O Santos, após mais um duelo eletrizante contra o São Paulo, chega à final do Campeonato Paulista, com grande chance de conquistar seu terceiro título estadual consecutivo. O time de Muricy Ramalho ainda é o favorito para levantar a taça da Libertadores, competição da qual os santistas são os atuais campeões.
O título do post relaciona o atual time do Santos com a figura de Neymar. E é impossível separar um do outro. Ainda que não haja uma dependência do atleta, o atacante não deixa de ser o principal nome do time. Assim que Neymar começou a crescer dentro dos gramados, o Santos teve uma melhora.
Com a ajuda de seus companheiros, Neymar alçou voos maiores. O futebol-arte voltara à Vila Belmiro nessas últimas temporadas.
E o mundo, aplaudindo o talento do jogador e os bons resultados do time alvinegro praiano, passou a reconhecer o excelente momento de ambos.
O Santos versão 2011/12 virou o “Santos de Neymar”. Assim como já tivemos o “Santos de Pelé” ou o “Flamengo de Zico”.
Citados nos exemplos acima, Pelé e Zico não jogaram sozinhos em seus clubes. Por trás da figura do astro, escondiam-se esforçados atores coadjuvantes, também importantes para os trunfos de Santos e Flamengo.
Porém, Pelé e Zico eram diferenciados. Pelo futebol tão único que era por eles apresentado, viraram uma referência.
Hoje, Neymar é o símbolo desse Santos. Diria mais: é o líder desse grupo.
Apesar da idade, Neymar amadureceu muito de uns anos para cá. No último jogo, contra o São Paulo, foi ele quem marcou todos os gols da equipe. Foi ele quem, no final da partida, saiu do ataque e ajudou na marcação dos atacantes adversários. Foi ele quem incentivou os companheiros, batendo palmas e pedindo mais vontade.
Neymar tem facilidade para chamar a responsabilidade. Na semifinal deste domingo, o atacante cobrou pênalti decisivo com maestria. Seus companheiros enxergam nele uma figura de referência. Neymar joga como se dissesse: “Fiquem tranquilos. Confiem em mim, vamos ganhar mais uma”.
A confiança que o jogador transmite ao elenco, aliada ao bom grupo do Santos, faz com que o clube se torne o favorito de qualquer competição que dispute.
No gol, Rafael está longe de ser um goleiro de seleção. Mas o arqueiro é regular e conquistou o torcedor.
A dupla de zaga é muito forte. Edu Dracena e Durval formam uma sólida barreira, entrosada e com facilidade em dificultar a vida dos atacantes adversários.
No meio, Adriano e Arouca marcam muito bem. O segundo, inclusive, é a origem de diversas jogadas ofensivas da equipe.
PH Ganso, camisa 10 da equipe, ainda não apresentou todo o seu futebol.
Ainda que não tenha alcançado o mesmo patamar que Neymar alcançou, Ganso seria titular em qualquer time do Brasil. Seu estilo clássico é fundamental para o Santos, proporcionando belas jogadas e lindos passes para deixar os companheiros na cara do gol. O meia atua com a cabeça erguida, jogando futebol com inteligência.
Falta pouco para Ganso desencantar. Mas ele não é o ator principal.
Muricy Ramalho faz um bom trabalho com esse grupo, que ainda possui nomes importantes, como Elano, Léo, Alan Kardec (que vem entrando bem durantes as partidas), Borges, etc.
A maior característica da equipe, entretanto, continua sendo o moicano.
O moicano, santista de coração, já conquistou a torcida. Já tem o carinho do presidente, dos companheiros; já aprendeu que será muito marcado pelo adversário; já aprendeu que pode provocar expulsões com sua ginga; já dançou e já deixou de ser o Neymar do Santos.
O potencial melhor jogador do mundo já marcou uma nova era no time alvinegro. Estamos na fase do Santos de Neymar, que tem tudo para conquistar mais títulos e fazer mais história.
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