O texto abaixo foi escrito em 13 de janeiro desse ano. Leia:
"O Santos não disputará o título do Brasileirão"
"Calma, torcedor santista. Antes de esbravejar, por favor, leia o texto inteiro. Pois, ao contrário do que sugere o título, ele não apresenta sentido pejorativo. No final das contas, as linhas abaixo são mero informativo. E, após passar pela última sílaba, creio que você e amigos de outras bandeiras hão de concordar comigo.
A CBF divulgou a agenda com parte dos compromissos da Seleção Brasileira para o próximo ano. De cara, até o mês de junho, serão cinco jogos - Bósnia, Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina. Sendo que quatro deles coincidirão com rodadas do Brasileirão. Que, feito o de praxe, não será paralisado.
Então, anota aí: provavelmente, serão quatro rodadas do Santos sem Neymar e Ganso, do São Paulo sem Lucas, do Internacional sem Damião. Talvez, serão quatro rodadas do Fluminense sem Fred, do Vasco sem Dedé, do Botafogo sem Jéfferson, do Corinthians sem Ralf, e mais alguns prejudicados, tenha certeza.
E no primeiro caso digo provavelmente, mas no segundo talvez por um simples motivo: O técnico Mano Menezes pode optar por usar nos amistosos a equipe olímpica, o que, a princípio, safaria a vida do Flu, do Vasco, do Botafogo e do Timão, mas, desculpem o termo, ainda ferraria a trajetória do Peixe, do Tricolor paulista e do Colorado e quem mais cedesse jovens valores ao grupo que vai aos jogos de Londres.
Jogos de Londres, aliás, que, somados aos eventuais compromissos canarinhos no segundo semestre, chegariam a desfalcar determinadas agremiações por cerca de 15 jogos, marca que gira em torno de incríveis 40% da principal competição do país.
Sim, santista, são-paulino, colorado, corinthiano, pó-de-arroz, torcedor brasileiro em geral: seu time tem chances de vir a disputar quase metade do torneio de seus sonhos desfalcado de seus principais jogadores. Cenário que, sem discussão, colaborará para a perda daqueles preciosos pontinhos que costumamos lamentar no momento derradeiro do certame.
Claro, os próprios clubes deveriam ser os agentes das mudanças necessárias. Das cobranças à CBF pela devida paralisação do campeonato. Quem sabe, da recusa em ceder seus jogadores em havendo prejuízo para si mesmos. No entanto, uma pena, não adianta sonhar. Da cartola onde andam dirigentes e os subservientes jogadores não saem ideias conscientes.
Não por conta própria. Sem pressão. A pressão que deve vir do principal ingrediente para o sucesso do esporte. Do torcedor. Assim, meu amigo, pare de sorrir. Você está sendo enganado. Solenemente enganado.
O texto abaixo foi retirado do Blog do jornalista José Roberto Malia, do site da ESPN Brasil, hoje. Leia:
"O ‘professor’ Muriçoca Ramalho e seus pares e ímpares estudaram minuciosamente o bem elaborado calendário das chuteiras nacionais e ficaram extremamente felizes.
Em nome da amarelinha desbotada e do salve lindo pendão, o moleque Neymar e o ‘maestro’ Ganso deverão desfalcar o Santos por poucos jogos nesta temporada.
Nada preocupante. Somados, os jogos sem as grandes estrelas poderão representar quase um turno (19 jogos) do Brasileirão.
Coirmãos são-paulinos, corintianos, palmeirenses, rubro-negros, vascaínos, tricolores, botafoguenses, colorados, gremistas e outros menos ambiciosos certamente agradecerão a força dada pelo Circo Brasileiro de Futebol.
O caminho da conquista do título terá menos montanha à frente para implodir no bico da chuteira."
O tempo passa passa, o tempo voa e o futebol brasileiro...
Abraço!

Habilidosos.
Iluminados.
Para os fãs dos brucutus, mortos mesmo que não enterrados.
Para quem ama futebol futebol bem jogado, indivíduos futebolisticamente superiores que precisariam ser resgatados.
Começo pelo argentino.
Que não é mais um menino.
Que às vezes parece sonolento.
Tem pinta de marrento.
Mas faz da camisa do Boca para os adversários um imenso tormento.
O segundo, esse sim, é um guri.
Que mete gol com uma letra que não é a "i".
Que é capaz de destruir do Bolívar ao Guarani.
Que bom para o futebol brasileiro vê-lo novamente progredir.
Pois então finalizo pelo nosso vinte.
Que trata a pelota com imenso requinte.
Um mago.
Que nasceu corinthiano.
Brilhou e se tornou lusitano.
Porém cada vez mais tricolor carioca, ano após ano.
Habilidosos.
Iluminados.
Pro inferno aqueles que pensam que eles estão mortos mesmo que não enterrados.
Que ótima foi a semana onde eles foram de(z) novo valorizados.
Abraço!
MSN:volgin_225@hotmail.com Twitter: @blog_do_rj
Para seus jogadores o Athletic Bilbao é mais que o onze no qual atuam.
É a pátria que defendem no gramado.
Talvez você saiba, não custa lembrar, o Bilbao admite em suas fileiras somente atletas de origem ou descendência basca.
Fato que ajuda explicar o choro compulsivo dos comandados de Bielsa após a derrota para o Atlético de Madrid na final da Liga Europa.
Atingir tal nível de comprometimento em outros clubes de futebol é quase impossível.
São poucos onde há componentes extracampo tão fortes a ponto de criar tamanha identificação.
São poucos onde meninos encontram motivos tão densos para lutar por cada jogada.
Um dos temas mais explorados pelo blog ao longo desses anos é o péssimo aproveitamento por parte das agremiações brasileiras de suas divisões de base.
Porém, que fique claro, não nutro a mínima pretensão de sugerir o modelo Bilbao ao pé-da-letra para o Fluminense, por exemplo.
Configuraria algo próximo de um sacrilégio trazer a um plano terreno uma opção que envolve questões políticas, geográficas, históricas e culturais deveras complexas.
No entanto, duas antigas convicções se fortaleceram assim que o árbitro encerrou a peleja em Bucareste: a primeira, a de que um grupo vira gigante e supera eventuais limitações se mantém plena fé no que faz. A segunda, a de que, no caso específico de uma equipe de futebol, se guris são criados com carinho e cuidado na base, sentindo e conhecendo a importância da camisa, manto ou segunda pele que vestem, fatalmente tornar-se-ão homens de valor quando da vida adulta.
Bom, se o amigo leitor não entendeu bem o espírito da coisa.
Se encarou o texto como papo de bêbado.
Se é do tipo que se irrita quando o clube do coração logo vende a maior promessa.
Se não concorda com salários absurdos para medalhões improdutivos.
Ou se é daquele que acha o beijo na camisa por parte do recém-contratado um cinismo danado, assista ao vídeo acima.
O companheiro terminará emocionado.
Desde que, óbvio, não lembre do seu time explorado. Se não tu vais ficar irritado.
Abraço!
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