domingo, 29 de julho de 2012


C Bras: Chapolinhos x Gigante da Colina


Vascaínos e amigos,

 

Mais um jogão muito bem disputado. O Vascão vem enchendo os olhos de quem gosta de um bom futebol. Com um elenco sem muitos estrelismos, a força do conjunto é a caraterística principal desse grupo e as jogadas são o somatório dessa forma de jogar.

 

A partida, apesar do placar em branco, foi muito aguerrida, com lances de ambos os lados, com uma leve vantagem pro Gigante da Colina. A disposição tática do time, agora com o Maestro cumprindo o papel de organizador das jogadas, mais uma vez, impôs seu ritmo aos poucos e, novamente tomou conta do meio de campo. Casalberto foi o guerreiro de sempre, investindo contra a zaga, protagonizou ótimos lances de finalização, no primeiro tempo mesmo sobrou-lhe uma bola que ele, após passar no meio de dois colorados ficou cara-a-cara com o goleiro e, ao invés de encher o pé, preferiu tocar pra trás, lance majestoso. No segundo tempo teve aquela bola ...nem é bom comentar, me lembrou um tal Diego Souza. Acheio o Maestro um pouco acanhado na partida, não sei se por causa da titularidae provisória, ou por uma obrigação tática, no primeiro tempo ele pouco contribuiu para os lances da equipe, já no segundo foi mais atuante, tanto é que a tabela daquele lance com Casalberto saiu de seus pés. O Eder destoou desse grupo, suas investidas não tem surtido o mesmo efeito de antes. A defesa voltou a ser o ponto forte da equipe, não tomamos gols a 5 rodadas e isso é um fato a ser comemorado. O revés fica por conta do terceiro amarelo do mito, impedindo-o a jogar contra os Curingas no próximo jogo em São Januário, domingo que vem, dia 5 de Agosto.  

 

Mantendo-se a distância de dois pontos do galo, a liderança vira questão de competência, já que teremos 6 pontos em confronto direto pra ser disputado. Traduzindo: esse campeonato é nosso.


sábado, 28 de julho de 2012


Jogo alto-nível, drible sem pernas e fumaça sem fogo.


Vascaínos e amigos,

 

O jogo contra a Cachorrada foi eletrizante, movimentadíssimo, daqueles que ficam muito tempo na memória obrigando-nos aqueles tradicionais comentários: "e aquele lance?", "lembra daquela hora?". Os Cachorros tomaram a iniciativa, mas o Vascão tratou logo de impor seu ritmo e organizou o pagode, dominando a partida. Várias foram as chances de gol para ambos os lados, mas a balança pendia mais pra equipe cruzmatina, com chances mais claras e perigosas. O Cristóvão repetiu a escalação do jogo contra o Sampa e, tal como foi no jogo anterior, a equipe se organizou e controlou o setor que dita as regras: o meio de campo. A grande expectativa ficava por conta do duelo 'Reizinho/Seedorf', como o holandês ainda não pegou o swing tupiniquim, foi o nosso Reizinho quem mais brilhou. Mesmo assim os ataques não foram capazes de mudar o placar, terminando a primeira etapa em 0 a 0. Segundo tempo, as mexidas de praxe, no Gigante, saem Wendel, Eder e Casalberto, entram Felipe Bastos, Willian Barbio e o Maestro. As substituições melhoraram mais ainda o Vascão, mas a retranca alvinegra permanecia sólida. O jogo, mesmo  sendo de bom nível estava com pinta de terminar em branco, até que, aos 41 minutos os deuses do futebol fizeram justiça. O Maestro retoma a bola impedindo um contra-ataque do Bota, toca pro Barbio, na lateral direita, esse avança um pouco pra linha de fundo e toca cruzado pra área nos pés do Reizinho, agora imaginem: o que um cara com 37 anos, aos 41 do segundo tempo pode fazer? Ele mesmo te responde. O cara consegue tomar a frente do zagueiro, domina a bola, o zagueiro, limitadíssimo, faz carga em cima dele, que acaba desequilibrando, cai, mas não perde o contato com a bola, puxa pra baixo de si protegendo-a, o zagueiro com seus milhões de pés, tropeça em si mesmo, o Reizinho se levanta, percebe o artilheiro do campeonato e, como todo rei que se preza, serve o companheiro, nessa hora deve ter pensado: '-Toma, valoriza seu passe!". Simplesmente magistral, ele nem precisou de pernas pra driblar.

Durante a partida a torcida alternava entre admirações e protestos, bola nos pés do Reizinho é alegria pura, quando o Cristóvão aparecia eram os gritos de 'burro'. Apesar da boa campanha. Fim de papo: Gigante da Colina 1 x Cachorrada 0. Dormindo na liderança mas sem muitas expectativas de manter-se lá (o jogo dos gelanses foi no dia posterior), o resultado foi bom, porque os tricolores perderam e assim conseguimos nos afastar um pouco mais do bolo, acumulando uma vantagem de 4 pontos.

 

Já escrevi várias vezes aqui e torno a repetir, o Cristóvão é bom técnico, mas a qualidade do seu trabalho não é do nível que um clube da categoria do Vascão necessita. Ninguem consegue entender o por quê da reserva do Maestro. Até o jogador mesmo já deu a entender o seu aborrecimento. Pô, eu entendo o jogador. Ficar no banco e ver um cara como o Felipe Bastos e Willian Barbio entrando é complicado, pra quem tem um currículo do quilate do Maestro. E a imprensa faz a sua parte, colocando mais lenha ainda na fogueira, inventando uma crise onde não há nada. Na última partida até sobre o relacionamento entre o Maestro e o Reizinho foi questionada. Agora vou dizer uma cousa a vocês, se o clube perde-se o Maestro pra mulambada, São Januário ia ficar pequeno pro Cristóvão.

 

Agora a parada é duríssima contra os Chapolinhos sulistas, pior de tudo, sem o Reizinho e Nilton (outro gigante, ta jogando muito), lá no sul. A equipe já deu mostras que joga um bom futebol mesmo fora de casa, então não há muito o que temer. 

 

Força Vascão.

 


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domingo, 22 de julho de 2012


C Bras: Gigante x Peixe


Vascaínos e amigos,

 

A chegada de São Januário foi dentro da regularidade. Muito cansaço, lances vibrando vivos na memória, um sorriso indisfarçável no rosto e uma confiança que, todo torcedor apaixonado e cego de amor pelo clube de coração que acabou de vencer, tem. Continuando a explanação do último texto que escrevi, o sábado não tinha começado muito bem pelos reinos da Colina. A venda do Fagner (daquele outrozinho, cujo nome me recuso a escrever, já comentei) e a ameaça de ver o Felipe Bastos de novo em campo, não eram nada animadores, pelo menos pra mim. Mas Deus é pai e São Januário o nosso patrono, se apiedaram de seus apadrinhados e remediaram a situação. O adversário veio desfalcadíssimo, num retrospecto favorável (ainda não marcou gol fora de casa) e sem suas principais estrelas. Ou seja, prato do dia: uma peixada servida à moda da casa. O jogo começa e a primeira boa notícia, o meio-campo é formado por Nilton e Wendel de volantes, Casalberto e Reizinho na criação, Eder Luiz e Alecgol no ataque, Auremir substituindo o Fagner e a manutenção do Douglas ao lado do Mito. A luz esta iluminado a cabecinha do Cristóvão Borges, Aleluia.

 

O jogo começa e logo aos 3 minutos Eder faz um lançamento a-lá Reizinho nos pés de Casalberto, este de primeira manda um balaço nas redes pelo lado de fora, a galera levanta e manda o tradicional 'Uuuuuhhuuuu!!!', o Caldeirãoo ferve a todo vapor. Aos 11 minutos do primeiro tempo, escanteio pro Vascão, o Reizinho mete a bola pro meio da área, a zaga marinha rebate mal e Douglas, bem colocado e sem marcação estufa a rede. "Êêêêêêê, o campeão, voltou!!!". O jogo segue, o Vascão passa a cadenciar o ritmo, comandando as ações. A defesa voltou a dar aquela confiança ao grupo, o Mito, volta ao seu normal e, além da ótima colocação ainda sobe pra dar apoio ao ataque, Douglas tambem não fica só plantado lá atrás, ajuda no apoio e amedronta a defesa adversária nas suas subidas. Na lateral a bela surpresa, Auremir apoia e defende bem. Casalberto volta a ser aquele meia-atacante incisivo, corpulento, brigador que a gente gosta de ver e o Reizinho, bem... esse dispensa apresentações, simplesmente o dono do time. Festa nas arquibancadas, time seguro e maduro em campo. Tudo indo bem. Uma breve celebração, lá em Recife o Sport nos faz um gracejo, abrindo o placar, mas o Galo não é de bobeira e recoloca tudo nos eixos, vencendo de virada. 

 

O segundo tempo o Gigante volta pressionando novamente e logo aos 2 minutos, em novo escanteio, batido pelo Reizinho, escorada de cabeça do Alecgol, o artilheiro do campeonato, 2 a 0. Agora com o jogo tranquilo, deixa o Peixe bater sua bolinha, mas nada que vá assustar o time, se for contabilizar mesmo, o Muralha Prass só fez uma defesa difícil na falta batida por eles, no mais, expectador privilegiado. No finzinho, o Eder ainda protagoniza mais um lance de perigo numa de suas descidas em velocidade, obrigando o arqueiro marinho ótima intervenção cortando o cruzamento. Aos 20 minutos mais uma estréia, Pipico entra na vaga de Casalberto, mas não dá pra criar muito, o ritmo do jogo é cadenciado pelos donos da casa. Além da vitória o melhor de tudo é ver o elenco jogando de novo aquele futebol confiante e seguro que eu já venho cobrando a muito tempo. Isso sim é o Gigante da Colina.

 

Agora, pausa no campeonato paulista. Próximo compromisso é embate doméstico, quarta-feira contra a Cachorrada, que vem embalada pela performance holandesa no meio de campo. Prova de fogo. Mas acredito na força do conjunto. O Vascão vem pra ganhar esse campeonato.



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