Diz uma piada que um sujeito perguntou a Jesus Cristo quando que o Corinthians seria campeão da Libertadores; depois de folhear e folhear seu livro, ele respondeu: "Bem, na minha gestão não será". Único dos grandes paulistas a não conquistar a competição, os corinthianos sofrem com a gozação dos rivais, que secam, fazem figa e até mandinga a cada edição em que o Timão participa do torneio sul-americano. Mas, embora não admitam, a verdade é que todos - sejam são-paulinos, palmeirenses, santistas, ou qualquer anticorinthiano - estão preocupados com o fim desse jejum, o que pode acontecer justamente no ano do centenário do clube. Não que até agora o time de Mano Menezes tenha demonstrado um futebol espetacular, mas tem sido eficiente, frio e calculista; sob a batuta do treinador, o Corinthians tem feito da boa postura defensiva sua principal virtude, e atacado só na boa, pelo menos em jogos fora de casa. Foi assim contra o Independiente Medellín e o Cerro Porteño. Em Assunção, no lotado Defensores Del Chaco - aliás, com grande presença dos barulhentos corinthianos -, a equipe conseguiu enervar o adversário com um toque de bola bem consciente, principalmente após abrir o marcador. Se o time todo merece os méritos da vitória, o destaque fica para o lateral Moacir, que aos poucos vai provando seu valor; o bom Jucilei, com dribles, arrancadas e passes precisos; e o meia Danilo, que se não tem o toque refinado de Douglas, sabe atacar e recompor a defesa, da forma como todo jogador moderno deve se comportar. E mais uma vez brilhou a estrela de Ronaldo, que pouco tocou na bola, mas quando o fez foi pra lá de eficiente. José Donizetti Morbidelli Jornalista jdmorbidelli@estadao.com.br http://jdmorbidelli.zip.net
O Corinthians Parananese não vai bem na Série D do Campeonato Brasileiro; no último domingo, na abertura da segunda fase, o Timãozinho perdeu em casa para o Chapecoense (0x3), e agora terá uma missão quase impossível no jogo de volta em Chapecó (SC): derrotar os catarinenses por quatro gols de diferença. Porém, se vale como consolo para os paranaenses, a maior revelação do time - quando este ainda se chamava J. Malucelli - tem feito sucesso no Parque São Jorge e se transformando no coringa de Mano Menezes para suprir algumas carências do Timão.
Com apenas 20 anos de idade, Jucilei tem demonstrado maturidade de "gente grande", tanto na posição de origem - volante - ou improvisado na lateral direita, como foi escalado no jogo contra o Atlético Mineiro. Em ambos os casos, a mesma disciplina tática na defesa, eficiência no desarme, passes precisos e até investidas, com categoria, ao ataque. Foi assim que ele chegou às redes pela primeira vez com a camisa alvinegra - na vitória sobre o São Paulo -, e deu uma assistência perfeita ao centroavante Ronaldo contra o Cruzeiro, como se dissesse: "Vai Fenômeno, faz!".
Cristian sempre será lembrado com especial carinho e gratidão pelos corinthianos, principalmente por ter, literalmente, vestido a camisa do clube com muita garra e determinação antes de debandar para o Fenerbahce. Mas, como o futebol é muito dinâmico - jargão do presidente Andres Sanches -, aos poucos Jucilei vai ocupando esse espaço no coração da fiel. Sorte de Mano Menezes, ou melhor, competência. Afinal, o gaúcho é danado e sabe como ninguém escolher as suas apostas.
José Donizetti Morbidelli
Jornalista
jdmorbidelli@estadao.com.br
Uma fonte de Buenos Aires, muito ligada ao Boca Junior, me informou ontem que as chances do jogador Riquelme defender o Corínthinas são muito grandes. Apesar de ambos os lados negar qualquer contato - tudo ainda é baseado em especulações - o jogador se diz empolgado em jogar ao lado de Ronaldo, o fenômeno.
Riquelme seria o substituto para o meia Douglas, que deve acertar até o final da semana a sua transferência para o Al-Wahda - ele já até teria definido as bases salariais com o clube árabe. Outro cuja saída é bastante provável é o goleiro Felipe, e chega! Pelo menos é o que a diretoria diz.
Enquanto as negociações não se concretizam, o Timão segue somando pontos e colando nos líderes. Ontem, no Pacaembu com 25 mil torcedores, um primeiro tempo primoroso. Que partida do volante Jucilei (a la Cristian, com disciplina tática e ótima saída de jogo). No segundo tempo, ele como todo o time parece ter cansado e a pressão do rubro-negro baiano foi forte. Atuação negativa de Morais, que saiu vaiado e precisa se encaixar no esquema tático de Mano Menezes.
Agora, o Corinthians soma 23 pontos e uma vitória no clássico domingo pode colocá-lo na vice-liderança do campeonato - o Galo segue firme na ponta com 28 pontos. Depois, teoricamente três jogos mais fáceis para chegar à ponta: Santo André, Avaí e Náutico.
O Corinthians pretende, já na semana que vem, anunciar uma contratação bombástica, nome mantido a sete chaves pela diretoria. Há quem aposte do jovem Lucas, que não vem sendo aproveitado no Liverpool; outros até em Ronaldinho Gaúcho; quem sabe Riquelme. Bem, em se tratando de Corinthians, tudo é possível!
José Donizetti Morbidelli
Jornalista