Muricy Ramalho, ex habilidoso meia direita do São Paulo, formava dupla com Serginho Chulapa, na década de 70. Jogador técnico, de boa chegada na área, era nível de Seleção Brasileira e teria disputado a Copa do Mundo de 78, na Argentina, não fosse uma inoportuna contusão no joelho.
Como técnico foi discípulo de Mestre Telê Santana, mesmo afirmando ter aprendido muito com Rubens Minelli, quando foi seu treinador no Internacional, clube que viria mais tarde a dirigir e ser campeão gaúcho, mas foi mesmo no São Paulo que se consagrou nacionalmente, com os três títulos brasileiros, a Libertadores e o Mundial de Clubes. È boleiro. Mas tenho cá minhas restrições.
Creio que seu esquema de reforço no miolo da defesa com forte marcação dos volantes, saída rápidas dos laterais e bolas alçadas na área para o pivô, já ficou meio manjado. No Palmeiras, que não contava com um elenco da qualidade do que dispunha no São Paulo (assim como o é o do Fluminense) não conseguiu adota-lo e os resultados foram decepcionantes, pois não conseguiu montar um esquema com o material humano disponível (como será no caso do Fluminense).
Tá certo que no São Paulo ajudou a montar elencos bons e
baratos, adequados a sua filosofia, esta mesma que norteou muitos anos de ouro e elencos que fizeram história no Tricolor Carioca. E até concordo com este pensamento, mas a torcida terá que ter paciência. Ele poderá dar uma arrumada na zaga, mas não dispomos, nem de longe , dos volantes que Muricy treinou em Sampa, como Mineiro, Jessé, Renan, Hernandez, Richarlyson, Jean, que sabiam sair jogando com rapidez e habilidade, concluindo também com eficiência. Só temos o Everton. Nas laterais então, Mariano é muito diferente do Cicinho, na esquerda nem se fala, ainda não temos lateral. Na frente o Fred é superior a Souza e mais técnico que o Adriano, mas por lá também passaram Luis Fabiano e Tardelli.
No meio temos o Conca e quem sabe agora o Equi tem vez, pois parece muito com o jogo do Danilo, hoje no Corinthians, que trouxe do Goiás, para dar cadencia e categoria ao meio.
Espero que dê certo. Eu preferiria o Abel. Tomara que a torcida tenha paciência para vê-lo montar um elenco e implantar seu sistema de jogo, muito diferente do atual.
Ano passado afirmei várias vezes que tinhamos a melhor defesa do Brasil, ao nível das montadas por ele e com vantagens, mesmo nível técnico e mais jovens, com Dalton. Gum e Digão, tendo ainda o Cássio na reserva. Quem sabe ele não conversa com o Dalton e conserta a burrada (mais uma) da Diretoria e traz o garoto de volta sem ressentimentos, com o Dieguinho foi a mesma novela. E enquadra o Digão para voltarmos a ter uma defesa confiável.
Vamos ver suas solicitações e o atendimento da Diretoria (este ano tem eleição e precisam mostrar serviço- o que acho muito dificil) . Outra coisa que me preocupa é o pouco aproveitamento dos jogadores da base, raros foram utilizados por ele no Sampa, espero que o ar carioca o rejuvenesça.
Só após a Copa- como ele mesmo disse -, poderemos auferir com mais precisão sobre seu trabalho e o custo/benefício de sua vinda.
Até lá só na base do "A BENÇÃO JOÃO DE DEUS..."
Abs e Saudações Esperançosamente Tricolores!!!
Estranho este bicho chamado gente! E sendo jogo de gente, acontece muita coisa estranha no futebol. O Fluminense, para mim, demitiu o Cuca na hora errada, às vésperas de um jogo decisivo. A direção quis mostrar força ao não se importar, muito menos sensibilizar – o que é normal-, com o apoio do elenco ao ex tricolor.
Ficou aquela expectativa: com que motivação virá a equipe contra a Lusa? O time vinha de apresentações abaixo da crítica, sem dinâmica, sem brilho, sem garra, sem futebol. E não é que, nos primeiros trinta minutos, nos fez relembrar (AQUELE !) time de guerreiros que tanto nos encantou no ano passado. Que demonstração foi essa? Porque com o Cuca, este ano,não jogaram assim? Mostraram que não esqueceram. Os jogadores foram os mesmos? O que estava acontecendo? Corpo Mole? Relaxamento? Falta de pulso? Até o Conca que vinha em marcha lenta teve lampejos do craque que é.
A primeira meia hora foi alucinante, brilhante, do jeito que o povo gosta. Fred já estava até ensaiando pra “chorar” sua musiquinha pro Tadeu no Fantástico.
Aí voltamos a realidade do Cuca 2010: arrebenta no primeiro e se esborracha no segundo.
Aí eu me pergunto? Ano passado o time mantinha a pegada até o fim, em final de temporada! Isto foi determinante para nosso resultado. A preparação física foi super elogiada e com razão. E agora? Nunca morri de amores pelo Cuca, mas ele montou e fez funcionar um belo esquema em 2009, tivemos o melhor e mais bonito futebol do segundo semestre do ano passado. Seria um jogo antológico aquele time, enfrentando o Santos do momento. Cuca perdeu não só peças importante e insubstituíveis como o Maicon, mas o preparo que fazia o time voar o tempo inteiro. O problema para o Cuca foi que não a teve, para encontrar uma alternativa funcional com o que sobrou. E aí dançou!
Continuo sem entender essa queda brutal nas segundas etapas. Continuo sem entender porque o Equi não joga. Se ele tivesse entrado no lugar do Conca – que novamente começava a se arrastar- não teria sido expulso- e o foi porque chegou atrasado duas vezes, prejudicando a equipe no primeiro jogo com o Grêmio- afinal meio tempo do Conca vale mais que três tempos do resto do time.
Continuo sem entender porque é proposto um esquema de contra-ataque -erradamente- atraindo o adversário, se não tem jogadores de velocidade e habilidade para fazê-lo, principalmente depois das expulsões. Na expulsão do Marquinho deveria
ter saído o Conca e neste jogo o Fred- já visivelmente cansado, deixando para o Wellington puxar, em velocidade, os ataques ou pelo menos segurando a marcação, não fazendo com que a mesma avançasse, ajudando diretamente o ataque da Lusa . Com isso chamamos mais uma vez o adversário para nossa área e mais uma vez complicamos um jogo facílimo. Com o futebol dos primeiros trinta minutos podemos vencer o Grêmio, com o do segundo tempo, não vamos a lugar nenhum!
AH! Sou muito mais o Abel que o Mercenário Ramalho!