sair jogando, mania feia que irritou inclusive seu companheiro Leandro Euzébio.


No entanto, muita calma, gente. Vaiar, espernear e esbravejar é parte integrante do espetáculo do futebol. Mas que o façamos com critério. E não nos iludamos a partir de agora. Esse Brasileirão de tantas emoções será parecido a uma partida de basquete das boas, cujo placar final é decidido apenas em seus lances finais. E que tenhamos outra certeza: no derradeiro tempo técnico, o Fluminense estará lá, firme e forte, como sério candidato a arremessar a bola da conquista. O sonho, definitivamente, não acabou.


Uma boa quinta e um abraço a todos!

 

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010


A vida não se resume a futebol.


Era um Festival da Canção, o ano não sei ao certo. No palco, Geraldo Vandré se preparava para cantar "Pra não dizer que não falei de flores - Caminhando", canção símbolo dos anos de chumbo no país. Ensandecida, a multidão protestava contra o resultado do evento, pois, ao que parece, o preferido Vandré perdera o "título" para uns jovens chamados Tom Jobim e Chico Buarque.  Sereno, Geraldo pedia calma a seu público. Que a plateia respeitasse a decisão dos jurados e, afinal de contas, a vida não se resumia a festivais. Assim como, hoje, não se resume a futebol.


O Corinthians, paulista de nascimento, mas de fãs espalhados por todo país, merece a grande festa que se transformou seu centenário. De torcida apaixonada, com ótimos resultados recentes dentro e fora de campo e um ídolo de expressão mundial no elenco, o clube de Parque São Jorge tem é de comemorar intensamente o século de vida. Parabéns ao Timão!


No entanto, nem tudo são flores. E o problema não é apenas do aniversariante do dia, é essencial ressaltar. Aconteceria com QUALQUER agremiação do país, tenho certeza.


A propaganda é uma das principais armas criadas pelo ser humano. Mais poderosa e destrutiva que mil ogivas nucleares. A propaganda, quando utilizada para fins maléficos, não derruba prédios ou mata soldados, mas aniquila mentes, torna a massa alienada.


Desde seu anúncio, a realização da Copa de 2014 por aqui é cercada de polêmicas, boa parte delas focadas em cima da utilização de dinheiro público na construção e reforma de estádios. Sendo assim, era necessário domar o povo. "Conscientizar" o cidadão comum de que um evento desse porte seria saudável, não só para o crescimento do Brasil, mas, sobretudo, para a completa estruturação de nossos times de futebol. Sim, pois que se exploda o mundo, mas meu time seja campeão, tô nem aí.


A estratégia foi brilhante, reconheço. Mais que uma torcida, uma Nação, uma República Popular. Milhões de vítima perfeitas para servirem de cobaias para o plano engenhoso.


O fiel corinthiano possui pleno direito de estar radiante com sua futura nova casa. Até porque, convenhamos, deve ser ter sido duro aturar a gozação de palmeirenses e são-paulinos durante longos anos. Todavia, será que esse mesmo fiel corinthiano pode se dar ao luxo de ver vários centavos de seu pagamento serem dispendidos no erguimento de uma arena? Será que os muitos fidelíssimos corinthianos gostaram de ver seu momento de alegria transformado em um escancarado comício eleitoral?


"A vida não se resume a festivais", a vida não se resume a futebol.


A vida é feita de saúde de qualidade, de boa educação, de emprego farto, de segurança e de outros tantos substantivos tão ausentes da gramática da sociedade brasileira na atualidade.


Mas que os amigos corinthianos não me levem a mal. A crítica não é a vocês, assim como o ônus não é de vocês. Parafraseando Ernesto Cardenal, na "Oração por Marilyn Monroe", neste mundo contaminado de pecados e radioatividade, não culpemos tão somente uma empregadinha de loja. O que mata de raiva é ver gente tratando gente como animal irracional.


Boa tarde e um abraço a todos!   

 

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