sexta-feira, 28 de maio de 2010
Especial - Os Pindaibanos
A cidade de Pindaíba cada vez mais recebe novos habitantes. Todos têm algo em comum para compartilhar: problemas financeiros. Há diversidades de classes sociais, pois a irresponsabilidade e falta de cuidado não escolhe conta bancária. Por lá se encontram moças, rapazes, jovens, enfim, gente de todo o tipo que estão com residência fixa ou só de passagem.
Chamam mais a atenção os casos das pessoas que arrecadaram muito dinheiro e perderam tudo num micro instante, o que geralmente ocorre por envolvimento com o materialismo, com interesseiros e com maus investimentos. Às vezes se vê uma pura falta de percepção, pois existem gente que acredita que dinheiro nasce em árvore e gastam como se tivesse jogando-o pela janela, dando a impressão que as notas caem do céu como a chuva. Por viverem num mundo de fantasia e imaginário, vão parar na Pindaíba.
Atletas é um grupo que tem um contingente expressivo na cidade. São tantos que estão por lá... Veremos alguns exemplos mais interessantes, típico de uma série televisiva que poderia se chamar: “Como perder uma fortuna milionária assim... num estalar de dedo”
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Derrick Coleman

Uma conta simples de matemática não é suficiente para explicar o que aconteceu com este talentoso jogador da NBA e que foi número 1 no draft de 1990. Em 15 anos na associação, Coleman ganhou mais de US$ 87 milhões, declarou falência em Abril deste ano dizendo que tem dívidas por volta de US$ 5 milhões e a Corte Americana de Falências coletou que as posses dele hoje valem US$ 1 milhão. Faça a conta.
A discrepância nos números vem dos péssimos negócios realizados em Detroit, cidade onde passou a infância e jogou no final da carreira. Era visto como uma pessoa importante na cidade, já que seus investimentos eram no mercado de imóveis e de revitalização do comércio local. Só que aí veio a crise do ano passado, bancos quebraram, casas perderam valor e Coleman se deu mal.
Ele possuía outros empreendimentos, como churrascaria, pizzaria e loja de donuts. Entre os credores (são 99 no total) estão o prefeito de Detroit, American Express (empresa de cartão de crédito), Comerica (banco), Sprint (telefonia) e Nike (material esportivo). Detroit foi justamente a cidade dos EUA mais afetada pela crise econômica de 2009.
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Antoine Walker

Hoje ele está com 33 anos. Começou na NBA com 20 anos – foi escolhido na 6ºª posição pelo Boston Celtics em 1996. Em 13 anos, Walker ganhou US$ 110 milhões que desapareceram rapidamente. A receita para conseguir esta façanha é a seguinte: gaste sem dó com 70 pessoas (amigos e familiares); construa uma casa gigantesca para sua mãe com uma piscina interna e uma quadra oficial de basquete no quintal; compre carros caríssimos (Mercedes, Bentley, Cadillac) e tornem eles customizados, descartando-os quando enjoar dos brinquedinhos.
Quando se deu em si, Walker estava sendo cercado de credores querendo receber contas não pagas, que circulam perto de US$ 7 milhões. Uma das soluções encontradas foi colocar a venda a mega mansão (que tem 10 banheiros) e outras três casas para liquidar dívidas. Ele também foi um frequentador assíduo dos cassinos em Las Vegas e por passar 10 cheques sem fundo no valor de US$ 100 mil dólares cada, Walker foi intimado pagar o valor total dos cheques; se não vai para a cadeia. Por isso que ele está jogando atualmente na liga porto-riquenha de basquete recebendo um salário irrisório, mas suficiente para quitar algumas dívidas e pagar a pensão de dois filhos (valor de 7 mil dólares) – o que ele nunca deixou de fazer mesmo com tantos problemas.
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Michael Vick

Depois de estar na NFL por apenas três anos, o Atlanta Falcons fechou em 2004 o maior contrato que um clube da liga ofereceu a um atleta: 130 milhões de dólares por 10 anos. Desta quantia, US$ 37 milhões foram garantidos para Vick, que era um dos jogadores mais populares da NFL e um verdadeiro ídolo em Atlanta.
Só que surgiram as rinhas com os cachorros da raça pit-bull, desgraça que foi descoberta em 2007. A liga o suspendeu e os Falcons romperam com o QB, querendo inclusive recuperar parte do dinheiro pago com a assinatura do contrato milionário. Preso e sem ganhar nada, as dívidas de Vick começaram a aparecer.
Num período de dois anos, entre Julho de 2006 e Julho de 2008, Vick gastou mais de US$ 17 milhões, sendo que neste tempo ele passou 8 meses na cadeia – sua sentença começou em dezembro de 2007. A falência foi declarada em Julho de 2008, em parte porque ele devia à bancos cerca de US$ 6 milhões por empréstimos feitos para uma loja de aluguel de carros no estado de Indiana, investimentos em imóveis no Canadá e um comércio de vinhos no estado da Georgia.
Ao voltar para a NFL em 2009 e assinar com o Philadelphia Eagles por um ano (valor de US$ 1.5 milhão), com a possibilidade de renovar para em 2010 (valor de US$ 5 milhões), Vick tem a oportunidade de restaurar sua saúde financeira.
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Lawrence Taylor

Um dos melhores linebackers da história da NFL, integrante do Hall da Fama do football e um dos personagens principais do livro “The Blind Side” do Michael Lewis (que deu origem ao filme “Um Sonho Possível”), teve uma carreira vitoriosa em campo defendendo a cor azul do New York Giants, Porém, fora de campo Taylor vivia cercado de drogas, bebidas e mulheres. Teve que ir à centros de reabilitação para tentar controlar o seu vício, ou eliminá-lo de vez.
Nesta vida leviana foi gasto grande parte dos US$ 50 milhões que ele ganhou em seus 13 anos de carreira. Sua falência foi decretada em 1998, por não pagar ou atrasar dívidas. Os credores hipotecaram sua casa que valia US$ 630 mil para forçar ele a cumprir os pagamentos.
Depois de liquidar faturas e duplicatas, Taylor desfrutava de uma vida limpa e de sucesso, tentando até se aventurar como ator e participando do popular programa televisivo Dancing With The Stars (versão americana do Stricly Come Dancing da BBC inglesa; no Brasil há o Danças dos Famosos, promovido pela Rede Globo). Até acontecer o recente caso de acusação de estupro no começo deste mês. Ele está sendo processado por tentar fazer sexo com uma prostituta de 16 anos, se enquadrando no crime de estupro de terceiro grau (segundo a lei americana) – que acontece quando alguém maior de 21 anos se relaciona sexualmente com alguém menor de 17; considerado um crime grave.
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Jack Clark

Esta placa acima é uma homenagem que o San Francisco Giants presta a um dos mais temidos rebatedores da década de 80. Clark foi quatro vezes selecionado para o Jogo das Estrleas em suas 17 temporadas na MLB. Faturou perto dos 20 milhões de dólares, uma quantia considerável na época, porém insuficiente para saciar um hobby bastante caro: colecionar carros esportivos.
Por carros esportivos entenda carros de verdade, não miniaturas. Em certo ponto, Clark chegou a pagar prestações de 17 carros ao mesmo tempo. O limite foi atingido em 1992 quando ele faliu, devendo US$ 11 milhões com bens no valor de US$ 4 milhões. Aí foi necessário dar adeus as Ferrais e Rolls Royces para tentar se enquadrar.
No final da década de 90 ele se recuperou e, depois de ser comentarista de jogos do Saint Louis Cardinals, time que ele jogou por dois anos e teve grande sucesso, hoje ele é treinador de um time semi-profissional chamado de Springfield Slidders, na cidade de Springfield, estado de Illinois.
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Torii Hunter

Hunter foi vítima. No começo de sua carreira na MLB, quando estava com o Minnesota Twins, ouviu o canto da sereia e ficou hipnotizado ao receber um conselho tolo e inútil. Ele investiu num cara que teve uma idéia inusitada: a invenção era uma espécie de bóia que seria colocada embaixo de móveis para quando houvesse uma enchente, eles flutuassem e não estragassem. Torii não titubeou e colocou US$ 70 mil dólares na parada.
Mas o tempo foi passando e nada de progresso. Então o cara voltou a se reunir com Hunter para pedir mais US$ 500 mil a ser investido no projeto. Assim foi feito e para a surpresa (será?), nada do que foi prometido se concretizou. Hunter passou a participar de reuniões feitas por especialistas em investimentos que aconselham gente com poder aquisitivo a entrar no ramo certo.
Hunter aprendeu a lição e sua ida à Pindaíba foi curta, só um passeio. Seus atuais investimentos são em obras de caridade e ele é bem agressivo nesta área. Tem um projeto em quatro estados americanos no qual cede bolsas de estudos para jovens carentes; mantém inúmeros campos de beisebol em periferias e ajuda fundações que lutam por curas de câncer. Em 2009 levou o prêmio Branch Rickey, dado pela MLB ao jogador que mais contribui para a comunidade em serviços voluntários.
Gastar por gastar não está mais nos planos de Hunter, principalmente após um incidente em 2007 que quase resultou em uma suspensão de três anos da MLB. Ele presenteou o Kansas City Royals com quatro garrafas do fino champagne Dom Perignon, um dos mais caros do mundo. A lembrança foi em agradecimento a vitória do KC frente ao Detroit Tigers na última semana da temporada, que possibilitou a classificação dos Twins aos playoffs. A liga proíbe qualquer tipo de presentes, mas o incidente foi resolvido porque as garrafas não foram abertas; e foram imediatamente devolvidas.
(GL) - Escrito por João da Paz
© 1 Richard Phipps / ESPN Media
© 2 Marc Serota / Getty Images
© 3 Greg M. Cooper / US Presswire
quarta-feira, 26 de maio de 2010
NBA - Bravo! (Dwight Howard)

O esforço realizado pelo Orlando Magic no jogo 4 da final da Conferência Leste merece aplausos. O time enfrentava a possibilidade de ser eliminado dos playoffs sem vencer uma partida sequer depois de 8 vitórias em 8 jogos nesta pós-temporada. Os comandados de Stan Van Gundy atuaram com raiva e com vontade, tudo dentro de uma sensação desesperadora. A primeira vitória da série aconteceu e por isso que o jogo 5 será realizado hoje na Amway Arena. O líder da equipe, Dwight Howard (foto acima), resumiu em sua performance o que seus companheiros sentiam.
Foi seu melhor jogo nestes playoffs, marcando 32 pontos, 16 rebotes e 4 tocos. Entretanto o que se espera do pivô mais popular da NBA é uma atitude mais ameaçadora dentro de quadra, um contraste com seu estilo despojado fora dela. Howard precisa aprender usar seu porte físico extraordinário como ferramenta de intimidação e ele sabe disso. Bom saber é que ainda há espaço para desenvolver esta característica.
Deixando nuances táticas e técnicas de lado, existe um fato importante a ser mencionado: ele é o primeiro jogador em toda a história da NBA a liderar por duas temporadas seguidas a categoria de rebotes e tocos. Imagine quantos pivôs de qualidade desfilaram suas habilidades em todos estes anos na associação... Vale lembrar que Dwight tem apenas 24 anos.
Desde que entrou na NBA, Howard melhorou sensivelmente em diversos aspectos. Esta postura de ser mais feroz contra os adversários está no topo da agenda. É uma questão de ganhar respeito, de ser vencedor. Ele já tem dois troféus de Melhor Jogador Defensivo atuando de forma “suave”; então quando se tornar uma fera... cuidado!
Apesar que dificilmente ele será aquele que dá um toco e olha feio para o adversário, muito menos aquele que pega um rebote e encara de cima pra baixo quem está a sua volta. Para que as críticas diminuam, é necessário ganhar. O engraçado é que Dwight, com esta mesma personalidade de brincalhão, levou o Magic às finais da NBA no ano passado. Ele conhece o jogo da mídia e não cai no conto de precipitações publicado diariamente.
Enquanto o Magic atropelava o Charlotte Bobcats e o Atlanta Hawks, eles eram o time a ser batido. Após perderem três jogos seguidos para o Boston Celtics (dois em Orlando), o time passou a ser medíocre. Esta pseudo oscilação é creditada na conta de Howard, que absorve bem a cobrança mesmo sendo tão jovem.

Na verdade ele não ouve muito o que dizem por aí, somente a palavra de um alguém mais importante: seu treinador. Stan diz aos quatro cantos que para o Magic vencer qualquer jogo de playoffs Howard precisa ter em torno de 15 rebotes. No último jogo 4 ele conseguiu pela sexta vez nesta pós-temporada 12 rebotes ou mais – o Magic só perdeu um destes jogos. O detalhe é que o jogo da última segunda foi para a prorrogação e nela Howard conseguiu mais rebotes que todo o time dos Celtics (5 contra 4).
A diretoria da franquia exige dedicação e compromisso, algo que ele vem correspondendo até agora. Na questão de ter uma maior diversificação de arremessos, esta é uma tarefa que está em andamento e Howard trabalha para ser mais eclético e menos previsível ofensivamente. Ter ao seu lado Patrick Ewing como instrutor, um dos 50 melhores jogadores da história da NBA, é um vantajoso auxilio.
Em relação ao comportamento despojado, a diretoria há muito tempo desistiu de transformá-lo em um cara mais sério. Otis Smith, diretor de basquete, esperava que o amadurecimento de Howard viesse com o tempo e que as brincadeiras que ele observava no garoto de 18 anos, que o Magic escolheu em primeiro lugar no draft de 2004, iria desaparecer com o tempo. Bem, a mudança não ocorreu e Smith percebeu que não teria como alterar a personalidade dele; basta compreendê-la.
O clube entende Howard e o que ele faz fora de quadra é visto com total atenção, mas sempre dando liberdade e respeitando sua forma de enfrentar o dia-a-dia. É claro que o “Super-Homem” precisa treinar, corrigir os defeitos e aprimorar suas habilidades; passar mais tempo no ginásio treinando do que se divertindo... Mas espere um pouco, já percebeu que aqueles que o criticam por ser muito alegre, geralmente são pessoas de baixo astral? Interessante... Como se fosse uma tortura ver alguém dar um sorriso, ver alguém que está de bem com a vida, ver alguém contente por saber onde estar e que aproveita ao máximo o presente dado por Aquele que lhe deu a vida.

Por que Dwight não tem motivos para ser bravo, zangado ou ranzinza? Porque Dwight tem motivos para brincar, ser extrovertido e exalar júbilo.
Fácil explicar.
Howard é um sobrevivente, o caçula do casal Dwight Howard Sr. e Sheryl Howard. Porém quando nasceu, era para ele ter vários irmãos e irmãs. Sua mãe perdeu sete crianças, algumas ainda dentro da barriga, outras pós parto. Howard então veio ao mundo no dia 8 de Dezembro de 1985 forte e saudável, o oitavo bebê, ou melhor, o primeiro. Esta é a razão que coloca um belo sorriso em seu rosto, como se o singelo gesto fosse capaz de transmitir uma mensagem de conforto e esperança.
(GL) - Escrito por João da Paz
© 1 Cassie Armstrong / AP
© 2 Elsa / Getty Images
segunda-feira, 24 de maio de 2010
MLB - Mas Aí Que Está (Cincinnati Reds)

Dusty Baker (foto acima), treinador do Cincinnati Reds, está realizando um trabalho digno em pouco mais de dois anos com o clube. Com um metodologia diferente, ele recolocou o time na mídia, vencendo jogos e disputando acirradamente a liderança da Divisão Central da Liga Nacional com o Saint Louis Cardinals. Os Reds hoje estão ½ jogo atrás dos atuais campeões da divisão, mas já ficou na primeira posição, o que não acontecia desde 2006.
São 18v e 8d de 25 de Abril pra cá e a equipe vem atuando com consistência seguidamente, criando assim um padrão de jogo característico. Baker, melhor treinador da LN nos anos de 1993, 1997 e 2002 com o San Francisco Giants, está com uma abordagem diferente sobre seus jovens comandados, com um papel mais específico de administrar o pessoal do que ser o professor que ensina os fundamentos. Óbvio que ele usa sua vasta experiência para o melhor, porém sua principal missão é aconselhar o elenco mostrando os atalhos rumo à vitória – dos 13 titulares, 8 rebatedores e 5 arremessadores, 6 têm 26 anos de idade ou menos.
Antes de assumir os Reds, Baker era o técnico do Chicago Cubs (2003 até 2006). Lá ele tinha atletas que recebiam altos salários e gozavam de mordomias e facilitações. Cincinnati é um time diferenciado, graças aos ajustes feitos pelo diretor de besiebol Walter Jocketty que reformulou a franquia assim que assumiu o cargo no comecinho da temporada 2008. Ambos iniciaram um processo para transformar a mentalidade do time e uma das primeiras decisões de Walter foi trocar as estrelas Adam Dunn e Ken Griffey Jr., uma ação drástica de efeito positivo.
As histórias nos bastidores dos Reds dão conta que Dunn e Griffey eram, digamos, “sossegados demais”. Dentro do vestiário do clube existe um sofá para descanso e os ex-Reds usavam ele constantemente enquanto outros trabalhavam e estudavam sobre os adversários. Os veteranos foram, mas o sofá permanece por lá; ninguém mais senta nele, simbolizando que o pensamento e foco do time mudou. Isto se concretiza quando surge a comparação com os jogadores experientes que atualmente fazem parte do elenco.

Scott Rolen (3B) chegou em 2009 e Orlando Cabrera (SS) em 2010. Cada tem um título de World Series – Rolen/Cardinals-2006 e Cabrera/Boston Red Sox-2004 – e o pensamento vencedor veio com eles, junto com trabalho duro e dedicação. São importantíssimos para persuadir os garotos do clube e fazem isto muito bem. Em campo eles cumprem suas funções com qualidade, contribuindo para uma sensível melhora na defesa dos Reds, com os dois chegando a cometer apenas um erro numa sequencia de 13 partidas neste ano – Rolen já venceu o troféu Luva de Ouro sete vezes e Cabrera duas.
No ataque a força e poder estão com Jonny Gomes (OF), Jay Bruce (OF) e Joey Votto (1B). Votto é o líder da equipe em HR, RBI, OBP e aproveitamento com o bastão. Seja nas estatísticas ofensivas ou defensivas os Reds figuram na zona central contando somente a LN, o que se resume no saldo de corridas: +5 até 22/05. O equilíbrio é também presente nas performances dentro (14v e 9d) e fora de casa (11v e 10d).
Ken Macha, treinador do Milwaukee Bucks (rival de divisão), destaca qual vem sendo a verdadeira virtude dos Reds neste campeonato:
“Os arremessadores vem dando à Cincinnati uma chance de competir. O restante do grupo sente que há uma oportunidade de vencer a cada partida. Isto é importante.” (Milwaukee perdeu os dois jogos que fez até agora com os Reds)
A rotação de arremessadores tem dois caras que destoam um pouco: Aaron Harang com 2v-5d e um ERA de 6.02 e Homer Bailey com 1v-2d com um ERA de 5.51; cada um jogou 9 partidas. Já o trio restante está produzindo números significativos.
Bronson Arroyo conseguiu 3 vitórias nas últimas 3 partidas. Johnny Cueto tem quatro vitórias nos últimos 5 jogos (uma não-decisão) e seu ERA nestes confrontos é de 2.18. Entretanto quem mais vem chamando a atenção é Mike Leake (foto abaixo), titular com apenas 22 anos de idade.

Leake é o primeiro jogador em uma década a sair direto da universidade para a MLB. Diferente do que acontece nas outras ligas como NBA e NFL, o atleta de beisebol que é escolhido no draft vai atuar nas chamadas ligas de base (minors) para se adaptar com o esporte profissional, se acostumando com a sutil, porém notável, diferença de jogar com/contra um bastão de madeira ao invés de alumínio (entre outras coisas). Leake ganhou na pré-temporada a função de ser o quinto arremessador na rotação e correspondeu em campo a rara oportunidade dada. Em oito jogos, foram quatro vitórias, nenhuma derrota e quatro não-decisões; seu ERA é de 2.91. A tendência é ele ter uma boa semana pela frente, encarando em casa o Pittsburgh Pirates na terça e o Houston Astros no domingo. Ramon Hernandez, o catcher de Leake, define o estilo de jogo do menino: “Ele não fica nervoso de forma nenhuma e tem uma frieza nos arremessos, sendo bastante agressivo e mantendo as bolas nos limites da zona de strike.”
O detalhe é que Baker ainda não conta com o fenomenal arremessador cubano Aroldis Chapman, que ainda permanece nas minors. Foi de certa forma surpreendente a aposta feita pelos Reds ao acertar com ele, fechando um contrato com duração de seis anos no valor de US$ 30,25 milhões. Walter irá entregar à Chapman um papel especial na reestruturação da franquia, uma espécie de grand finale.
Mas aí que está: será os Reds aquele time que começa quente o campeonato, porém esfria no final? Será que depois do Jogo das Estrelas eles terão condições de competir pelo primeiro lugar na divisão? Como os passos estão sendo dados um de cada vez e a evolução do time, em todos os aspectos, está sendo executada gradativamente, a expectativa é que Baker realize mais um trabalho bem sucedido e obtenha uma vaga para os Reds na pós-temporada, o que não acontece desde 1995 – em 1999 Cincinnati disputou um jogo de desempate com o New York Mets.
Uma das franquias mais vitoriosas da MLB com 5 títulos de World Series e 9 Campeonatos da Liga Nacional parece estar de volta ao cenário principal. O parece sumirá da frase anterior se mantiverem o êxito que até então fora atingido. A conferir o que o futuro irá proporcionar.
(GL) - Escrito por João da Paz
© 1 e 2 Jed Jacobson / Getty Images
© 3 Brain Baker / Cnati