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quinta-feira, 12 de maio de 2011


NBA - Falíveis e letais, LeBron James e Dwyane Wade driblam a fama de ‘não-decisivos’



Normais? Sim.

Dentro da classe especial de super estrelas da NBA, LeBron James e Dwyane Wade são jogadores iguais a qualquer outro do seleto grupo, embora muitos os tratem diferente. A união dos amigos para jogar em Miami causou furor, inveja e elevou o nível de desempenho a níveis estratosféricos. Os dois últimos jogos da série contra o Boston Celtics, semifinais da Conferência Leste, serviram como respostas aos críticos que exageravam nas avaliações de ambos nos momentos decisivos dos jogos desta temporada.

As 58 vitórias do Heat não são levadas em consideração. O que se comenta são as possíveis vitórias que o time desperdiçou nos segundos finais e que este fato prejudicaria o grupo nos playoffs quando é necessário ter alguém finalizador. Tudo se iniciou com a derrota em casa do Miami contra o Orlando no dia 3 de Março. O Magic perdia por uma diferença de 24 pontos no terceiro quarto e conseguiu uma incrível sequencia de 40 pontos a 9 nos derradeiros 15 minutos para vencer a partida por 99 a 96. Surgiram então números que exibiam o que realmente aconteceu com a equipe ao longo do campeonato, mas não mostravam o que acontecia com as outras em iguais circunstâncias.

Os erros do Miami foram graves, mas outros elencos passaram pelo mesmo problema – só não receberam a mesma cobertura da imprensa. Dos mais de 15 fatídicos jogos em questão, se o Heat vencesse apenas 5 teria a melhor campanha da temporada em toda a NBA. Cada jogo em si teve uma peculiaridade e um deles exemplifica o assunto.

Contra os Bulls (em Chicago) no dia 15 de Janeiro, Miami não contou com LeBron que ficou de fora; Chris Bosh se machucou no final do terceiro período e não voltou. Chicago vencia por 3 pontos no começo do quarto período. Até dois minutos do fim os Bulls se mantiveram na liderança e Derrick Rose aumentou a diferença para 5 pontos (92 a 87) restando 1:39. Então Wade fez um arremesso de 3; Rose respondeu com um arremesso de média distância, sofreu a falta e converteu o lance livre. Wade fez outro arremesso de 3; Rose perdeu a bola. Wade fez outro arremesso de 3 a 37 segundos do término, colocando o Heat à frente (96 a 95). Rose erra um arremesso de 2 e na continuação da jogada a bola sobra para Kyle Korver que converte um chute de 3 selando a vitória do tricolor. Um arremesso livre dos Bulls deixou a diferença em três pontos e Wade tentou empatar a 2 segundos do fim. Não deu.

Este último arremesso é que foi levado em consideração na boba estatística do “último arremesso”. Porém houve muito mais do que um lance perdido no final... Entrar a fundo nesses números é perda de tempo, pois são irrisórios os momentos que isto acontece na NBA para criar um banco de dados sobre.

Quem se aventurou não repetiu a dose. A equipe do site 82games arriscou criar a seguinte estatística: “Oportunidades para ganhar um jogo em um arremesso” que por definição agrupava menos de 24 segundo para acabar o jogo e uma real chance de empatar ou ganhar a partida. O último levantamento feito foi em 2008 e juntava números das temporadas 2003-04 até 2007-08 – pegando um pedaço do campeonato de 2008-09.

A coleta dessas performances encerrou porque o aproveitamento geral dos jogadores era baixo: 28.9% e em poucas ocasiões; concretizando que não é tão simples converter uma cesta quando o resultado do jogo está pra ser resolvido. Por curiosidade, vale ressaltar que o líder em aproveitamento de arremessos foi o LeBron com 34% (Kobe Bryant teve 25%) – lembre que James entrou na associação em 2003.

Criaram outra estatística e ela é usada pela NBA. Clutch analisa os números dos jogadores nos últimos 5 minutos das partidas que tem uma diferença contra ou a favor de 5 pontos; inclui prorrogações. Dá para observar algumas nuances interessantes ao examinar a clutch. Veja como se saem os determinados jogadores aos olhos desta estatística (dados oficiais da NBA, temporada 2010-11):

- LeBron James
(Temporada Regular) 85% lance livre, 44% arremessos de quadra, 40% das jogadas passam por ele e seus erros diminuem
(Playoffs) 43% em chutes de média distância (4 de 7), 100% lance livre e 47% das jogadas passam por ele


- Dwyane Wade
(Temporada Regular) Excluindo a zona morta, converteu 5 de 11 arremessos de três pontos (46%) e 34% das jogadas passam por ele.
(Playoffs) Mantém a mesma proporção de jogadas que participa (34%)

- Derrick Rose
(Temporada Regular) 40% arremessos de quadra, os erros aumentam e 52% das jogadas passam por ele
(Playoffs) 50% arremessos de quadra – 9 de 6 no garrafão. 59,5% das jogadas passam por ele

- Kevin Durant
(Temporada Regular) 41% arremessos de quadra, os erros diminuem e 43% das jogadas passam por ele
(Playoffs) 50% arremessos de quadra, os erros aumentam, 35% das jogadas passam por ele e só não tem um bom aproveitamento embaixo da cesta

- Kobe Bryant
(Temporada Regular) 40% arremessos de quadra, os erros aumentam e 53% das jogadas passam por ele
(Playoffs) 25% arremessos de quadra, os erros aumentam e 54% das jogadas passam por ele

Interessante notar os números de Kobe... Ele, com toda razão e méritos, tem a fama de ser decisivo nos momentos finais dos jogos. Numa conversa com amigos faça a seguinte pergunta: Último arremesso, Kobe ou LeBron? A maioria vai responder Kobe. A revista Sports Illustraded publicou, na edição de 25/04/2011, uma pesquisa feita com 166 jogadores da NBA respondendo a pergunta: “Quem você prefere para converter um arremesso decisivo?” 74% escolheram Kobe – LeBron não aparece entre os TOP 5.

Kobe, entre outros exemplos, tem a seu favor as recentes atuações fora de série da temporada 2009-10 quando marcou seis arremessos vitoriosos nos últimos 10 segundos em seis jogos distintos. O intrigante é que ninguém comenta que Kobe perdeu 96 arremessos no clutch entre 2008 e 2010...

Já com LeBron a lembrança vem dos erros. A estupenda performance na dupla prorrogação contra o Detroit Pistons em 2007 (Jogo 5 dos playoffs) quando marcou os últimos 25 pontos do Cleveland Cavaliers não passa perto de ser mencionada. Tanto James quanto Wade têm em seus currículos grandes jogos decisivos, da mesma forma que tem falhas. Entretanto eles não são os únicos; membros da classe especial de super estrelas também comentem graves equívocos em igual situação, isso é normal.

O jogo 4 e 5 da série destes playoffs contra o Boston Celtics serve de resposta aos que criticaram o Heat por não ter poder de finalização. No jogo 4, em Boston, o arremesso fatal veio a 2 segundos do fim do tempo normal. Os Celtics, a um minuto atrás, perdiam por 81 a 78. Delonte West e Ray Allen convertem dois arremessos de três seguidos e colocam o alviverde na frente (84 a 81). A torcida fica empolgada, grita, canta e incentiva o time. Aí LeBron, pressionado na lateral em frente ao banco de reservas dos Celtics pelo excelente defensor Paul Pierce faz isto (veja vídeo abaixo e perceba a reação de Pierce)

A partida foi pra prorrogação e o Heat venceu.

No jogo 5, Boston parou nos 87 pontos faltando 4:15 para o término do jogo – Miami tinha 81. O Heat marcou 16 pontos na sequencia e LeBron participou em 15 deles (marcou 10 – veja vídeo abaixo – , deu passe para um chute de três de James Jones e um passe para uma enterrada do Chris Bosh).


Certas atitudes do LeBron trazem argumentos contrários e causam animosidade. Ele sempre foi decisivo e seus erros são comuns.

Agora é a vez de criticar a exultante comemoração dele por chegar às finais da Conferência Leste.

E quem odeia faz o que sabe melhor.

 

(GL) - Escrito por João da Paz



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© 3 Mike Ehrmann / Getty Images

 


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terça-feira, 3 de maio de 2011


Especial Futebol - Mitos e Verdades Sobre o Novo Estádio do Corinthians em Itaquera (SP)


 

O local está definido, o projeto aprovado, os documentos burocráticos protocolados e o que existe no momento é a espera da Petrobras para o início das obras do campo particular do Sport Club Corinthians Paulista, situado numa das regiões mais populosas da cidade de São Paulo.

 

Neste meio tempo a grande mídia brasileira (esportiva ou não) tratou de massacrar e menosprezar o provável palco de abertura da Copa do Mundo 2014 a ser realizada no Brasil. O destrato teve como foco principal o bairro no qual será construído o estádio e a Rede Globo (SP-TV), Rede Record (Esporte Fantástico) e Band (CQC) desenvolveram matérias tendenciosas, abordando como base central a suposta difícil locomoção até o lugar. Em todos os casos não foram retratadas a situação da maneira mais correta, esquecendo de citar alguns fatos e, consequentemente, entregando aos telespectadores uma visão errada. Assim o público em geral cria uma opinião forte contrária ao projeto, porém não receberam as informações exatas.

 

Este argumento de que o estádio é longe atinge o nível cômico. Uma simples pergunta cabe aqui: longe pra quem? Por exemplo: nunca vi uma matéria mostrando a cansativa viagem que os torcedores do Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians, residentes em Itaquera, tem que fazer para chegar até o estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi) e como é preciso ter coragem para ir às partidas das 22hs e correr o risco de encontrar as portas do metrô fechadas na volta pra casa.

 

Todos os programas citados acima tiveram repórteres fazendo determinado percurso até chegar na estação de Metrô/Trem Corinthians-Itaquera (que fica ao lado do terreno e terá uma passagem direta até o estádio). O caso mais interessante foi o do SP-TV (27/04) que mostrou a jornalista Monalisa Perrone fazendo o trajeto de Metrô entre a estação Morumbi e Itaquera (veja o vídeo na integra da reportagem). Percebe-se claramente o tom crítico da matéria ao exagerar os pontos negativos e não discutir parcialmente a questão. O trecho no qual a Monalisa passa por dificuldades para chegar ao terreno depois de descer na estação Itaquera, aconteceu simplesmente porque não há estádio; logo não há acesso para pedestres.

 

Ir do bairro Morumbi até Itaquera é, como o dito popular rotula, “atravessar a cidade”. O percurso toma boa parte da Zona Sul, atravessa o Centro e vai até o extremo da Zona Leste. O trajeto do Metrô/Trem é este mesmo, 2 horas. Ir mais cedo, como a Monalisa reclamou que queria fazer, só iria mostrar as composições lotadas devido ao evidente movimento mais intenso por ser o momento que grande cota dos habitantes de São Paulo está indo ao trabalho – o tempo de viagem seria o mesmo, se houvesse diferença seria mínima. E de carro, tomando como ponto de partida o horário que ela disse, “8 e pouquinho”, 1 hora e 20 minutos de trajeto é um tempo ótimo pela longa distância percorrida. Acredite: o acesso ao campo é o menor dos problemas. A estação Corinthians-Itaquera é o terminal das linhas de Metrô e Trem da cidade. Como você pode ver neste mapa, de lá a pessoa vai para qualquer estação de Metrô ou Trem pagando apenas uma passagem (há estações que a transferência de linhas é gratuita); da mesma forma que se chega à Corinthians-Itaquera de qualquer outra estação.

 

Ônibus não será problema também. Na própria estação de Metrô/Trem há 56 linhas de ônibus e vans que operam de segunda a segunda (na rodoviária da sua cidade existem tantas linhas?). Aliás, será construída uma rodoviária com saída e chegada de ônibus do Litoral Paulista, Rio de Janeiro e Nordeste.

 

Automóvel não será problema também. Hoje há duas grandes avenidas que direcionam até o local do estádio: Avenida Jacú-Pessêgo e Nova Radial (ambas com 3 vias em cada mão). Contudo, dentro do projeto “Plano de Desenvolvimento da Zona Leste”, aprovado semana passada pelo governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab, há uma radical mudança nas ruas e avenidas próximas ao estádio. Serão construídas ampliações, alças e articulações para melhorar o trânsito na região. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), já está fazendo medições nas adjacências para começar as obras e avisar os moradores das possíveis mudanças.

 

A rodoviária, as obras nas ruas e avenidas são algumas partes do projeto. O total investido na região será de R$ 478 milhões, dinheiro que surgiu da parceria estado e município. Faz parte do programa a construção de uma Fatec (Faculdade de Tecnologia) – que já está com prédio erguido –, uma Etec (escola técnica estadual), SENAI, Central para Polícia Militar e Bombeiros, Centro de Convenções/Eventos e Parque Linear.

 

Estas obras não se ouvem falar por aí na nossa estimada imprensa... Ao contrário, fazem irresponsáveis afirmações de que a região não comportará o estádio, conotando um ponto de vista como se Itaquera fosse o “fim do mundo”. No último sábado, escrevi este tweet informando que o restaurante Mc´Donalds que mais vende no Brasil (e 22° do Mundo) fica no Shopping Itaquera (situado ao lado do futuro novo estádio do Corinthians). Imediatamente recebi respostas debochadas e incrédulas, duvidando que isto fosse possível na “famigerada” Zona Leste. Então tive que mandar outrotweet linkando uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Fora isso, na região fica o maior Shopping da América Latina (Centro Comercial Leste Aricanduva) com área total de 1 milhão de m², com 425 mil m² de área construída e estacionamento com 14.700 vagas – recebe em média 4.5 milhões de pessoas mês (dados da Abrasce).

 

Entre tantas outras opções de lazer na região há o Parque do Carmo, um dos maiores da cidade com 1,5 milhão de m² e o SESC Itaquera, o maior do estado de São Paulo (15 mil visitantes por dia).

 

Como visto, não será apenas construído um campo. Duas secretarias estaduais (Desenvolvimento e Transportes) e mais cinco municipais (Planejamento, Desenvolvimento, Infra-Estrutura, Transportes e Meio-Ambiente) estão empenhadas para produzir melhorias em volta do novo estádio. Com os documentos em ordem, logo as construtoras irão estar em atividade e o abstrato se tornará concreto. Enquanto isso a área já sofre valorização absurda e uma imóvel novo e simples (da CAIXA) com 4 cômodos vale cerca de R$ 150 mil. A COHAB (Companhia Metropolitana de Habitação) irá construir perto do estádio 2.178 apartamentos e a Construtora Tenda está levantando 10 torres no entorno...

 

Coisas que é bom você saber.

***

Escrito por João da Paz

 


terça-feira, 3 de maio de 2011


MLB - Recessão Econômica e Cincinnati: Lembranças do Passado


A cidade sobrevive e passa por um processo de recuperação da crise financeira que abalou os EUA entre Dezembro de 2007 e Junho de 2009. O time de beisebol, os Reds, vem de uma temporada vitoriosa com o título da Divisão Central da Liga Nacional de 2010 e embora tenha aumentado seu valor, atravessa um momento turbulento agravado pela dificuldade que a população de Cincinnati enfrenta diariamente.

Na grande recessão do final da década passada, muitos moradores não conseguiram superar o baque ou simplesmente fugiram de algo pior. No último censo americano (2010), Cincinnati perdeu 10.4% da sua população e a franquia da MLB sofre com isto. Muitos foram para os estados vizinhos; a cidade faz divisa com Kentucky e fica próxima de Indiana. Existem nestes lugares fãs dos Reds, mas cada vez menos eles estão indo ao Great American Park, estádio do clube. Os ingressos têm preços acessíveis, o problema é o transporte.

O contingente maior de torcedores vai ao estádio de carro, porém a alta no preço dos combustíveis afasta o público. No último final de semana o preço médio do galão de gasolina (equivalente a quatro litros) chegou ao nível mais alto na história de Cincinnati: US$ 4.11. Hoje está por volta de US$ 4.09/galão, uma alta de US$ 1.27 em relação ao mesmo período do ano passado.

Além disto, há aquela reação em cadeia resultante do aumento da gasolina. O ponto forte que afeta as famílias é o alto custo dos alimentos que já é possível notar em mercados da região. Uma população que luta contra o desemprego, comprar um ingresso para assistir um jogo de beisebol não está nos primeiros planos.

Quando a grande recessão passou, Cincinnati computou 57 mil e 400 empregos perdidos, um declínio maior que a média de todo país (5.5% contra 5.3%). Depois da crise a cidade perdeu mais 4 mil e 700 empregos, um declínio maior que a média de todo país (0.4% contra 0.2%). O cenário de abandono das fábricas e indústrias trouxe á memória a viva frase de como aquela região é conhecida: cinturão da ferrugem.

Nos tempos áureos, começo do século XX, o rótulo do local era “cinturão da manufatura”. Esta extensa divisão setorial junta cidades e estados que tinham como força produtora as indústrias clássicas: metalurgia, siderurgia, alimentícia, têxtil, petroquímica e mecânica – em Cincinnati predominavam a alimentícia e mecânica. Tudo mudou quando a grande depressão veio, época entre 1929 e 1940, período que o mundo passou por sérios problemas na economia, fruto da brusca queda das ações na Bolsa de Valores de New York em 4 de Setembro de 1929.

Cincinnati sofreu bastante, mas conseguiu superar o crítico momento durante mais tempo que outras cidades do cinturão por ter o Rio Ohio como limite de território com Kentucky. O transporte marítimo de cargas era mais barato que o rodoviário e as indústrias locais conseguiram produzir e vender seus respectivos produtos em escala razoável. Porém uma hora a situação ficaria irreversível e logo os grandes galpões ganharam a ferrugem como sinal do abandono e símbolo de um tempo abundante que se transformou em um grande vazio.


A cidade foi resistindo e aos poucos voltando à ativa. Hoje, 9 empresas na lista das 500 maiores dos EUA da revista Fortune CNN estão em Cincinnati, entre elas a Procter & Gamble (conglomerado de empresas alimentícias e de produtos de higiene e limpeza) e a Kroger (mega rede de supermercados).

Os Reds não desfrutaram de tanta sorte e no auge da grande depressão, em 1931, a franquia pediu falência. Um magnata das indústrias eletrônicas, Powel Crosley Jr., comprou o alvirrubro e manteve em atividade o clube de beisebol mais antigo dos EUA (desde 1866). Nove anos depois o time ganhou a World Series, segunda num total de 5 (1919, 40, 75, 76 e 90).

Segundo a avaliação anual da revista Forbes sobre as franquias mais valiosas da MLB, os Reds tiveram um acréscimo no valor do clube (US$ 370 milhões é o preço atual da franquia). Entretanto o time é o 23° entre os clubes mais valiosos da liga e só está na frente do Pittsburgh Pirates dentro da Divisão Central da LN. O sucesso de 2010 se concretizou apenas neste quesito e o restante permaneceu na mesma. Até que houve um aumento na procura de ingressos, mas 11.000 é o número total de torcedores que possuem carnê de entradas para toda temporada 2011 – o Great American Park tem capacidade para 43 mil pessoas.

O arrocho que a franquia passa não chegará ao extremo que aconteceu há 80 anos atrás, mas a semelhança entre diferentes épocas não é mera coincidência.






(GL) - Escrito por João da Paz

 




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