Vi muitas críticas ao Muricy Ramalho depois do empate diante do Independiente na estréia da Libertadores.
Dentro disto resolvi fazer algumas ponderações, dentro de sua filosofia de jogo ele claramente prioriza o sistema defensivo, não deixa a equipe perder eficiência defensiva, para isto prejudica o sistema ofensivo, abre mão de alas com mais velocidade para jogadas de linha de fundo, salvo em partidas que isto seja fundamental.
E dentre deste pensamento é o que o técnico do São Paulo tem feito. Neste jogo da Libertadores não abriu mão da eficiência defensiva e fez com que a equipe jogasse ofensivamente com bolas levantadas na área, com volantes chegando de trás e com arremates de fora da área, neste esquema o Hugo é fundamental, ajuda a marcação, surge de surpresa no ataque e finaliza bem de fora da área.
O que ninguém espera neste jogo era que abola insistisse em não entrar e que o pior aconteceria perto do final do jogo, o gol sofrido em um contrataque após falha de marcação de nossa defesa.
Após estar perdendo Muricy foi obrigado a abrir mão da eficiência defensiva para partir para cima deves e buscar pelo menos o empate.
Muricy sacou o Hugo e o Zé Luis do time para as entradas de Dagoberto e Arouca, o time ganhou muito em mobilidade ofensiva com estas alterações, a entrada do André Lima no lugar do Renato Silva já foi puro desespero de final de partida.
As mudanças deram certo e Dagoberto achou Borges na área para salvar em parte o dia.
Agora falta um pouco de coerência de alguns torcedores, os famosos corneteiros, Muricy é tri-campeão consecutivo do campeonato brasileiro, o tetra moral e ainda criticam a sua forma de trabalhar. Ele continua sendo coerente em suas forma de escalar a equipe e fazer as alterações necessárias no decorrer do jogo.
Muricy é totalmente coerente consigo mesmo, não há dúvidas. E ele sabe o que está fazendo e as peças que tem na mão para trabalhar.
Força Tricolor!
Ontem fui ao Morumbi para acompanhar a estréia do São Paulo na Libertadores 2009.

Muricy colocou em campo o time com Bosco, André Dias, Miranda, Renato Silva, Zé Luis e Jorge Wagner. Jean, Hernanes, Hugo, Borges e Washington. Um time bem armado mas sem muita opção ofensiva enfrentando um adversário fechado lá atrás.
O jogo começou equilibrado com o time colombiano tentando pressionar no início marcando a saída de bola do São Paulo, mas logo optaram por se fechar na defesa. Era claro que o time do Independiente veio a campo para explorar os contrataques e se defender.
O São Paulo dominava o jogo mas não conseguia finalizar, as jogadas eram bolas levantadas na área ou chutes de meia distância. O Tricolor finalizou 28 vezes contra a meta do Independiente, teve domínio sobre a posse de bola, sufocou o adversário no ataque, massacrou no segundo tempo, mas a bola não entrava.
O grande nome do jogo foi o goleiro Bobadilla, pegou quase tudo, foi sem duvidas o melhor jogador em campo.
O São Paulo poderia ter vencido sim, mas alguns jogadores não renderam o que se esperava deles, Hernanes até procurou o jogo mas errou lançamentos, finalizações e faltou criatividade no meio de campo. Hugo esteve novamente apagado. Quase faz o seu, é verdade, na melhor jogada do São Paulo mas a bola parou na defesa sensacional de Bobadilla. Zé Luís também jogou muito pouco, não chegou à linha de fundo e sofreu na marcação de Benitez.
Jorge Wagner esteve bem, ajudou no meio e bateu o recorde de escanteios cobrados. Confesso que perdi a conta.
Com a falta de criatividade no meio e sem alas para chegar ao ataque a bola não chegava em boas condições para a dupla de atacantes Borges e Washington.
O Independiente conseguiu abrir o placar num contrataque rápido, parecia castigo mesmo, quem não faz leva.
O time melhorou com a entrada de Dagoberto, o nome do jogo pelo lado do São Paulo, se movimentou muito e deu o passe do gol salvador de empate. Um golaço de meia bicicleta de Borges.
Diante do que vi nesta partida de estréia creio que se alguns jogadores melhorarem tecnicamente o time vai crescer muito de produção e avançar com bas chances na competição.
Força Tricolor!!!
É hoje que começa de verdade o ano para o Tricolor mais querido do mundo, no clássico horário das 21 horas e 50 minutos o Morumbi receberá São Paulo e Indepiendente de Medelín.
Sem querer desmerecer ninguém, estava chato assistir somente aos jogos do paulistinha, contra Ituano, Bragantino, Corinthians, Botafogo de Ribeirão e por aí a fora.
A Libertadores tem a cara do São Paulo, assim como tem do Boca, River Plate, Grêmio, Cruzeiro, etc., enfim dos grandes clubes de nosso continente.
Vale lembrar que esta será a primeira vez que São Paulo e Independiente se enfrentam no Morumbi.
O histórico dos confrontos dos times apresenta seis partidas, todas elas disputadas na Colômbia.
São duas vitórias para cada lado e dois empates.
Em sua história esta será a décima quarta vez que o São Paulo disputa uma libertadores, e vale lembrar a sexta vez consecutiva (recorde absoluto entre as equipes Brasileiras). O Tricolor chegou a seis finais e venceu três em 1992, 1993 e em 2005 e perdeu outras três em 1974, 1994 e em 2006.
O técnico vencedor Muricy Ramalho tem sobre si a responsabilidade de conduzir o time a conquista desta competição e isto é uma questão de honra para o treinador tricampeão Brasileiro.
O time manteve a base do elenco campeão brasileiro de 2008 e trouxe sete reforços.
Se o time for a campo com o tradicional esquema 3-5-2, provavelmente entrará em campo com: Bosco, Miranda, André Dias e Renato Silva, Zé Luis, Jean, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner, Borges e Washington.
Caso a opção seja para o 4-4-2 entrará com: Bosco, Zé Luis, Miranda, André Dias e Jorge Wagner, Jean, Richarlysson, Hernanes e Hugo, Borges e Washington.
Mais uma vez o São Paulo entra como um dos grandes favoritos ao titulo, mas tem de corresponder dentro de campo, os nossos principais adversários deverão ser os outros clubes Brasileiros, além do Boca Juniors e da LDU que ontem derrotou o até então imbatível Palmeiras de Keirrison.
Vamos torcer torcedor tricolor, é hoje.
Força Tricolor!!!