
"O Iluminado."
Coritiba 2 x 3 Botafogo
Confesso que estava descrente com relação a um sucesso no Couto Pereira, contra um Coritiba invicto há 28 jogos em seu território e com uma formação tenra em campo. E essa desconfiança tomou grandes proporções, após um gol-relâmpago na "lata": "Toma, pra ficar esperto!", bradaram os deuses do futebol!
Mas esse time surpreendeu ontem, por mostrar algo que há muito não contemplava em uma partida fora de nossos domínios: superação.
O grande dilema é manter esse espírito, essa... força de vontade (inclusive fora de casa)... até o final.
Mas, por ora, nada melhor do que dizer: "Não enxergo ninguém na nossa frente!"
Destaque positivo: A excelente atuação dos laterais. Vívidos e explosivos durante toda a peleja, sendo ambos determinantes para a vitória.
Destaque negativo: Maicosuel parece deprimido.
Raio X:
Renan - Fez um bom papel. Temos de considerar que substituia o goleiro titular de uma seleção brasileira. Nota 7.
Lucas - O Iluminado. Me lembrou o Montijo fisica e futebolisticamente. Meteu dois gols com extrema categoria para tirar do goleiro, fuzilou uma bola na trave e correu o tempo todo. Determinante para a vitória. Quem sabe não nos premie com mais atuações monstruosas como essa. Nota 10.
Brinner- Não podemos tomar dois gols por jogo. Não é sempre que faremos dois ou mais. O miolo de zaga, sendo o titular ou o reserva imediato, ainda é bem inseguro. Brinner se limitou ao velho dito: "chute para o mato que o jogo é de campeonato". Pouco para o Fogão. Nota 5,5.
Dória - Taí um garoto que tem de ser lapidado. Ganhando força e velocidade ao longo de dois anos, tende a fazer bonito na cozinha. Nota 6,5.
Márcio Azevedo - Forte na defesa. Agressivo no ataque. Fundamental no segundo gol. Passar por ele não é pra qualquer um. O veloz e perigoso Roberto, não teve vez. Perdeu todas para ele no mano a mano. Por falar em mano... Aí Mano!!! Nota 8,5.
Jádson: Até ser amarelado, executava com eficiência a sua função de primeiro volante. Rápido na marcação. Depois que tomou o cartão, ficou inseguro, falhando mais em alguns lances e passes. Nota 6. Foi substituído por precaução por Lucas Zen, que tem um futebol limitado. Já jogou de zagueiro, lateral e voltante... Mas não domina nenhuma das posições. Deu espaço na meio e cometou faltas perigosas. Nota 5,5.
Renato: Burocrata. Procurou ocupar os espaços. E só. Falhou no gol-relâmpago, por estar desligado, e perdeu uma bola, querendo dar lençol. Nota 5,5.
Maicosuel: Está se mostrando uma péssima relação custo x benefício para o Fogão. Joga de cabeça baixa. Já não aplica correria com eficiência. Não produz. E vai apagando conforme o tempo de jogo transcorre. Nota 5. Foi acertadamente substituído por Elkeson, que foi fundamental para a virada, com um lançamento primoroso para o gol da vitória. Tava mais confiante que o Maicosuel. Pelo pouco tempo que teve, saiu-se bem. Nota 7.
Vitor Júnior: Veloz. Incisivo. Ensaboado. Tem fôlego impressionante, pois parece se multiplicar. Não pára. Chama a responsabilidade. Arrisca bem para o gol. Parte para cima. E o melhor: faz gol. Nota 9.
Fellype Gabriel: Importante, pois rascunha as jogadas antes de executá-las. Raciocina. Participativo. Nota 7,5. Saiu bichado, doente ou cansado para entrada de Cidinho, que não teve muito tempo para mostrar sua arte-moleque. Sem nota.
Germán Herrera: Deu outra vida ao ataque com sua movimentação constante (abrindo espaços para quem vem de trás), perseverança e perfeitas assistências para Lucas. Percebo que vem aprimorando a pontaria e precisão com que se bate na bola. Soltou um petardo para o goleiro adversário no final do jogo. Tá muito a fim. Vai ser difícil o Morto Abreu recuperar a posição, no esquema de um só atacante. Nota 8.
Oswaldo de Oliveira: Bom técnico. Parece já conhecer os jogadores que tem. E aprende rápido com os insucessos. Tirou Jádson quando tinha de tirar. Tirou Maicosuel quando tinha de tirar. Ousou, colocando um menino de 17 anos na zaga. Se acertar o sistema defensivo (obviamente com reforços), poderá ir longe no campeonato. Nota 7,5.
Saudações Alvinegras!



"Eu sempre levo a bola do jogo escondida e ninguém percebe..."
Perdemos nas penalidades. Acontece. Foi um jogo disputado, em que nosso treinador deixou o ataque em segundo plano no primeiro tempo, em prol do sistema defensivo, e mesmo assim, descemos para o vestiário com desvantagem no marcador.
Joel tomou coragem no intervalo e colocou mais um meia ofensivo, o Éverton, para jogar ao lado do Renato (apesar de ter tirado o atleta errado _ optou por tirar o Márcio Azevedo, lateral de ofício que não fazia tão má partida assim, para improvisar o péssimo Somália na posição).
O sistema um pouco mais ofensivo fez efeito, com jogadas mais dinâmicas pelo chão... mudando aquele velho conhecido panorama dos chutões... E o Botafogo empatou, com Sebastian Abreu, logo no começo da segunda etapa.
Daí pra frente, o Botafogo tomou gosto pelo ataque e passou a pressionar o adversário, dando a impressão de que faria o segundo gol a qualquer momento; mas eis que o técnico daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado percebeu isso, e colocou o arisco Negueba, que passou a se criar pela ponta direita, nas costas do limitado Somália, abalando a cobertura de um desesperado Arévalo: eles começaram a levar perigo, e o jogo ficou imprevisível até seu final: uma bola tirando tinta da trave do lado de lá, com Ronaldo, e outra do nosso lado, com o Éverton.
Mas o empate perdurou. E o jogo teria de ser decidido nas penalidades. Ora, quando vi a lista de batedores do Botafogo, confesso que bateu um pessimismo (mesmo com o Jefferson no gol): Rosário ?! Somália (que não sabe bater na bola... tá provado isso) ?!? O Joel queria abusar da sorte, e a sorte retrucou: "Pera lá, Natalino! Assim é demais! Você não me ajuda também, ô!"
Não deu outra: Rosário fechou os olhos e mandou um tijolo. Demos sorte nessa. O pequeno dinossauro, Léo Moura, deve ter um santo forte, e a bola deles entrou, aumentando o meu pessimismo... Pensei: "tá escrito!"... Daí pra frente, foi um festival de incompetência emocional e técnica do nosso lado e frieza e experiência do outro.
Resultado, de forma contraditória, perdemos ainda invictos. E dá-lhe Boa Vista!
Destaque positivo: Loco Abreu. Tem muita competência e inteligência para botar a bola pra dentro, apesar de pouco chegar aos seus pés, com um esquema abusadamente defensivo. Mas... Comemora com a galera, garoto!!!
Destaque negativo: Herrera, quando não consegue jogar (o que tem sido uma rotina), começa a ficar nervoso e chorar de tudo que é jogada, inclusive, em jogadas que ele comete irregularidades claras, como matar uma bola com as mãos. Cadê o futebol, Herrera ?!

" Os Dez Mandamentos dos Bastardos Inglórios da Diretoria Alvinegra e da Espinha Dorsal do Time: a Geração 'Não Ganha Nada' "
I - Enganarás!
"Duro ver Alessandro (enrolador) perdurar por temporadas com a camisa 2 do Botafogo, fingindo que é lateral, quiça jogador de futebol. Não é possível que um clube de futebol sério permita isso."
II - Se omitirás!
" Duro ver Lucio Flavio (a personificação de um chupa-sangue e reserva de qualquer time de futebol de primeira divisão) como titular absoluto desse time. Impressionante como se omite e como nem para o lado toca mais as bolas. Tá tocando para trás, se desfazendo dela como se fosse batata quente. Só uma diretoria como essa para mimar tal jogador."
III - Abrirás a Defesa para os Inimigos!
"Duro ver Juninho (um dos piores zagueiros que já vi no Botafogo, depois do Marcio Theodoro…) reinando no miolo de zaga do Botafogo. como é lento e como falha o rapaz…"
IV - Tremerás!
"Duro ver como amarela o Leandro Guerreiro, como já entra derrotado em determinadas partidas, e a sua cara de assustado ao término de cada jogo vexaminoso. Símbolo dessa geração "Não Ganha Nada". Mesmo assim tem seu nome gritado por parte da torcida, pra você ver como estão as coisas..."
V - Não se importarás!
"Duro ver a falta de compromisso e o descaso que Reinaldo (a maior relação chinelinho x salário milionário que já vi no Botafogo) tem com a causa deste clube. A bola pode estar a dois metros dele, que ele nem dá uma corridinha para incomodar o adversário… Como não se importa o rapaz…"
VI - Iludirás o povo!
"Duro ver a diretoria tentando contratar jogadores e formar um elenco. Como batem cabeça e não conseguem ninguém, senão jogadores encostados, ruins ou repatriados (por terem sido rejeitados, porque senao, nunca mais voltariam!). Tudo tem um grau de dificuldade enorme para esses Bastardos Inglórios... Quando um desses jogadores calha de dar certo, como Maicossuel, o cara parte com quatro meses de clube! Isso não existe numa instituição séria e profissional..."
VII - Enfraquecerás o Exército!
"Duro ver nossas soluções de banco de reservas, Tiaguinho e Renato, brigando com a bola (e falo no sentido literal messsmo). Pior ainda analisar o elenco que os Bastardos Inglórios armaram para um campeonato nacional da série A. Ruins: Fahel, Leo Silva, Ricardinho, Marquinho, Tiaguinho, Juninho, Victor Simões, Castillo, Émerson... Bichados: Teco, Michael, Reinaldo, ... Enganadores: Renato, Jônatas, Lucio Flavio, Alessandro, Leandro Guerreiro, Eduardo... Muitos se enquadram nas três categorias..."
VIII - Sumirás ao vento!
"Duro NÃO ver nenhum depoimento ou ação desta diretoria amadora que ai está, com tudo que está acontecendo. Quando o time ganha mal e parcamente do Internacional, soltam abobrinhas do tipo "Esse time quando quer, ninguém segura". Quando o time deixa todo mundo na mão (o que é normal), somem. São uns bastardos inglórios!"
IX - Se humilharás!
"Duro lembrar de fatos como o choro coletivo em cadeia nacional (atitude da geração 'Não Ganha Nada') porque foi roubado contra o Flamengo, em vez de fazer como Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro ou SP fazem: afastar juizes e amedrontar a federação de arbitragem. Os juízes tremem quando apitam jogos desses times e abusam de 'errar' quando apitam os nossos jogos; duro saber do almoçozinho com a diretoria do Flamengo antes da final da Taça Rio passada. Lembro direitinho da cara do Leandro Guerreiro naquele almoço, com sorrisinho no canto dos lábios, para jogarem bisonhamente logo depois (e numa final!). Duro observar a atual diretoria aceitar passivamente o depoimento à imprensa do carinha da empresa terceirizada do Engenhão, dizendo que o estádio vai se desvincular completamente da imagem 'Botafogo', como se o Botafogo fosse pequeno e denegrisse imagens, ou como se o estádio fosse dele! Onde nós estamos ??? Stadium Rio, sem qualquer vínculo com o Botafogo!? Era só o que faltava para nos tornarmos pequenos... não é, seus bastardos inglórios!?"
X - Invejarás os Rivais!
"Duro ver o Flamengo quase se sagrando campeão; o Vasco subindo com força e até o Fluminense, com raça e atitude, iminentemente ultrapassando a gente. Não precisa ser esperto para ver que isso vai acontecer se a coisa continuar do jeito que está!"
Tem alguma coisa muito podre no Reino de General Severiano…