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segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Olho por olho... Dente por Dente...


Alguém aqui conhece o Código de Hamurabi? Bom, para aqueles que dormiam na aula de história na escola (ou para aqueles que já são "fazem parte da hstória" pela idade) irei explicar. Trata-se do primeiro conjunto de leis encontrado na Antiguidade. Continha a Lei de Talião, que pregava a reciprocidade da pena daqueles que cometiam agum tipo de delito. Por exemplo, se um homem matava o filho de um outro, teria seu filho morto nas mesmas circunstâncias.

 

 

 

E vocês me indagarão: mas, Palestrino, esse blog não é sobre futebol ou o tal de Hamurabi era o ponta-esquerda de algum da Antiguidade?!?! Pois então...

 

 

Com a existência de uma lei tão ancestral, não seria de se admirar que ela deixasse marcas até hoje. Nos relacionamentos amorosos atuais, sabemos que existisse muito "chifre trocado" - que segundo a crença popular, não dói. Mas nessa rodada pude verificar a existência desta lei no futebol. Mais precisamente no Campeonato Brasileiro. Irei explicar tal ocorrência, através dos fatos mais explícitos e notáveis do fim de semana.

 

 

Fato 1 - Atlético Paranaense, Palmeiras e o Sr. Danilo.

 

 

Por meio de cláusla inclusa no contrato do zagueiro palmeirense (que possui vínculo com o clube paranaense) o Palmeiras pagou R$100.000,00 pela possibilidade de utilizar o zagueiro no confronto contra seu ex-clube (sendo que o $$$ pago seria adicionado como parte do pagamento da compra dos direitos do atleta, a ser exercida pelo Palmeiras no fim da temporada). Resultado? Um gol contra, com a infelicidade do zagueiro. Mas aí... em resposta Danilo tratou de pagar na mesma moeda: assistência, gol e defesa em cima da linha. Fora a partida impecável do defensor. Ô dinheiro bem investido!

 

 

Fato 2 -   Urucubaca Rubro-Negra? Ou infelicidade de André Dias?

 

 

Uma declaração infeliz do defesor tricolor (que foi também alardeada em demasia pela imprensa), acabou ventilando a opinião de que o Flamengo não é um clube grande, só acha que é. Bem, de certo mesmo só a lambança que o zagueiro proporcionou ao entregar o gol ao (flamenguista declarado) Ronaldo. Com o resultado de 1x1, o SPFC fica a 5 pontos do líder Palmeiras, e perde também a vice-iderança para o Goiás. Esses 2 pontos farão falta ao fim do campeonato? Talvez, mas quem mandou o André Dia se preocupar com o flameno e esquecer de como recuar uma bola para o goleiro?

 

 

Fato 3 - Nunca diga "Dessa água não beberei jamais!"

 

 

Uma ação sem precedentes da imprensa esportiva brasileira, acabou por ofuscar a bela vitória palmeirense na 25º rodada. Motivo: a reclamação geral de comentarista, especialistas de plantão, ex-arbitros, dirigentes, técnicos e jogadores de outros clubes, em relação a atuação do Sr. Roman ao não apitar 456 penaltis a favor da equipe celeste (fato que entrará para o Guiness Book). Por ironia do destino, o Cruzeiro se recuperou em cima do Barueri (1 x 0) com um gol claramente impedido e ainda possuiu um penalti não marcado onde o zagueiro cruzeirense se fez de goleiro, para evitar o gol da equipe paulista. Jáo SPFC, que através de dirigentes, reclamou publicamente da arbitragem favorecendo o Palmeiras (na ocasião o penalti inexistente em Obina no jogo do Barueri, no Palestra itália), não deverá se manifestar da mesma forma ao comentar o gol impedido no empate contra o Corinthians, tampouco a anulação do gol de Dentinho, que originaria o gol da vitória alvinegra, não huevesse sido marcada falta de Ronaldo. Nos olhos do outros é refresco, não é?

 

 

Fato 4 - Os números não mentem jamais... Será, Sr. Tristão?

 

 

A exatas três rodadas atrás, O Célebre matemático global, se expressou de maneira contundente de que, mesmo estando 1 ponto atrás na tabela, o Internacional possuía 3% de chances a mais do que o Palmeiras de ser campeão. E agora Sr. Tristão, quantos porcentos o colorado tem a menos???

 

 

Fato 5 - Um dia da caça, outro do caçador...

 

 

Que um jogador pode se redimir de uma má atuação já estamos cansados de saber e presenciar exemplos por aí afora. Mas o que o goleiro Marcos fez no Palestra sábado a noite foi mais que suficiente para calar a boca daqueles que o culparam pela derrota diante do vitória. E até os pernas de pau Marcão e Jumar se redimiram (é claro que da maneira que a limitação técnica permitiu): até o gol palmeirense aos 41 da primeira etapa, as melhores chances palestrinas saíram de uma finalização a queima roupa do Lateral, e de um inesperado chute de fora da área do volante palmeirense. Ah! se fosse assim todo dia... Nem eu e nem a Angela teríamos que gastar nossos dedos para falar desses xucros.

 

 

Bem, pessoal... Existem muitas outras situações. Mas como eu disse em um post anterior: O campeonato dá, o campeonato toma. Não podemos tripudiar neste momento que estamos no topo. Devemos trabalhar para afirmarmo-nos cada vez mais na liderança. Sem depender da sorte, do juíz, dos tropeços dos adversários, ou dos chutões do Marcão... Somente de nós mesmos. Pois assim, contra tudo e contra todos, que alcançamos nossas maiores glórias nestes 94 anos de história. Avante Palestra!!!


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quinta-feira, 24 de setembro de 2009


Lá no Bar do Ditão, só dá Palestra!!!


Não é merchan... Mas bem que poderia. A bohemia (e a galera do bar) me teve de regresso. E o Palmeiras teve de volta os três pontos que nos foram surrupiados contra o Goiás.

 

 

O quêêêêê!!!! O Palmeiras ganhou roubado igual o São Paulo???

 

 

Não serei hipócrita a ponto de dizer que o sr. Evandro José Roman (em seu primeiro jogo após suspensão por erros exatamente contra a Raposa, e que nos havia operado em Goiânia) não fez vista grossa em alguns lances a favor do Palmeiras. Mas como já disseram, a arbitragem brasileira é fraca. E o campeonato tira, o campeonato dá! E o Palmeiras não tem nada a ver com isso

 

 

O jogo poderia ser dividido em duas partes... notavelmente distintas. Onde em uma prevaleceu a frieza e meticulosidade alviverde, e na outra a garra e superação caracteristicamente palestrinas.

 


1º Parte - A frieza e eficiência dos primeiros 55 minutos palmeirenses.

 

 

Ao entrar em um 4-4-2 (você estava certa Angela!) o Muricy acabou por optar por (Argh!) Marcão na zaga ao lado do Maurício Ramos, até para poder cobrir os avanços do Armero. Edmilson vetado pelo DM acabou cedendo a vaga para (Argh!²) Jumar ser o homem a guarnecer a defesa palestrina.

 

 

Mal começou o jogo e em uma falha de Marcão (que acabou deixando Thiago Ribeiro em condições), o Palmeiras parecia ver sua oportunidade de abrir vantagem na liderança indo embora.

 

 

Mas o que me impressionou, foi (além da bela jogada de Love, ao sofrer a falta) a frieza de Diego pedir para cobrar...

 

 

Peraí... O rapaz foi criticado em rede nacional por "ir na perna quando não vai na bola, dar cotovelada e agredir e não ser punido". Foi citado pelos companheiros como peça fundamental para a equipe (que havia sido derrotada em suas duas últimas ausências). Foi dado como "o cara que decide" pelo próprio treinador. Tinha tudo para se abdicar do jogo, sucumbindo a pressão...

 

 

Pressão essa que se transformou em fúria e força em uma linda cobrança. Uma bomba. Uma curva na bola nos pôs em posição de igualdade no placar apenas 2 minutos após o revés. O jogo era bom, brigado, exceto por Kléber (que comprimentou todo o banco alviverde, e saudou ambas as torcidas ao sair). E a igualdade permaneceu até o intervalo e por 4'' no segundo tempo.

 

 

O passe do CX10 foi algo de impressionante, e a frieza de Love para avançar com a bola dominada e (em apenas quatro toques) virar o jogo ao deixar o Fábio no chão... Ah! isso já valeria o ingresso (no meu caso a cerveja, o petisco e a gorjeta do garçom)...

 

 

E então o Palmeiras ficou com um a menos aos 10 minutos...

 


2º parte - A superação e a garra palmeirense. 

 

 

Muriçoca - que já havia tirado acertadamente o Robert para a entrada do terceiro zagueiro (Maurício) - foi (não digo corajoso, mas) impressionantemente perspicaz ao colocar o inestreável Figueroa no lugar de Wendel (substituído após uma suspeita de fratura no maxilar, forza ragazzo!) logo após a expulsão de Armero. Boa impressão deixada pelo chileno - que deve ficar com a vaga para o próximo jogo.

 

 

Aí, foi um jogo de ataque contra defesa. O Marcos operou um de seus milagres, ao defender uma bola a queima roupa do Gladiador. E foi só... Foram algumas bolas chutadas para fora. E outras tantas rechaçadas pela defesa. e parabéns aos 10 que ficaram em campo. Até love eu vi ajudando na marcação na linha de fundo. Uma entrega, uma garra, poucas vezes vistas esse ano. Jogamos com 1 a menos durante 38 minutos... Mas tomando emprestadas as palavras de Diego logo após a partida: "Poderiam ter sido 200 minutos, coninuaríamos lutando do mesmo jeito... Queremos o título e brigaremos até o fim!"

 

 

Eu acredito, Diego! Mais do que nunca...  


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terça-feira, 22 de setembro de 2009


Conta tudo para sua mãe, Kiko!!!


-Olha Chaves! A minha mãe me comprou uma bola e eu não te emprestooo!

 

 

 

- Ah! Mas eu nem queria mesmo. Olha o que eu faço com a sua bola! "Tóimmmm"

 

 

 

- Mamãããããe!!

 

 

 

 

Bom... Direto do túnel do tempo (ou nem tanto, afinal o Sr. Abravanel nos brinda com esta atração desde a época em que o Atari era novidade) tomo como exemplo o já conehecido programa de televisão. Kiko, sem se importar com seus próprios defeitos, prefere minimizá-los, desmerecerendo os outros, com sua soberba ("Vamos tesouro, não se misture com essa gentalha") e arrogância. Se achando melhor do que os outros. Ledo engano. Afinal quem dá nome ao seriado não é ele, e nem tampouco ele é o personagem mais querido. Ele é somente mais um personagem, nada além disso. E quando algo dá errado então? É só chamar a Dona Florinda que ela resolve, lutando suas batalhas por ele.

 

 

 

Enfim... Todo mundo já conhece essa história de cor...

 

 

 

O que quero ressaltar neste post é sobre o complemento da 25º rodada, nesta quarta-feira. Com o Mineirão provavelmente lotado, o Palmeiras poderá determinar se a rodada não será somente para manter a liderança. Só um desastre tira a liderança do Verdão (uma derrota por mais de 4 gols de diferença ¬¬). MAs não é por isso que podemos relaxar.

 

 

 

Como já disseram em um de meus post, "a nossa gordura parece que não acaba nunca". Mas uma hora ela acaba, e para isso essa gordura deve ser renovada. Motivos (e bons fluidos) para isso não faltam. O ano passado o Verdão ganhou do Cruzeiro, neste mesmo Mineirão, com um belo gol de Diego Souza (que nunca perdeu para o time celeste atuando pelo verdão). E o ambiente no Cruzeiro não parece legal, com as últimas peripércias do Kléber. É aquele tipo de atitude que sempre irá repercutir (bem ou mal) na equipe. E já havia as declarações do volante Fabrício relativas ao Diego (devidamente respondidas).

 

 

 

Já o Palmeiras virá a campo com prováveis 3 zagueiros, com Maurício Ramos voltando (no lugar do suspenso Danilo), e Marcão se mantendo no time. As laterais continuam as mesmas. O meio idem (com uma lesão de Edmilson em um coletivo, segundo os médicos sem gravidade). E o Muricy me parece sensato em manter  Robert ao lado de Love no ataque. Gente! o time é esse! O Pierre só o ano que vem. O Figueroa, parece que vai estrear só ano que vem mesmo. Então bola pra frente.

 

 

Não quero ver ninguém culpando "o chute errado do atacante adversário que acabou entrando", o "estado do gramado", o "gás no vestiário", nem nada parecido... Vamos em busca da vitória... Afinal aqui é Palestra!!!

 

 

Saudações Palestrinas! Rumo a vitória, de camarote no Bar do Ditão (para manter a escrita)!

 

 

 



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