São paulinos fazem festa e corintianos garantem que foi zebra. Esse foi o saldo final após o clássico entre São Paulo e Corinthians, na arena Barueri. Após quatro anos sem vencer o rival alvinegro, o Tricolor Paulista comemorou duas vezes: a quebra do tabu e o 100º gol de Rogério Ceni.
O jogo deixou a desejar no primeiro tempo. Com poucos chutes a gol, o São Paulo conseguiu sair na frente graças à pontaria certeira de Dagoberto. O segundo tempo foi bem melhor, tenso, mas ainda assim passou longe de ser um clássico digno de ser chamado de clássico. Só não foi pior porque, além da bola, estavam em campo também o tabu, a expectativa do centésimo gol (parece que segundo a FIFA, foi o 98º), um lugarzinho melhor na tabela e o reencontro entre Rogério Ceni e Liédson. E só não foi pior também pelas expulsões, os gols e a correria do Corinthians após o gol de Dentinho. Pra ser bem sincera, o jogo melhorou de nível depois desse gol. Apenas.
Confesso que senti o Corinthians mais preocupado em manter o tabu do que em jogar bola de verdade. Não que tenha jogando pessimamente, mas aparentava estar tranquilo demais. Percebi também a falta que Bruno César faz ao time, não só pela sua habilidade e seus passes, mas principalmente por ele ser o único que arriscava de longe. O São Paulo foi bem mais oportunista. Aproveitou as sobras, foi bem nas roubadas de bola e saiu com o placar a favor. E chutou bastante de longe. Tanto que o primeiro gol saiu assim.
Enfim, o tabu foi quebrado. Quatro anos depois. Agora se o gol foi número 100 ou 98, não me diz respeito. Não me importa. Querendo ou não, independente do número de gols, Rogério Ceni é um mito e já está imortalizado. Deixo aqui meus parabéns a ele, só pra ninguém dizer que eu não sei reconhecer os feitos dos adversários. Eu sei reconhecer, mas estou mais preocupada agora com o Botafogo-SP, nosso próximo adversário. Afinal, cada qual com suas conquistas!
Corintiano sabe o que é sofrer. Inclusive sempre salienta que "jogo sem sofrimento, não é jogo do Corinthians". Eu concordo e assino embaixo. Mas o jogo de ontem, contra o Mirassol, parecia final de campeonato. O jogo não foi lindo, mas foi gostoso de assistir. Antes de começar a comentar o jogo de ontem, aviso que dessa vez deixarei as críticas de lado, mesmo que muitas precisem ser comentadas.
Confesso que fiquei surpresa com a abertura do placar. Embora os dois times jogassem de igual para igual, sentia um pouco mais de facilidade do Timão em tocar a bola. O Mirassol porém, se mostrou oportunista e não desperdiçou a chance. Fez um a zero e comprovou da teoria de que "quem não faz, toma!"
Mas foi nesse momento que o Corinthians acordou pra valer no jogo. Nobres torcedores alvinegros, dessa vez assistimos ao verdadeiro Timão que conhecemos: garra, vontade e luta. Timão que conhecemos e gostamos.
O jogo não foi muito fácil, mas também não foi muito difícil. Foi aquele meio termo, de altos e baixos. Mas o melhor mesmo, veio depois dos 40 minutos do segundo tempo. A torcida cantando, belamente, Está chegando a hora quando o Mirassol empata o jogo e cala toda a torcida. Eu duvido que nenhum coração alvinegro não tenha se congelado naquela hora. Afinal, o jogo já era dado como ganho! (Eu adoraria comentar sobre essa mania do Timão em colocar a carroça na frente dos bois, mas como prometi, hoje não vou!).
E mais uma vez ressalto: ainda bem que temos Bruno César. Passado todo o desentendimento entre ele e Tite, o nosso barbarense salvou nossa pele. Fez o gol nos últimos segundos para delírio de toda a torcida! Eu nunca gostei dessa ideia do professor Tite em deixá-lo de lado, mas hoje vejo que valeu muito a pena. Bruno está voltando a jogar como sempre. Hoje está voltando a ser aquele Bruno César que a Fiel conheceu.
E o Corinthians também. Depois da chegada de Liedson, o Timão está retomando seu verdadeiro jeito de jogar futebol.
E só pra finalizar: muito se comenta e pouco se sabe sobre a possível vinda de Adriano ao Corinthians. Pois eu digo NÃO! Essa ideia é absurdamente estúpida. E tenho dito!