quinta-feira, 18 de abril de 2013


Neymar está sendo vencido pelo cansaço


Por Kaio Esteves

 

A fase do Santos não é das boas nesta temporada. O clube da baixada vem tendo um 2013 monótono, sem novidade e sem a mesma visibilidade das últimas temporadas, quando sagrou-se campeão paulista, da Copa do Brasil e da Libertadores da América.


O alvinegro praiano, atualmente, não conseguiu mais do que um empate contra o Flamengo do Piauí, em Teresina, pela Copa do Brasil e não vem empolgando pelas atuações no Campeonato Paulista. A dependência do elenco por Neymar parece estar cansando até mesmo o atleta.


Os palpites intermináveis da imprensa sobre o destino de Neymar não param há muito tempo. 2012 foi um verdadeiro circo de chutes e "furos" sobre o destino do atacante. Mas, pelo andar da carruagem, muitos deles acertaram, mesmo não passando de um mero palpite. Barcelona deve ser o destino do craque.


A imprensa européia noticiou, hoje, que André Cury e Marquinhos Malaquias, empresários que fazem parte do staff de Neymar, desembarcaram em Barcelona, na Espanha, para acertar com o clube catalão os últimos detalhes de sua transferência.


Segundo o diário catalão Sport, André Cury - velho conhecido do presidente Sandro Rosell - é um dos homens de confiança do pai de Neymar e estaria com o acordo engatilhado. Cury também foi responsável pela intervenção nas transações do zagueiro Henrique (hoje no Palmeiras) e do atacante Keirrison (hoje no Coritiba) para Barcelona.


A notícia ganha mais força ainda pela informação do portal UOL, no início do mês, que revelou que o pai de Neymar negou uma renovação de contrato com o atleta até 2016, tentada pelo vice-presidente Odílio Rodrigues. Inclusive, o Barcelona já teria repassado 10 milhões de euros adiantados ao Santos pela garantia de transferência do atacante.


Ruim para alguns, bom para outros, mas a verdade é que Neymar está sendo vencido pelo cansaço de ter que levar uma instituição inteira nas costas, ou melhor, nas pontas das chuteiras.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012


Empolgante, mas só no fim


 

Por Kaio Esteves (@kaioesteves)

 

O proletário brasileiro que sentou no sofá de casa para acompanhar a decisão do Superclássico das Américas entre Argentina e Brasil, na noite de ontem, não imaginaria que o duelo pudesse ter sido tão emocionante quanto foi se julgasse o confronto até o minuto 35 do segundo tempo. Antes disso, o jogo parecia mais apagado do que o jogo adiado por falta de luz na casa dos Hermanos.

 

A representatividade do título não valia nada, mas a rivalidade, sempre diferente, que cerca qualquer duelo entre brasileiros e argentinos foi o que fez com que meia América Latina acompanhasse a partida. Para apimentar ainda mais a partida, a Bambonera, estádio do Boca Juniors, foi escolhida como palco. A seleção argentina não mandava um jogo no estádio desde 2002 e as circunstâncias estruturais do famoso caldeirão permitiu que o confronto fosse ainda mais disputado.

 

O JOGO
Em campo, um jogo não muito empolgante, mas também não morto, ao menos na primeira etapa. As seleções, representadas por jogadores que atuam somente no continente, iniciaram a partida com um ritmo acelerado, mas sem muita objetividade.

 

O reflexo econômico dos dois países era possível de ser interpretado pelas escalações. Na seleção argentina, representando o país que enfrenta crise econômica que parece inacabável, quatro jogadores dos onze titulares atuam no Brasil: Guiñazú (Inter), Montillo (Cruzeiro), Martínez (Corinthians) e Hernán Barcos (Palmeiras). Algo pouco visto nos elencos brasileiros há alguns anos atrás.

 

Já o Brasil vinha com um elenco bem dividido entre as equipes que se destacaram em 2012. Entre os titulares, três jogadores santistas (Durval, Arouca e Neymar), três do Fluminense (Diego Cavalieri, Thiago Neves e Fred) e três do Corinthians (Fábio Santos, Ralf e Paulinho) formavam a base do time de Mano Menezes.

 

O jogo seguiu lento e só teve agitação depois do primeiro gol, marcado por Scocco em um pênalti visto só pelo juiz. A falta feita em Martínez aconteceu fora da área. Um minuto depois, Fred apareceu para igualar, mesmo errando o chute e deixando o jogo em tom dramático para os argentinos. Era quase 40 minutos do segundo tempo e, como o resultado, o Brasil levava o "título", já que venceu a primeira partida em Goiás por 2 a 1.

 

Apesar do choque, a seleção argentina não se abateu e, em uma jogava de contra-ataque de Montillo, Scocco recebeu a bola livre e decretou a vitória dos hermanos, levando o jogo para os penais diretos.

 

PENALIDADES
Nos pênaltis, nervosismo e agitação por parte das duas equipes. Mesmo não se tratando de um título importante, vencer a Argentina para Mano Menezes traria um alívio para que o treinador pudesse trabalhar a seleção até o começo do ano que vem. E aconteceu. Cavalieri defendeu a cobrança de Martínez e, em seguida, Montillo mandou a bola na lua. Carlinhos foi o único a desperdiçar um pênalti para o Brasil e Thiago Neves, Jean, Fred e Neymar balançaram as redes e garantiram o bicampeonato.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012


Com apenas uma finalização perigosa, Santos é sufocado e perde para a Ponte Preta


 

Por Diego Fernandes

 


E o Santos voltou a oscilar dentro do Campeonato Brasileiro. Depois de uma sequência de três boas atuações, nas vitórias sobre o Botafogo e Vasco e no empate com o Atlético MG, o time dessa vez teve a sua principal arma, a velocidade no contra-ataque, abafada pela Ponte Preta, e praticamente não conseguiu jogar no Moisés Lucarelli.

 

Enfrentando a pressão de um estádio cheio pela promoção de ingressos feita pelo time da casa, o Santos foi acuado no 1º tempo, e teve muitas dificuldades pra marcar o ataque da Ponte. Mesmo atuando com um quarteto na primeira linha de marcação e outra linha de 3 jogadores de proteção a frente, o time se via na maioria das jogadas com 8 jogadores praticamente dentro da sua área, o que formava um buraco no meio, muito bem explorado pelos avançados jogadores da Ponte Preta.

 

Mesmo depois de voltar para o segundo tempo, já perdendo por 1 a 0, o Santos só foi finalizar pela primeira vez aos 26 minutos da etapa complementar, com uma cabeçada de André após cobrança de falta de Bernardo. Aliás, Muricy tentou mudar as peças no segundo tempo, colocou André pra segurar ao menos um jogador a mais da Ponte no campo de defesa, e Bernardo pra explorar as muitas faltas sofridas por Neymar.

 

Não deu tão certo quanto se esperava, embora os dois jogadores tenham criado essa chance citada no parágrafo anterior. O Santos continuou sendo sufocado e tendo seu meio-campo dominado pelo time da casa. Esteve muito mais próximo de levar mais gols do que de empatar. E Neymar pegou pouquíssimo na bola.

 

Esse resultado praticamente eliminou as chancesdo Santos de ainda sonhar com vaga na Libertadores. O fim de temporada tem tudo pra ser melancólico na Vila, isso se ela for liberada pro próximo jogo, contra o Náutico (e deve ser). 


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