
As gozações fazem parte do futebol...
"Proibiram" o ponta-direita.
"Proibiram" o ponta-esquerda.
"Proibiram" o camisa 10.
"Proibiram" os ídolos.
"Proibiram" os dribles.
Proibiram os foguetes.
Proibiram os pavilhões.
"Proibiram" o Maracanã.
Proibiram a cerveja.
"Proibiram" andar com a camisa do time na rua.
Proibiram xingar o juiz.
"Proibiram" gostar da Seleção.
"Proibiram" o futebol-arte.
"Proibiram" levar a família ao estádio.
Os mais cautelosos, "proibiram" ir ao estádio!
Agora, proibiram o mosaico santista "Tri da Libertadores" e a bandeira corinthiana " Eterno 7 X 1" no jogaço de logo mais entre as duas equipes.
No futebol brasileiro atual, só falta proibirem, sem aspas mesmo, os gols...
Abraço!
MSN:volgin_225@hotmail.com Twitter: @blog_do_rj
A fórmula de "pontos corridos" é aquela em que não há decisão. Melhor dizendo, a fórmula de "pontos corridos" é aquela onde há várias decisões. A cada rodada e em cada partida os mesmos três pontos são colocados em disputa, todos eles FUNDAMENTAIS de igual maneira para a consagração do campeão ao término do certame.
Adotado no Brasileirão desde 2003, quando o Cuzeiro sagrou-se vencedor de forma impecável, o sistema chegou a sua maturidade no país ano passado, graças a uma disputa de tirar o fôlego na reta final, que terminou em festa para o Corinthians. A corrida disputada palmo a palmo, cabeça a cabeça, entre o Timão e o Vasco parecia configurar o "cala-boca" definitivo para os saudosos amantes do velho "mata-mata".
Sensação, é importante dizer, construída ao longo do tempo com participações especiais de outros ilustres protagonistas: o Flamengo e o Fluminense, ambos em 2009, por exemplo, com suas arrancadas sensacionais, embora para objetivos bem distintos, ajudaram a reforçar a tese de que os pentacampeões do mundo poderiam, sim, se adaptar ao modo europeu de disputa dos campeonatos nacionais. Certeza tal que, confesso, já não nutro mais e tento explicar o porquê nas linhas abaixo aproveitando o explicado nas linhas acima.
A fórmula de "pontos corridos" é aquela em que não há decisão. Melhor dizendo, a fórmula de "pontos corridos" é aquela onde há várias decisões. A cada rodada e em cada partida e em cada minuto os mesmos três pontos são colocados em disputa, todos eles FUNDAMENTAIS de igual maneira para a consagração do campeão ao término do certame. Sendo assim, não seria absurdo imaginar que a cada rodada e em cada partida presenciássemos os estádios lotados em todo país. Cenas, infelizmente, incomuns por conta de inúmeros fatores, entre eles o fato de as próprias agremiações ATENTAREM contra si próprias e os torneios dos quais participam.
Pensa bem, de 2003 para cá, quantas vezes você acompanhou um início de Brasileirão chato, sem graça, recheado de times reservas e "atletas pensando na Libertadores ou na Copa do Brasil"?
Um montão, não é mesmo? Sim, porque a sensação é de que apenas metade do campeonato - e olha lá - é jogado "à vera", sem a influência de competições paralelas , da mania de poupar atletas sem necessidade, das convocações da Seleção ou mesmo do relaxamento que costuma tomar conta das equipes que obtêm relativo sucesso no primeiro semestre.
Práticas que contrariam o discurso "moderninho" dos dirigentes, que têm no marketing o termo da moda. Mas que marketing é esse que não fideliza o torcedor e faz de tudo para que ele não vá ao estádio? Ou será que marketing para eles é depender das cotas de TV que os deixam na mão de uma certa emissora de TV?
Prejuízo financeiro que associado a qualidade duvidosa das pelejas das quatro primeiras rodadas me estimula a perguntá-lo: será que nós entendemos, de verdade, a fórmula dos "pontos corridos"?
Pois há horas que a tornamos mais complicada que a Teoria da Relatividade...
Abraço!
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No momento em que começo essas linhas, assisto a mais uma goleada do Barcelona. Aquele Barcelona que Andrés Sanchez definiu como "balela". Mas se o Barcelona é balela, parceiro, não consigo encontrar palavra suficientemente pejorativa para definir o estágio atual do futebol brasileiro.
Depois de uma semana afastado a fim de curtir o feriado, retomo a velha rotina. Chego em casa cansado, atiro a mochila pro lado, abro os principais sites de esportes para voltar a exercitar o gosto pelo teclado.
Pois, logo de cara, me vejo a ficar estupefado, graças à súmula do Flamengo X Vasco e o absurdo dos cartões vermelhos apagados.
Mesmo assim, sou insistente. Sigo em frente. Não há motivo para ficar desesperado. Daqui a algumas linhas, penso, o panorama terá melhorado.
Certeza que já não nutro com tanta intensidade ao ver Neymar na Câmara dos Deputados, casa daqueles..., a essa altura as retiscências o amigo leitor deve haver completado. Alívio, o menino estava lá para ser homenageado.
"Ufa" imediato, não prolongado. Porque aparece Jóbson novamente enrolado. Por outro ato indisciplinado, o botafoguense acabou, pra variar, multado.
Apenado, feito o Barbalha, time da segunda divisão cearense, que foi a campo sem um mísero jogador regularizado. E que, por isso, tende a ser duramente castigado.
Do jeito que foi Emerson "Sheik", pelos agentes da "Lei Seca" parado, por não fazer o teste do bafômetro ao ser solicitado.
Ora raios, agora, confesso, estou desesperançado.
Pra piorar, os funcionários que trabalham na construção da Arena das Dunas, um dos tantos elefantes brancos bem pesados, afirmam os próprios, estão sendo mal remunerados, deixando o serviço estacionado. E depois o Sr. ministro encontra coragem pra dizer que os cronogramas estão pouco atrasados.
Bom, no momento em que termino essas linhas, revejo os gols de mais uma goleada do Barcelona. Aquele Barcelona que Andrés Sanchez definiu como "balela". Mas se o Barcelona é balela, parceiro, fico com o depoimento de Wágner Love pra definir o futebol brasileiro, no que, pasmem, li de mais leve nesse tempo inteiro: "rola suruba entre os jogadores. Se tiver seis homens, vamos dizer que vai ter umas oito mulheres".
É, por aqui, o esporte que adoramos virou um imenso puteiro.
Abraço!
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