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quinta-feira, 7 de julho de 2011


Futebol é todos por um. Não um por todos.


 

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Zico fez História no Flamengo. E teve ao seu lado Júnior, Leandro, Edinho e Mozer. Todos craques.


Pelé foi o maior jogador de todos os tempos no Santos e na Seleção. E teve ao seu lado feras do calibre de Tostão, Jairzinho, Coutinho e Pepe. Todos craques.


Romário foi ídolo no Barcelona por seus inúmeros gols e jogadas maravilhosas. E teve ao seu lado parceiros de luxo tais quais o búlgaro Stoichkov, o holandês Ronald Koeman e o dinamarquês Michael Laudrup. Todos craques.


Em 2007, Kaká foi a luz brilhante do Milan, campeão mundial em cima do Boca Juniors. E teve ao seu lado Maldini, Seedorf e Pirlo, figurinhas que dispensam apresentações.


Franz Beckembauer foi o Kaiser da conquista alemã na Copa de 1974. E teve aoo seu lado um certo goleiro chamado Maier, um cara que chutava forte ,de nome Breitner ,e um meia de categoria que atendia por Overäth. Sem contar um artilheiro "fraco" ,de sobrenome Müller.


Edmundo foi disparado o melhor do Brasileirão 97, no merecido título do Vasco da Gama. E teve ao seu lado gente muito boa, que nem Felipe, Pedrinho, Juninho Pernambucano, Mauro Galvão e Evair.


Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor do Planeta em 2008, ainda no Manchester United. E formava uma linha de frente, no mínimo, interessante com Giggs e Wayne Rooney. Ambos, companhia de altíssima estirpe.


Maradona é Deus para os torcedores do Nápoli. E, muitos se esquecem, teve ao seu lado dois de nossos compatriotas, Careca e Alemão, em fase esplendorosa.


Neymar foi uma das maiores revelações do futebol mundial ano passado. Mas, talvez não tivesse explodido se não tivesse ao seu lado o amigo Paulo Henrique Ganso. E vice-versa. Isso, sendo obrigatória também a lembrança dos carregadores de piano, ótimos operários tais como Arouca e Wesley.


Messi, por duas temporadas seguidas, com toda justiça, foi alçado à condição de número 1 dos gramados. E teve ao seu lado, sempre, os números 2 e 3, Xavi e Iniesta. Fora a orquestra, cuidadosamente afinada após várias épocas juntos.


Porque o conjunto também é importante. E em alguns casos, inclusive, se sobressai ao craque. Vide a Itália que eliminou um Brasil de sonhos, em 1982.


Claro, o craque faz muita diferença. Em algumas ocasiões, não muitas, pode até levar seu time nas costas. Mas, é estatístico: o craques só foram craques graças a outros craques. Ou porque estavam em equipes onde a harmonia era tão intensa que foi capaz de transformar jogadores comuns em craques.


Pois o futebol é assim, todos por um, não um por todos.


Boa quinta e um abraço!

 

Argentina 0 X Colômbia 0


Argentina: Sergio Romero - Pablo Zabaleta, Nicolás Burdisso, Gabriel Milito, Javier Zanetti - Ever Banega (Gonzalo Higuaín, 72), Javier Mascherano, Esteban Cambiasso (Fernando Gago, 61) - Ezequiel Lavezzi (Sergio Agüero, 61), Lionel Messi e Carlos Tevez. DT: Sergio Batista.

Colômbia: Luis Martínez - Camilo Zúñiga, Amaranto Perea, Mario Yepes, Pablo Armero - Carlos Sánchez, Freddy Guarín, Abel Aguilar, Dayro Moreno (Aquivaldo Mosquera, 90+1) - Adrián Ramos (Elkin Soto, 89) - Radamel Falcao García (Teófilo Gutiérrez, 88). DT: Hernán Darío Gómez.

 

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quarta-feira, 22 de junho de 2011


Será mesmo, hermanos?


Reprodução de página do site do diário Olé.

 

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Não poderia ser diferente, o vídeo é destaque na capa do site do diário esportivo argentino Olé.  Porque hoje faz  25 anos exatos do antológico gol de Diego Maradona contra a Inglaterra, na Copa de 86. E não o marcado com "A Mão de Deus", mas o  fruto de uma arrancada estupenda, ainda do campo de defesa, que só foi parar nas redes do goleirão Peter Shilton. E a empolgação hermana com a data é tão grande, que o Olé sugere a transformação do dia 22 de junho em feriado, para a devida comemoração do gol, para eles,  "más increíble de la Historia".  Mas e aí, será realmente o golaço de Diego Armando Maradona o mais bonito da História do futebol ou até mesmo das Copas do Mundo? 


Bom, a fim de prestar uma singela homenagem ao dia tão marcante para nossos maiores rivais futebolísticos, o Blog do RJ relaciona, além do protagonista, outros dois tentos inesquecíveis anotados em Mundiais e pergunta: qual deles é, de fato, o mais fantástico? Tem razão de ser a euforia argentina? Ah, se eu esquecer de algum, fiquem à vontade para lembrar...


Abraço e bom feriado!


- Maradona - Argentina 2 X Inglaterra 1 - Copa de 86.

 

 

- Saeed Al Owairan - Arábia Saudita 1 X 0 Bélgica - Copa de 94.


 

- Pelé - Brasil 5 X Suécia 2 - Copa de 58.

 


 

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


Messi Yoda.


 

Que a Força esteja com vocês...

 

A série "Guerra nas Estrelas" dispensa maiores apresentações. Um dos maiores sucessos da História do Cinema, a saga penetra fundo no velho conflito Bem X Mal. Repleta de personagens marcantes, nos convida a passear por um universo fictício, mas que proporciona emoções e lições pertinentes ao mundo real e, pasmem, ao mundo do futebol.


Para quem não conhece, a obra-prima de George Lucas tem no pequenino Mestre Yoda um de seus protagonistas mais significativos. Deixado em segundo plano nos três primeiros episódios, gravados nas décadas de 70 e 80, o sereno Jedi demonstra toda a sua sabedoria e habilidade com os famosos sabres de luz, nos recentes capítulos I, II e III. É clássica a cena de "O Império Contra-Ataca" onde o heroi Luke Skywalker, ao se defrontar com uma esquisita e, aparentemente, inofensiva criaturinha verde, nem imagina estar diante daquele que completará seu treinamento.


Mas, a essa altura, quem lê o texto, além de tachar o blogueiro de "nerd", deve se perguntar o que um mero filme tem a ver com o esporte mais popular do mundo. Pois bem, eu explico.


Para merecer destaque hoje em dia, não basta a um jogador de futebol saber fazer o que dele mais se espera: jogar bola. Além de habilidade e um bom preparo físico, esse último nem sempre, é preciso ter estilo, esbanjar "personalidade", tornar-se um produto vendável.

 


É assim, por exemplo, que o cabelo moicano do jovem Neymar inspira o visual de guris espalhados por todo o Brasil.  Ou que o topete do português Cristiano Ronaldo tira o fôlego da mulherada dos cinco continentes. Foi assim que David Beckham, não um pereba, mas longe de ser craque, transformou-se em um dos atletas mais bem sucedidos de sua geração.


No entanto, no chamado "futebol moderno" não é apenas o visual que conta. É importante ter "raça". Habilidade na hora de conceder entrevistas. Uma declaração "bombástica"? Ah,  sempre cai bem. Via Twitter? Melhor ainda.


Dá Ibope reclamar do treinador. Mostra personalidade. É bacana "cobrar" publicamente o companheiro de equipe. Sinônimo de liderança. Poxa, é lindo fazer promessas absurdas à torcida, beijar a camisa. Demonstra comprometimento. Cantar a musiquinha da organizada? Vai fundo, traz o status de ídolo. Um carrinho desleal no adversário? Vale a pena, faz parte do batismo do "guerreiro".


Mas, infelizmente, existe um anormal espalhando o terror nos gramados por aí. Um nanico, o Yoda da bola, um caneludo chamado Lionel Messi. Porque esse cara franzino, que não é verde, mas esquisito à beça, com essa aparência de "Zé Ninguém", seria o último a ser escolhido caso aparecesse lá na pelada do fim de semana em Morro Azul. E olha só o absurdo, além da feiúra, esse perna-de-pau, melhor do mundo disparado, possui outros defeitos gravíssimos.


Vive sendo trocado de posição por seu treinador. Joga de meia, centroavante e até ajuda na marcação. Não dá um pio, só cumpre o comandante lhe pede. Dos companheiros pouco fala. Quando o faz é para, praticamente, se desculpar por levar um prêmio que, segundo ele, não merecia. E não acabou. Porque sempre ao ser questionado sobre a tola competição, criada por torcedores e mídia, entre ele e Cristiano Ronaldo, a primeira coisa que faz é minimizar a situação e valorizar o talento do rival. E, acredite se puder, nem Twitter o rapaz possui, é mole? E pensar que  somos obrigados a aturar por aqui birrinha de gente que faz uma temporada direitinha e já se acha maior que tudo e todos.


Fosse eu presidente de um clube, gastaria uma fortuna para ver Messi ministrar palestras em minhas divisões de base. Tal qual Yoda para os novos Jedi, o hermano seria aquele a trazer o equilíbrio às novas gerações. O mestre a ensinar que o maior segredo para o sucesso de um boleiro pode não estar nos seus pés, no cabelo, ou em seu rosto, mas, sim, em seu cérebro. Órgão que parece não funcionar bem em muito camarada que corre nos gramados do Brasil...


Uma boa noite e um abraço!

 

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