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quarta-feira, 18 de julho de 2012


O mais corajoso, o mais valioso, o mais estimulado, o mais valorizado.


 

Pessoal, quem acha o Blog do RJ legal, dá uma força: é só clicar no selo aí do lado e votar nesse espaço no concurso Top Blog 2012!  Valeu!

 

A BDO RCS Auditores Independentes divulgou um estudo que aponta a marca Corinthians como a mais valiosa do futebol brasileiro. E disparado: valor estimado em R$ 1 bilhão contra "apenas" R$ 792 milhões do Flamengo, o segundo colocado.


De acordo com a pesquisa, parte dessa quantia, cerca de 27%, advem das receitas obtidas pelo clube, enquanto outros 22% ficam por conta de variáveis de mercado. Números que somados não justificam nem mesmo a metade do milhão apresentado no primeiro parágrafo. Porque mais da metade do milhão apresentado no primeiro parágrafo não vem do que o campeão da Libertadores arrecada com cotas de televisão ou qualquer outra fonte. Sim, da força do seu bando de loucos, que é responsável por 51% do poder atual da marca do seu time do coração.


Mas, por favor, não caia na tentação de afirmar que essa elevada porcentagem é fruto de um eventual amor maior do corinthiano pelo Timão do que o do palmeirense pelo verdão, por exemplo. Torcedores, todos eles, são na mesma intensidade apaixonados. No entanto, é preciso reconhecer que no futebol brasileiro, nos últimos anos, o fiel fanático foi o fã mais estimulado a demonstrar seu carinho. 


Tudo começou com a chegada de Ronaldo "Fenômeno" ao Parque São Jorge. Em que pese a falta de condições físicas ideais do maior artilheiro das Copas do Mundo, logo abafada por boas atuações e golaços, o corinthiano foi o pioneiro em sentir o prazer de ver em campo um atleta de renome mundial com a camisa de uma agremiação do país. Ousadia de sua diretoria que touxe resultados expressivos dentro e fora de campo.


Foi a partir de Ronaldo que o clube investiu pesado em marketing. Não apenas em ações isoladas, mas também em estratégias a médio e longo prazo. Entre elas, a construção de seu estádio, que, ressalvas sobre a origem dos recursos à parte, tende a virar uma mina de dinheiro, e a  profissionalização na venda dos ingressos dos jogos, que acabou com o eterno drama das filas gigantescas e confusas.


Claro, ainda é cedo para se tentar colocar o Alvi-negro no rol dos gigantes do planeta em termos financeiros ou organizacionais. Todavia, é fato, em linhas gerais, em "Terras Brasilis", os números é que dizem, o Timão sobra na turma: é o clube mais corajoso, mais valioso, com o torcedor mais estimulado e mais valorizado.


Para você, um abraço!

 

 

 

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quinta-feira, 21 de junho de 2012


O Corinthians não é o Chelsea. Até porque o Santos está longe de ser o Barcelona.


 

Ainda não vira o Corinthians jogar uma vez sequer nessa temporada. De modo que a imagem que tinha do time comandado por Tite era aquela transmitida por boa parte dos comentaristas esportivos e compartilhada por significativa parcela dos torcedores, inclusive corinthianos: a de uma equipe eficiente, sem brilho, sem craques, (para alguns) retranqueira, (para seu próprio vice-presidente) "medíocre".


Características atribuídas pelo senso comum que não tardaram a produzir comparações com o Chelsea que, segundo os entendidos de futebol, foi campeão europeu à base de um esquema que privilegiava primeiro o defender e por último, se possível, atacar. Embora existam números bastante convincentes para mostrar que o ferrolho dos "Blues" foi apenas escolha emergencial diante de um adversário muito superior no aspecto técnico a 99% das equipes do planeta.


Mas, voltando à noite de ontem, com o coração boleiro entupido por pré-conceitos, deitei no colchonete da sala à espera de um legítimo ataque contra defesa que, fatalmente, na minha deturpada visão, resultaria na classificação santista: ora, era óbvio, meu caro leitor, a versão tupiniquim do onze do meu xará Di Matteo não conseguiria parar por duas vezes seguidas o Barcelona da Vila Belmiro.


Admito, raciocínio tosco e, acima de tudo manipulado que, no final dos 90 minutos mais os acréscimos,trouxe à tona a certeza de que, de fato, o Corinthians não é o Chelsea. Até porque o Santos de Muricy Ramalho está longe de ser o esquadrão antes orquestrado por Guardiola.


Sei que é arriscado tirar conclusões a respeito de um time por apenas uma peleja, mas se, realmente, é um onze sem craques no mais restrito significado do termo, o finalista brasileiro da Libertadores passa distante de merecer tratamento semelhante ao dispensado, por exemplo, à Grécia vencedora da Euro 2004. Aquela, sim, equipe sem brilho,  retranqueira e medíocre. E se discorda, só me explica como se pode chamar de retranqueira e medíocre uma equipe que possui dois bons meias, Danilo e Alex, e é capaz de protagonizar belas tramas como uma triangulação que por pouco não terminou no fundo das redes do adversário?


Já a respeito do Santos, me considero um tantinho mais apto a emitir opinião. Os frequentes aqui sabem, desde 2010, daquele time "maluco" de Dorival Júnior, de Neymar, Ganso, Robinho e André, o Peixe tornou-se uma espécie de segunda camisa. Justamente porque ainda vive em minha mente, desde 2010,  aquele time "maluco" de Dorival Júnior, de Neymar, Ganso, Robinho e André, que bem acostumou ao apaixonado por futebol a exibições de gala. Foram tantas vezes, confesso, que deixei até de assistir a partidas do próprio Fluminense para ver as peripécias dos discípulos de Pelé.


E foi aí que morou o problema: o tempo passou, o mundo mudou e o Santos deixou de ser aquele time "maluco" de Dorival Júnior, de Neymar, Ganso, Robinho e André. Passou a ser o time "certinho" de Muricy, adepto do "Muricybol", dependente da inspiração de Neymar e órfão da genialidade, que espero não ter sido instantânea, de Ganso. Metamorfose que não foi capaz de extinguir as comparações. Que conseguiram a façanha de sobreviver após a surra sofrida frente ao próprio Barça, em dezembro. Pelo menos é o que sugere a declaração de Neymar ao final do confronto: "Nem sempre a gente vai conseguir ganhar todos os campeonatos. É como o Barcelona, que saiu da Champions. Só um pode passar".


Ok, é essencial, para não parecer média ou hipocrisia, dizer que o estilo de futebol aplicado pelo Corinthians não é o dos meus sonhos. Não é. Previsível, em se tratando de um romântico dos gramados. No entanto, é preciso ter um cuidado imenso. Nem tudo que reluz é ouro. Atrás desses óculos também bate um coração.  Não esqueça, o Corinthians não é o Chelsea. Até porque o Santos está longe de ser o Barcelona.


Abraço!

 

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


Como se fosse burro.


Eu...

 

Ok, partamos do princípio UTÓPICO de que o cidadão brasileiro NORMAL possui dinheiro sobrando no orçamento familiar para ajudar seu clube a contratar um jogador. Sabe aquela  sobra de todo mês, o dinheirinho da cerveja, aquele que, depois de "N" MUITOS meses é revertido na compra da geladeira que a patroa sonha, do videogame que o bacuri te perturba para ter, ou daquela televisão de última geração que tornará o teu domingo futebolístico ainda melhor? Então, imagina, viaja na maionese aí, e finja que ela acontece sempre e tu, abastado, resolveste torrar uma parte para ajudar seu time do coração na aquisição do "craque" que te encherás de alegrias nas rodadas ao longo do ano.


Mas, antes de falarmos de craques, "craques", campeonatos e rodadas ao longo do ano, conversemos  um pouco sobre geladeiras, videogames, e aqueeela televisão, a de última geração, que tornará o teu domingo futebolístico ainda melhor. 


Bom, de geladeira não entendo nada. E como a patroa - sem trocadilhos infames, por favor - mora longe, acabei de pegar a dica com uma colega de trabalho: "Indica pra ela a Frost Free da Electrolux. Já a tenho  há dois anos e nunca tive problema". E a danadinha parece ser legal mesmo: tem um tal de "Drink Express" pra gelar a loira do guerreiro rapidão, painel eletrônico, um porta-latas removível pras latinhas do papai, e, o melhor, não precisa ser descongelada nunca, o que me pouparia em sofridos queixumes por parte da gloriosa Dona Encrenca.


Bem, de videogame saco um pouco. Melhor, sacava mais. Na época do Atari, do Phantom System, até o Super Nintendo. Mas, pelo que ouço a molecada comentar, andam na moda o X-Box 360 e o Playstation 3. Creio, por causa dos gráficos avançados e de outras mil e uma utilidades, entre elas a possibilidade de acesso a internet. Coisa de louco para quem, feito eu, é do século passado.


Falta a televisão. Que não chega a ser uma de minhas especialidades, porém assunto mais simples de arriscar palpites. Que tal uma Samsung Led, fininha, fininha, telona enorme, ligada à web?  Os gols do Messi e as pernas daquela atriz formosa ficarão do jeito que você pediu a Deus, hã?


E por falar no maior craque atualidade, voltemos aos "craques", campeonatos e rodadas ao longo ano para falar do que parece ser a nova moda entre os clubes do país: contar com o apoio financeiro do torcedor quando da contratação de reforços.


Foi assim que o Corinthians tentou repatriar Christian, o São Paulo, Nilmar, o Palmeiras tenta, agora, Wesley. É assim que qualquer outra agremiação apenas TENTARÁ e NADA conseguirá com ações de tal natureza.


Primeiro, porque não estamos em um mundo de Alice. No real, nosso mundo cão, o cidadão brasileiro NORMAL mal consegue satisfazer suas nececessidades básicas, que dirá destinar uma parcela de sua verba com gastos com um time de futebol.


Segundo, porque mesmo aqueles mais fanáticos, dispostos a sacrifícios por suas paixões, dificilmente apostariam seu suado dim-dim em jogadores não muito além de medianos. Feito ninguém investe em uma geladeira, um carro, uma televisão, um videogame, ou qualquer produto de qualidade duvidosa ou de preço acima do justo.


Há uma condição essencial para a elaboração de uma boa estratégia de marketing: é preciso conhecer a fundo o cliente, para que se possa impressioná-lo, conquistá-lo, usando o termo da moda, encantá-lo.


Sinceramente, enquanto torcedor, isso deveras me preocupa. Porque, em meio a iniciativas estapafúrdias destas, chego a conclusão que o pessoal do marketing dos clubes não me conhece ou não têm uma boa imagem a meu respeito. Quer saber? No final das contas, acho que eles me acham meio burro. Pois como se fosse burro é que me tratam...


Abraço!

 

 


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