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quarta-feira, 19 de junho de 2013


Eu quero a Copa do Mundo.


Dizer desde o nascimento é exagero, mas é fato que acompanho futebol desde uns 8 anos de idade. Internacional, inclusive. 


Feito muitos da minha geração, tudo começou com as transmissões do Campeonato Italiano na TV Bandeirantes. Época em que lá em casa não tinha nem mesmo uma parabólica comum. Era no peito e na raça, virando antena pra esquerda e pra direita, que conseguia, em meio a "abelinhas", do jeito que minha mãe chamava o popular "chuvisco" na TV, assistir e me fascinar pelo Milan, dos holandeses, pela Inter, dos alemães, e pelo Nápoli, dos brasileiros Careca e Alemão e de um certo Diego Maradona. Época, também, em que o trio de estrangeiros da Juventus era formado por Rui Barros, Zavarov e Aleinikov, motivo de desespero para os fãs da "Velha Senhora".


Época em que já sonhava, um dia, perdoem o cacófato, ver de perto astros de nível estrangeiro, ao vivo, em um campo de futebol. Como passei a ver a Bundesliga, na TV Cultura. Santa recém-chegada parabólica que me permitiu conhecer o Eintracht Frankfurt, de Andreas Möller, o Borussia Dormund, do goleador suíço Chapuisat, e o Stuttgart, do zagueiro Guido Buchwald, autor do gol do título em uma daquelas inesquecíveis temporadas do início dos anos 90.


Época em que continuava sonhando, um dia, ver de perto astros de nível estrangeiro, ao vivo, em um campo de futebol. Como continuo a fazer nesses tempos modernos, agora pela telona de led, LCD ou HD. E não só o Italiano e o Alemão. O Espanhol, o Inglês, o Mexicano, o Argentino e até o Norte-Americano.


Época em que parecia que, finalmente, realizaria o sonho iniciado ainda nos primeiros parágrafos do texto e da vida. Pois, quando o país foi anunciado sede da Copa do Mundo de 2014, confesso que o cérebro bancou uma de alienado ou, quem sabe, entendeu um coração por esporte fascinado. Podia ser Nova Zelândia X Venezuela, sem direito a tomar, sequer, uma dessas cervejas que andam a vender nas tais "arenas" por R$12,00, um copo. O certo é que estaria, no Rio de Janeiro, a desfrutar do espetáculo, outrora propriedade particular dos estrangeiros.


No entanto, acho que deixarei para a próxima. Creio, encarnação. Porque ou serei de outra nacionalidade ou, o que desejo, tomarei parte de um Brasil justo. De boas escolas para todos. De saúde pública exemplar. De cidades seguras. Um Brasil modificado, quem sabe, a partir desse 2013 histórico.


Época em que descobri que fizeram meu sonho não valer seu preço. De bilhões gastos em elefantes brancos. De um mar de de corrupção.


 Época em que descobri que quero a Copa do Mundo.


Longe daqui.


Abraço!

 

 

 

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sexta-feira, 7 de junho de 2013


Palestra Itália houve um.


 

Mesmo com dois "enes", Annas conheço aos montes. Maria de Souza Fernandes, casada com um senhor de nome Roberto e que também deu a luz a Ana Gabriela, uma. É minha mãe.


Gols ano 99, 16 válvulas, 4 portas, vermelhos, rodam à solta nas cidades. Em Morro Azul do Tinguá, com placa iniciada pela letra K e terminada com o número 4, unzinho se aventurava. O meu, primeiro carango das estradas da vida.


Luanas têm várias por aí. Conceição das Graças, filha do "Tongo" e tia do João Pedro, essa é única. É a que me atura no dia-a-dia, desde abril passado.


Muitas senhoras de idade, chamadas Nilza, contam estórias para seus netos, Brasil a fora. Chaves de Souza, que costumava me fazer adormecer quando criança com a fábula do macaco, viveu uma. A "Nina", saudosa avó, falecida no último dezembro.


Times de três cores jogam em gramados de todo o país. Com sede nas Laranjeiras, tantas vezes campeão e que fascina pela sua disciplina, porém, reina exclusivo o Fluminense. Porque, afinal, sou  tricolor de coração.


O McDonald's vende hamburgers em cada esquina dos Estados Unidos, da Argentina e do Japão. Comercializa cerveja na Alemanha. Não trabalha com carne bovina na Índia. Troca a tradicional pintura de suas lojas para amarelo e preto em Istambul, nas proximidades do estádio do Fenerbahce, por conta da rivalidade com o Galatasaray.


De observar a vida,  empresas ganham dinheiro respeitando as diversidades. Entendendo que clientes não são iguais. Que possuem cultura própria. Valores específicos.


Para o botafoguense, a camisa do ídolo é a 7. Para o santista, a 10.


Os corinthianos formam o "bando de loucos". Os flamenguistas, uma "nação".


Os cruzeirenses enxergam sagrada a raposa. Aos atleticanos, é caro o galo.


Para todos nós, parques existem à beça: "Da Cidade", "Central", "da Lagoa", "do Ibirapuera".


Bem como arenas se espalham em profusão pelo planeta. Com primeiro nome de seguradora, inclusive.


Para os palmeirenses, Palestra Itália houve um. Apenas um.


Abraço!

 

 

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sexta-feira, 31 de maio de 2013


Imagina o Fluminense...


Se até o Bayern precisou reforçar a zaga...

 

O Bayern de Munique disputou três das últimas quatro finais da Liga dos Campeões da Europa. No entanto, não se pode afirmar que o time bávaro sempre demonstrou, ao longo desses últimos anos, o nível de excelência exibido nas fases derradeiras da principal competição interclubes do Velho Continente, na atual temporada. Como em qualquer área de atividade, para chegar ao seu auge, o Bayern precisou evoluir em alguns aspectos, sobretudo na defesa, setor nevrálgico do onze derrotado pela Internazionale, em maio de 2010.


Naquela ocasião, a retaguarda do novo melhor esquadrão europeu foi formada pelos já veteranos e inseguros Demichelis e Van Buyten e por um jovem Badstuber. Que, diga-se de passagem, atuava improvisado na função de lateral-esquerdo, visto que o também menino Alaba não conseguia manter um bom nível de atuações, dada a inconstância própria da idade. Problemas solucionados através da contratação do brasileiro Dante, do amadurecimento de Alaba e, ainda, da aquisição do goleirão Neuer, que trouxe de volta confiança à meta do Bayern, após a aposentadoria de Oliver Khan.


Processo semelhante, porém inverso, vive o Barcelona, que acabou de perder o posto de menino dos olhos dos amantes do futebol para o algoz alemão. Enquanto funcionou o estilo de toque de bola e de constante marcação sob pressão na saída de jogo, os catalães se deram ao luxo de entrar em campo até mesmo sem zagueiros de ofício, pois os, geralmente, acuados  adversários pouco ameaçavam e expunham as deficiências escancaradas em 2012/2013. Mudança de cenário que resultou, de imediato, em especulações sobre reforços para a "cozinha" de Tito Vilanova. Revisão conceitual que deveria ser copiada, no Brasil, pelo Fluminense.


Porque, PUTA QUE PARIU, não há como continuar a aturar as trapalhadas dos defensores tricolores de agora.


Contudo, antes de prosseguir, é importante valorizar e reconhecer a importância histórica de Digão, Gum e Leandro Euzébio para o clube. O primeiro constituiu, junto com Dalton, a defensiva que nos salvou de um rebaixamento "inevitável", enquanto os demais ajudaram a levar para as Laranjeiras dois "Brasileirões". Por isso, inclusive, o componente emocional do texto se resumirá ao desabafo do parágrafo anterior, a fim de deixar claro que não se questionam o caráter e o comprometimento desses atletas.


É que, no final das contas, para o bem ou para o mal, depois de outra eliminação dolorosa na Libertadores, a decisão tem de ser meramente técnica. E ela passa por entender que se Bayern e Barça, que contam com gente do calibre de Müller, Ribéry, Messi, Xavi e Iniesta para resolver na frente, necessitam de melhorias, imagina o Flu de Thiago Neves, Deco e Fred, os medalhões dos quais muito esperamos, mas pouco em campo, em suas condições físicas ideais, presenciamos.


Abraço!

 

 

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