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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


Boas festas!



2 de janeiro eu volto...


Por volta das dezesseis horas de ontem, eu lia e respondia alguns comentários do post anterior quando alguém bateu palmas no portão da casa dos meus pais, onde estou desde o dia primeiro de dezembro, de férias do trabalho.


Abri a porta da sala e me deparei com um menino de uns onze, doze anos, que procurava minha mãe, a pedido de seu irmão mais velho, a fim de receber uma cesta básica. Fruto de um trabalho social voluntário que minha coroa realiza na comunidade há mais de uma década.


Estava ali estabelecido um pequeno drama para o guri. Dona Anna não estava em casa e ninguém mais sabia da cesta. Nem minha avó, nem a moça que dela ajuda a cuidar, muito menos eu.


Estava ali estabelecida uma oportunidade para o blogueiro. Comuniquei ao garoto o fato com um "sinto muito, parceiro, tem que esperar ela chegar" e o que se seguiu a partir dali é a base dessas linhas de hoje.


Marquinho, que não sei se chama Marquinho, mas não importa o nome, logo encheu seus olhos d'água. Comovido pela cena, catei de pronto o telefone e procurei na agenda  o número do celular da velha. Com sorte, ela estaria em algum lugar dos poucos lugares da pacata e simpática cidadezinha onde a gente mora em que o chip da "maravilhosa" operadora funciona. "Fica tranquilo, brother. Vou perguntar pra ela onde a bolsa tá", disse, tentando acalmar o garoto, mas sem ninguém para me acalmar.


"Ih, Junior, não era para pegar a cesta aí não, meu filho. Era aqui fora", revelou, segundos depois, Dona Anna. O "aqui fora", para contextualizar, ficava a longinqüos, para um menino de onze anos esmirradinho a pé, três quilômetros de casa.


A essa altura, já ciente da eventual caminhada que pensou ter que realizar em troca de um quilo de arroz, um quilo de feijão e outros não muitos quilos de produtos básicos, Marquinho, feito um jogador de futebol extenuado que precisaria jogar uma prorrogação, sentou-se em frente ao portão. Pernas juntas, cabeça sobre o joelho, como se procurasse forças para cumprir sua missão.


"Camarada, faz o seguinte: pera aí que vou lá fora de carro e pego a bolsa pra você, tranquilo?" Posto que em meros dez minutos já estava de volta com a sonhada cesta, que provavelmente será a ceia de Natal dele e de toda a família.


"Onde é que tu mora, cara?"


"Moro pra lá do cogumelo, pra lá do sítio da Tiana". De novo pra contextualizar, o "pra lá do cogumelo, pra lá do sítio da Tiana" era coisa de dois, três quilômetros daqui. E o final vocês imaginam. Não havia como deixar um garoto de onze anos esmirradinho carregar uns dez quilos nas costas por coisa de dois, três quilômetros.


Ano passado, encerrei os trabalhos no Activo com uma música do Almir Sater, a qual repito agora.


Porque no fundo acho que funciona assim com todo mundo. Em dezembro, a gente anda devagar porque de janeiro a novembro só anda com pressa.


Reclamando, xingando, zombando da vida, esquecendo dos milhões de Marquinhos que estão por aí, invisíveis aos nossos olhos sempre ocupados.


De modo que refletir e agradecer é essencial nessa época.


E o restante também vale o escrito em 2010.


Gostaria de agradecer a vocês, mais de 500.000 amigos que visitaram o Blog do RJ, pelo carinho com que receberam e debateram minhas ideias.


É claro, não há como agradar a todos. De forma que, com sinceridade, peço mil desculpas se alguma vez, mesmo que sem querer, ofendi alguém ou alguma insituição.


Gostaria de agradecer também à equipe do Activo pelo apoio, em especial ao grande Guilherme Gomes,  ao ótimo Carlos Novak, ao Felipe Zito e à menina Thaís, que sempre batalharam pra que esse grande barato que é nossa rede permanecesse viva, apesar dos problemas.


Sei lá, talvez eu devesse citar nomes de amigos usuários, faz parte desse tipo de escrita, não é mesmo? E, além do mais, tem gente nesse espaço que, embora no mundo virtual, se tornou amigo de verdade. Gente que a gente quer ver bem toda vida. Mas como escrever o nome de mais de 1000 pessoas ou mesmo apenas daquelas dezenas que são mais próximos? O risco de cometer uma injustiça seria enorme.


Enfim, galera, valeu muito. Durante o ano inteiro, vocês foram minha companhia nos momentos de solidão em Guaratinguetá, longe da família.


A todos, meu muito obrigado e que Deus os abençoe sempre.


Ah, e obrigado ao Marquinhos, a quem dedico esse post, pela oportunidade.


Abraço!

 

"E que eu, sem dúvidas, continue a refletir.

 

E que viva a vida da melhor forma que puder.


Porque se ela um dia se extingue para os super-herois, imagina para um pobre mortal."

 

Trecho do texto "Super Ézio", o que mais me marcou esse ano

 


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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010


Mensagem de final de ano.


 

 

Ando devagar porque já tive pressa...

 

Há pouco mais de dois anos, o ritual é o mesmo.


Chego do trabalho, jogo a mochila em cima da cama, tento dar uma arrumada rápida na bagunça constante do meu quarto e corro para o computador.


O resultado dessa rotina, vocês viram aqui durante esse tempo. São os trocentos posts que esse espaço produziu, nesses cerca de setecentos dias de "trabalho". E me perdoem os trocentos, mas daria uma canseira danada somar os numerozinhos. A preguiça, hoje, está brava.


Mas tem uns dois minutinhos, a coisa foi diferente. Sentei em frente ao laptop, abri uma latinha de cerveja, acessei alguns sites de esporte e nada. Não veio assunto. A cabeça pareceu cansada. É hora de dar uma pausa.


Pensei em fazer uma retrospectiva do ano, uma coisa do tipo "os melhores de 2010". Mas, quer saber, sou horrível para fazer esse tipo de post. Sempre aparece alguém lembrando de um momento que eu esqueci de colocar e, blau, blau, fico aqui com cara de bundão.


Contratações, dispensas, dava um textozinho também. Ah, que saco, falar sobre mil especulações e depois ver que só uma ou duas vingaram? Estou fora. Tenho paciência, não.


Aliás, me perdoem um grave defeito. A falta de paciência e, às vezes, a desilusão para com o "sistema". Prometo que em 2011 volto otimista. Minto, prometo que em 2011 tento ser mais otimista.


Mas isso, por favor, não é uma despedida do ano velho. Afinal de contas, como é que vou garantir que não retornarei ao meu hobby favorito até o dia 31 de dezembro?


Hoje, apenas gostaria de agradecer a vocês, 264.813 amigos que visitaram o Blog do RJ, pelo carinho com que receberam e debateram minhas ideias.


É claro, não há como agradar a todos, de forma que, com sinceridade, peço mil desculpas se alguma vez, mesmo que sem querer, ofendi alguém ou alguma insituição.


Gostaria de agradecer também ao grupo Lance! pelas publicações de meus textos nas edições impressas desse jornal que acompanho desde os idos do ano 2000. E os agradeço também, amigos, por terem, mesmo que talvez tardiamente, me feito, enfim, descobrir a tal da vocação, coisa que procuro desde que abandonei dois cursos que iniciei.


Sei lá, talvez eu devesse citar nomes, faz parte desse tipo de escrita, não é mesmo? E, além do mais, tem gente nesse espaço que, embora no mundo virtual, se tornou amigo de verdade. Gente que a gente quer ver bem toda vida.


Jana, Nane, Roque, Rapunzel, Zé Luiz, o sumido Pelegra, a Rapunzel, o Seu Dirceu Barros, o Cléber "Bola na Trave", o tricolor Sérgio, as, agoras mamães, Cissa e Gih. Mas como escrever 1232 nomes? Como lembrar de todos aqueles que me adicionaram no MSN?


Galera, valeu muito. Durante o ano inteiro, vocês foram minha companhia nos momentos de solidão em Guaratinguetá, longe da família.


A todos, meu muito obrigado e que Deus os abençoe sempre.


Abraço!

 

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