
O que você vê na figura?
Eu, um desenho mal feito.
Comum, no máximo.
Se você é entendedor de Artes, espero que perdoe a minha ignorância.
Não possuo conhecimento da matéria para enxergar os detalhes que tornam a imagem uma verdadeira obra-de-arte.
Para ser mais exato, o quadro "O quarto", de Van Gogh.
Informação que descobri somente agora, após uma consulta ao "São Google".
Agora me diz: o que você vê no vídeo?
Com certeza, dois times.
Um de vermelho, a Venezuela.
Outro de azul, a Espanha.
Que toca a bola, de lá pra cá, de cá pra lá, 38 VEZES, em cerca de 2 MINUTOS.
Legítima roda de bobo que termina no fundo das redes adversárias.
Bom, o que vejo no vídeo?
A precisão nos passes.
O entrosamento perfeito.
A convicção a respeito de uma filosofia.
A correria desesperada do rival.
O atacar defendendo.
O defender atacando.
É, como mostra a repercussão da Euro, tem gente que não gosta.
Acha chato.
Sonolento.
Que os entendores de futebol possam perdoá-los.
Eles não devem enxergar os detalhes.
Abraço!
MSN:volgin_225@hotmail.com Twitter: @blog_do_rj
SEMPRE lutar,
suar,
valorizar,
gritar,
apoiar,
abraçar,
vibrar,
comemorar,
parabenizar,
pular,
cantar,
acreditar,
levantar,
participar,
alegrar,
zoar,
tentar,
respeitar,
cansar,
chorar,
continuar,
sonhar,
(nem todas) ganhar,
sofrer,
correr,
entender,
fazer,
(moderadamente) beber,
(às vezes) perder,
dividir,
sorrir,
agir,
persistir.
NUNCA brigar,
matar,
abandonar,
desanimar,
duvidar,
largar,
xingar,
discriminar,
humilhar,
mal tratar,
parar,
precipitar,
entristecer,
desistir,
fingir.
Agora, assistir aos vídeos lá em cima e clicar na foto aí abaixo.
Para, na voz dos eliminados da Euro, mesmo assim empolgados suecos e irlandeses, entender a verdadeira essência do futebol.
Acho, entender a verdadeira essência da vida.
Abraço!
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Para seus jogadores o Athletic Bilbao é mais que o onze no qual atuam.
É a pátria que defendem no gramado.
Talvez você saiba, não custa lembrar, o Bilbao admite em suas fileiras somente atletas de origem ou descendência basca.
Fato que ajuda explicar o choro compulsivo dos comandados de Bielsa após a derrota para o Atlético de Madrid na final da Liga Europa.
Atingir tal nível de comprometimento em outros clubes de futebol é quase impossível.
São poucos onde há componentes extracampo tão fortes a ponto de criar tamanha identificação.
São poucos onde meninos encontram motivos tão densos para lutar por cada jogada.
Um dos temas mais explorados pelo blog ao longo desses anos é o péssimo aproveitamento por parte das agremiações brasileiras de suas divisões de base.
Porém, que fique claro, não nutro a mínima pretensão de sugerir o modelo Bilbao ao pé-da-letra para o Fluminense, por exemplo.
Configuraria algo próximo de um sacrilégio trazer a um plano terreno uma opção que envolve questões políticas, geográficas, históricas e culturais deveras complexas.
No entanto, duas antigas convicções se fortaleceram assim que o árbitro encerrou a peleja em Bucareste: a primeira, a de que um grupo vira gigante e supera eventuais limitações se mantém plena fé no que faz. A segunda, a de que, no caso específico de uma equipe de futebol, se guris são criados com carinho e cuidado na base, sentindo e conhecendo a importância da camisa, manto ou segunda pele que vestem, fatalmente tornar-se-ão homens de valor quando da vida adulta.
Bom, se o amigo leitor não entendeu bem o espírito da coisa.
Se encarou o texto como papo de bêbado.
Se é do tipo que se irrita quando o clube do coração logo vende a maior promessa.
Se não concorda com salários absurdos para medalhões improdutivos.
Ou se é daquele que acha o beijo na camisa por parte do recém-contratado um cinismo danado, assista ao vídeo acima.
O companheiro terminará emocionado.
Desde que, óbvio, não lembre do seu time explorado. Se não tu vais ficar irritado.
Abraço!
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