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domingo, 27 de fevereiro de 2011


Chegou a conta da Copa do Mundo de 2014.


 

 

Parabéns, Flamengo...

 

A Copa de 2014 pode até trazer alguns benefícios para o Brasil. Aeroportos serão modernizados, a segurança pública receberá investimentos e a infraestrutura de comunicações tende a sofrer um upgrade. Muito embora, a essa altura, já pense que o máximo que ocorrerá será o ruim e velho "jeitinho brasileiro" - Passa-se uma maquiagem nos problemas e vamos que vamos.


No entanto, pensemos positivo. Imaginemos que realmente o Mundial deixará seu legado. Que algumas de nossas mazelas serão solucionadas. Que, em determinados aspectos, o país começará a entrar nos eixos. Mesmo assim, com meia-dúzia de benéfices, os frutos do esperado evento compensarão o absurdo volume de dinheiro público depositado em sua realização?


Foi divulgado, nesse domingo, pela "Folha de São Paulo". Nada menos que, cuidado para não enfartar, 98,5% do dinheiro da Copa será proveninente dos cofres do Governo, entenda-se do seu bolso. E tem mais, segundo "O Globo", o orçamento para a construção de estádios subiu incríveis 57,6%, em relação ao previsto ano passado. Literalmente, no fim das contas, você cidadão de bem contribuirá, um pouquinho, com sua Nação, mas continuará a sofrer com conhecidas intempéries que assolam há muito a Pátria, mãe nem sempre gentil.


Porque, parceiro, ninguém me convence que a Copa do Mundo revolucionará, por exemplo, a educação. Daqui a três anos, tenho certeza, continuaremos com escolas públicas de nível pífio. E pior, não apenas a educação, enquanto escolaridade, persistirá lamentável. A palavra, em seu sentido maior, continuará denegrida. Aqui no Lance Activo mesmo, ainda existirão aos montes aqueles "engraçadinhos" que não respeitam a opinião alheia, que não sabem expressar suas opiniões, ou a falta dela, sem proferir palavrões em demasia.


E a saúde? Será que toda essa bolada transformará nossos hospitais não em ilhas de excelência, mas, pelo menos, em ambientes mais parecidos com hospitais e não com açougues?


E a Infraestrutura das cidades? Em pouco mais de mil dias serão reconstruídas de modo a evitar que ocorram alagamentos como houve em São Paulo agora à tarde?


E no próprio futebol, será a Copa o agente modificador da baderna generalizada que domina o esporte mais popular em terras tupiniquins?


Por esses dias, acompanhei em vários blogs de jornalistas conceitados um elevado temor a respeito das péssimas condições de nossos aeroportos. "Vamos passar vergonha", foi frase unânime. Ora, meus amigos, como assim "vamos passar vergonha"? Vergonha, há muito passamos. Aliás, vergonha passamos desde o dia em que algum iluminado lançou a candidatura brasileira a Copa. Porque, dá licença, um país não se faz com aviões, mas com respeito às pessoas. Respeito que, infelizmente, anda raro por aqui...


E aí, tá disposto a pagar a conta?


Boa noite e um abraço!


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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011


Prato do dia: Muricy à moda tricolor.


 

Refrigerante pra acompanhar?

 

Muricy tem cometido seus erros. E em bom número, por sinal. Aliás, como o fazem TODOS os técnicos de futebol. Outro dia mesmo, um tal de Pep Guardiola substituiu um atacante por um volante e viu seu time complicar um jogo, àquela altura, tranquilo. Mas nem por isso foi crucificado por sua torcida.


Como dizem na gíria, se liga tricolor, você pode estar sendo induzido a participar do silencioso processo de fritura de um profissional que era a maior esperança de novos tempos no que se refere à estrutura do clube das Laranjeiras.


Porque o "Muriçoca" não foi contratado pra ser apenas um treinador. Com seu conhecimento dos bastidores e imenso comprometimento, o quatro vezes campeão brasileiro, unido à nova diretoria, seria o agente modificador de uma realidade enganadora, onde um time de aluguel, bancado e dominado pelo patrocinador, escondia as muitas e terríveis mazelas de uma instituição endividada e retrógrada.


No entanto, ao que parece, Muricy foi iludido, passado pra trás. Diga-se de passagem, atitude inversa a que teve, quando, mesmo com prejuízo de suas pretensões de carreira, em nome da palavra, disse "não" ao convite para dirigir a Seleção Brasileira.


Mas, diz a "poesia", o povo tem memória curta. Uma eliminação em um Estadual e dois empates na ridícula obsessão Libertadores já foram mais que suficientes para gerarem as contestações nas arquibancadas e, tudo indica, boicotes por parte de jogadores e membros da comissão técnica.


Ora, seu Digão, que palhaçada é essa? Como é que você, em um momento crítico, me concede uma entrevista dizendo "estar perdido em campo contra o Nacional?" Ora, Doutor presidente, o senhor, cujo primeiro ato digno de nota, infelizmente, foi aliar-se aos submissos ao Plim-Plim, já se esqueceu da promessa de construção do sonhado Centro de Treinamento? Ora, massa tricolor, será que vale mesmo a pena jogar às feras um, na acepção da palavra, trabalhor, que, em poucos meses, rendeu uma conquista de expressão e pode, com paciência, recolocar o clube no rol daqueles que sempre disputam as primeiras colocações em todos os torneio?


Repito. Muricy tem seus defeitos. Convicções futebolísticas por vezes questionáveis e um mau-humor que deve mesmo irritar. Mas, não sei vocês, prefiro ver jogadores "magoadinhos" que nem mocinhas - uma vergonha - a perder a chance de ser grande de verdade. Porque o dia em que o plano de saúde abandonar seu rentável cliente, o Reino do Laranjal ficará pior que a Líbia. Chega de Flunimed...


Boa sexta e um abraço! E que Muricy consiga cumprir todo seu contrato...

 

 

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


O Fluminense no passinho do caranguejo.


 

Agora um pouco mais calmo...

 

Claro que agora é fácil reclamar. Porque quando foram anunciadas, as contratações de Diego Cavalieri, Araújo e Souza foram bastante comemoradas. Era quase unanimidade que os recém-chegados, agregados à base campeã brasileira, transformariam o Fluminense em um time ainda mais forte que o do ano passado. No entanto, sem perceber, nós, clube e torcedores, caímos em uma velha armadilha.


Não fui eu que percebi o fato. E gostaria de lembrar quem fez a corretíssima observação ontem, via Twitter, durante o jogo contra o Nacional-URU. De qualquer maneira, ficam os créditos e a dedicatória do texto a esse anônimo(a) apaixonado(a) tricolor. Que ele(a) me perdoe pelo lapso de memória. Então, veja se você concorda com "nossa" tese.


Lá em meados de 2009, o Flu penava para conseguir vitórias. Com um time formado por medalhões em péssima forma - Ruy, Paulo César, Luiz Alberto e Roni, por exemplo -, enxertado por valores de qualidade duvidosa - entre eles, Fábio Neves e Adeílson-, o rebaixamento era questão de tempo. Triste destino que só não se concretizou graças à ousadia de Cuca, que, sem dó, barrou a "velha guarda" e apostou em meninos como Dalton, Digão, Maicon, Alan e, em algumas oportunidades, Dieguinho.


Lógico, o Time de Guerreiros estava longe de ser o Barcelona. Para a temporada seguinte, onde os objetivos tinham de ser maiores que a fuga da degola, aquele grupo precisava de reforços. E foi aí que, imperceptivelmente, começou o drama que vivemos agora. Sim, vieram nomes que acrescentaram. O lateral Carlinhos, em que pese a má fase atual, e o proprio Leandro Euzébio, tiveram seu grau de importância na conquista do título brasileiro. Entretanto, se em contrapartida ganhamos os "presentes" de grego, melhor, de inglês, Deco e Belletti, perdemos quase TODOS os jovens surgidos na heroica epopeia. O único sobrevivente, Digão, ainda pena para conseguir uma vaga no onze titular.


E para 2011, a História se repetiu. Pois, apesar do título, o Fluminense cismava em apresentar suas debilidades. E com a Libertadores como sonho principal, se fazia necessário um elenco forte, que suportasse maratona do acúmulo de competições. E o Tricolor foi às compras. Digo, o patrocinador foi às compras. E aí um adendo, parcela de responsabilidade a ser dividida com Muricy Ramalho que, creio, avalizou as contratações realizadas. Contratações que aparentavam priorizar o Marketing, erro recorrente nas Laranjeiras desde que o investidor passou a ter ingerência nos destinos do clube.


Não, não é que os recém-chegados sejam ruins de bola. Pelo contrário, todos eles já proporcionaram grandes momentos aos clubes que defenderam. Porém, fica explícito, não eram soluções para uma equipe que começaria o ano na batalha da Libertadores. Porque Araújo estava escondido no Qatar. Ou alguém da comissão técnica achou que o cara voltaria a um futebol competitivo, depois de anos, no mesmo ritmo? Porque Diego Cavalieri passou os últimos verões sentado em um banco de reservas ou falhando, nas poucas vezes em que entrava. Mas será que ninguém poderia dimensionar o prejuízo de tanto tempo na suplência? E Souza, que não deveria ser à toa, não se firmava no Grêmio, era mesmo o tão esperado segundo maestro? Isso sem contar Edinho, "brucutulescência" adora por Muricy e que rendeu a perda de dois atacantes promissores.


É fato, não adianta chorar pelo leite derramado. Até porque, também temos culpa no cartório. Não podemos ver um ou dois medalhões dando sopa no mercado, que logo ficamos ouriçados. Então, que tenhamos paciência. E muita. Porque esse time, parceiro, tende a demorar um pouquinho pra dar liga. A não ser que, não sei de onde, apareçam novos "guerreirinhos" nos caminhos do laranjal, porque, infelizmente, Xerém, a fábrica, não passa de uma barriga de aluguel.


Boa quinta e aquele abraço!

 

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