A prisão do goleiro Bruno precisa ser encarada como muito mais do que a possível solução de um crime.
Em última instância, a derrocada do arqueiro representa o ápice da podridão que ronda os bastidores do futebol brasileiro, onde indisciplinas, atos de irresponsabilidade, farras e bebedeiras se tornaram presenças frequentes nos noticiários.
É fato que os atletas da bola tupiniquins, em boa quantidade, não possuem maturidade suficiente para lidar com a fama e as facilidades advindas do dinheiro. em demasia. Deslumbrados e mal-orientados afundam suas carreiras com a mesma rapidez que as constroem.
Até aqui, nenhuma novidade.
O problema é como os clubes lidam com a capacidade imensa de seus ídolos em fazer besteira. É a mesma história do pai que flagra seu filho usando drogas e acha que é apenas coisa passageira, típica de adolescente. Anos depois, quando o "garotão" vira um traficante de primeira, aí o cara fica imaginando onde errou.
Claro que o Flamengo não tem culpa pela imbecilidade do seu funcionário. Não cabe à instituição designar uma babá para tomar conta de um marmanjo o dia inteiro. No entanto, passou da hora dos clubes exigirem profissionalismo de quem recebe salários.
Experimente chegar bêbado a seu trabalho, pense em ser filmado em companhias suspeitas ou ouse faltar ao expediente para ir à praia para ver o que acontece. "É pancada na certa!", diz um amigo de labuta.
Não abafem escândalos, cortem integralmente os salários, apliquem demissões por justa-causa e observem se esses "cabras safados" não tomam jeito.
É conveniente repetir. Ninguém é responsável pela estupidez de quem é maior de idade e vacinado. Só que, querendo ou não, os jogadores fazem parte do patrimônio do clube e, como tal, necessitam de cuidados para que não haja prejuízo, seja financeiro ou na imagem da agremiação.
Hoje é dia de tristeza para o futebol brasileiro. Não bastasse a crise técnica, enfrentamos agora uma completa inversão de valores fora dos gramados. Que não encaremos o caso Bruno como ato isolado. Infelizmente, ele é o retrato, em 10 megapixels, de um universo de glória e fortuna, mas que precisa de uma faxina moral urgente.
Abraços!
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Em entrevista ao site globoesporte.com, Bruno, goleiro titular do Flamengo admitiu a possibilidade de tirar passaporte português e, devido à falta de chances na seleção brasileira e ao sonho de disputar uma Copa do Mundo, tentar uma vaga na seleção Lusa.
Como sabemos, Bruno não seria o primeiro brasileiro a defender uma seleção estrangeira - Deco, Kurany, Roger Guerreiro, Eduardo da Silva, além de outros - atuam (ou atuaram) em seleções estrangeiras.
Apesar de possível, o sonho de Bruno parece muito distante, pois para ter alguma chance na seleção portuguesa, o goleiro precisa ser visto em ação pelo técnico Carlos Queiroz (será que ele vê algum jogo do Campeonato Brasileiro?) e de preferência em um clube de expressão na Europa.
Outra pergunta que cabe para tal situação é a seguinte: analisando tecnicamente, Bruno teria uma vaga no time de Portugal? Embora tome muitos gols "bobos", ainda vejo o guarda-metas rubro-negro em um patamar acima de Ricardo e Quim, os dois principais goleiros lusos.
E vocês o que acham? É válido o sonho de Bruno em jogar na seleção portuguesa? E será que ele teria vaga no time? Abração!
Com o término da temporada, as atenções na Fórmula 1 estão voltadas para os bastidores, principalmente o mercado de pilotos.
Entre as modificações para o ano que vem, temos a provável saída de Rubens Barrichello da Honda e conseqüentemente da categoria - Ainda mais, após os bons testes realizados por Bruno Senna (assunto de post futuro).
No meu entender, Rubens Barrichello não é inferior tecnicamente a Felipe Massa, porém fez escolhas erradas durante a carreira, entre elas se curvar às chicotadas da Ferrari e também correr na mesma equipe do melhor piloto (disparado!!!!) que a Fórmula 1 viu após a era Ayrton Senna, durante muito tempo.
Mas o motivo desse post são as recentes declarações de Rubens a respeito dos seus anos na Ferrari, em especial sobre o episódio ocorrido no GP da Áustria em 2002, quando foi "obrigado" a abrir passagem para Shumacher na volta derradeira. Não vou entrar no mérito da questão, até porque, o fato já foi amplamente debatido, porém não acho saudável o Barrica retornar a esse assunto. Primeiro, porque o tempo não voltará e depois porque fica parecendo choro de perdedor, coisa que Rubens não é, apesar de nunca ter sido campeão do mundo.
Sem dúvida, o apagar das luzes é difícil, sobretudo quando ainda há gasolina para queimar. Acho que Barrichello ainda tem de sobra e que deveria partir para outros ares - a Indy seria uma ótima - pelo bem dele, do automobilismo e dos nossos ouvidos. Abraço!
