
Vem cá, me diz explica uma coisa. O Corinthians perdera um mando de campo, mas a punição foi "congelada", é isso?
Uai sô, como é que eu piso na bola agora e só sofro a sanção depois da virada do ano?
Calma, calma, fiel torcida, é brincadeirinha. Não poderia ser de outro jeito, considerei absurda a atitude do STJD de obrigar o Timão a jogar contra o Vasco a mais de 100 Km de São Paulo.
E depois dizem que vocês são favorecidos no Campeonato Brasileiro, não é mesmo?
Se bem que, talvez os senhores concordem, atuasse na capital ou no interior, a equipe de Tite contaria com lotação máxima no eventual estádio, certo?
Mas, sejamos francos, não é apenas a turma de Ronaldo que sofre com a ação dos "capas pretas" do esporte.
É jogador é suspenso. É jogador que tem a suspensão suspensa. É técnico absolvido. É roupeiro condenado. É torcedor angustiado.
Pelo amor de Deus, coloquem ordem nesse tribunal!
Criem critérios transparentes, para evitar o tal do dois pesos, duas medidas.
Sejam rápidos na aplicação das penas.
Enfim, não tentem destruir a credibilidade de um campeonato, onde já se fala pouco sobre bola rolando e muito sobre "entregadas", malas pretas, brancas e outras baboseiras que nada acrescentam.
Por favor, deixem o futebol brasileiro com pinta de futebol brasileiro e não com cara de Brasil.
Pode ser?
Abraço!
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Libertadores, Liga dos Campeões, Estaduais, Fórmula 1 e, daqui a pouco, a Copa do Mundo. É, 2010 começou animado para quem gosta de esporte.
Diante de tantas opções interessantes, torna-se natural que o passado, mesmo recente, fique relegado apenas a meras lembranças.
Não interessa mais se Ronaldo foi destaque em 2009, ou se o Fluminense quase amargou o rebaixamento no Brasileirão. O título do Flamengo, então? Já, já vira peça de museu.
Está certo. Como diz o velho ditado, é para frente que se anda.
No entanto, o aparente "esquecimento" de um fato ocorrido no final último ano me causou certa indignação.
Ontem ou anteontem, não sei ao certo, o STJD reduziu a pena imposta ao Coritiba, devidos aos lamentáveis incidentes ocorridos após a decisiva partida contra o Fluminense, que selou o rebaixamento do Coxa para a Série B do Nacional. De 30 jogos sem o mando de campo e multa de R$600 mil, a punição foi reduzida para apenas 10 jogos e R$100 mil no valor pecuniário.
Das imagens, penso ser desnecessário lembrar. A cena do policial carregado pelos companheiros, por exemplo, creio que permanecerá gravada na memória daqueles que acompanham o esporte, por longos anos.
Não é por ser o Coritiba. Poderia ser o São Paulo, o Corinthians, o Vasco, meu Fluminense, ou qualquer outra agremiação do Brasil. O discurso seria o mesmo.
Mas a verdade é que o abrandamento da sanção foi mais um episódio que atesta o quanto o futebol pentacampeão do mundo é amador fora de campo.
Tudo bem que o Coritiba tomou providências. Alguns marginais foram presos. Fala-se agora em uma indenização milionária a ser paga pela organizada protagonista dos atos de vandalismo. Medidas benéficas, é verdade, porém que não diminuem em nada a responsabilidade da entidade em não ter conseguido garantir a segurança de todos os envolvidos no evento.
No entanto, o pior em toda a história é saber que o cenário tende a permanecer o mesmo por muito tempo, visto que a defesa do Coritiba foi baseada, sobretudo, no novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que ao invés de legislar a respeito de penas mais severas, serviu de justificativa para que o Tribunal passasse a mão na cabeça do clube.
"Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão. Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente, que trabalhou honestamente a vida inteira e agora não tem mais direito a nada. Vamos celebrar a aberração, de toda a nossa falta de bom senso. Nosso descaso por educação. Vamos celebrar o horror de tudo isso com festa, velório e caixão. Está tudo morto e enterrado agora, já que também podemos celebrar a estupidez de quem cantou esta canção."
Assim diria Renato Russo.
Uma boa sexta e um abraço a todos!
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Na última quinta-feira, nos nervosos momentos finais da partida entre Fluminense e Goiás, válida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil, o astro tricolor Fred trocou tapas e empurrões com o esmeraldino Gomes, o que resultou somente na expulsão do jogador da equipe goiana - Fred foi injustamente poupado pelo árbitro da partida.
Como de praxe no cenário atual do futebol brasileiro, o centroavante do Flu, embora não tenha sido advertido pelo arbitragem, foi denunciado pela procuradoria do STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva), com base nas imagens gravadas e será julgado por ato de hostilidade, o que pode acarretar uma suspensão variável entre 1 e 3 partidas.

Logicamente, não sou defensor de atos de violência (Fred errou sim!) e nem de qualquer outra prática ilícita seja no futebol ou em qualquer outro setor de atividade, mas essa onipresente atuação dos TJDs me levam a algumas reflexões:
1 - Certo ou errado, o árbitro é a autoridade máxima em uma partida de futebol. Ou não é mais?
2 - Por que então demorar mais de uma semana para julgar o ato ilícito ocorrido?
3 - Por que então não utilizar as imagens da TV para resolver também os demais erros de arbitragem?
4 - Por que não criar regras punitivas claras, que, talvez, até dispensassem a existência dos tribunais do esporte?
Para tentar responder a tais questões, analisemos dois fatos ocorridos no mundo do futebol nos últimos meses. Na partida de volta das semi-finais da Liga dos Campeões entre Chelsea e Barcelona, uma das várias lambanças feitas pelo árbitro norueguês Tom Henning, foi expulsar o lateral-esquerdo do Barça, o francês Abidal por suposta falta cometida em Nicolas Anelka (que se jogou no lance...). Indignada com a injusta expulsão, a diretoria do clube catalão solicitou à UEFA a revogação do cartão, o que daria ao jogador condições de atuar na final contra o Manchester United. Os argumentos utilizados pela UEFA para rejeitar o pedido (as absolvições de Darren Fletcher e Daniel Alves também foram negadas), foram de que os clubes não entraram com a ação com menos de 24 horas de antecedência (rapidez) e ainda de que concordavam com as atitudes dos juízes.
O outro fato que, embora polêmico, pode servir de exemplo é a suspensão de apenas três jogos que Taylor, jogador do Birmingham da Inglaterra, sofreu quando quebrou a perna do brasileiro, naturalizado croata, Eduardo da Silva, em partida contra o Arsenal, na temporada passada. Taylor foi suspenso por apenas três jogos, pois esta é a punição definida na Inglaterra para o atleta que leva o cartão vermelho direto, ou seja, que é expulso sem ter recebido o primeiro cartão amarelo. Apesar, de no caso específico de Taylor a punição ter sido deveras branda, ela cumpriu uma regra claramente pré-estabelecida. Aqui no Brasil, você sabe me dizer quantos jogos de gancho um atleta de seu clube de coração receberá se for expulso de campo?
É amigos, já passou da hora de discutir o papel do Tribunais de Justiça Desportiva no Brasil...Boa tarde e abraço a todos!

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