Gritos em forma de texto. Paixão grafitada em futebol. Crônica para contar e se fazer viver. E uma boa dose de bola na rede


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sábado, 30 de julho de 2011


Ninguém para Neymar


 

O futebol é um espetáculo. O mundo da bola envolve-se ao seu redor. Gira, gira e gira. Sempre nascem novos talentos, novos craques.


Foi assim que Pelé, Zico, Ronaldo, Romário e Garrincha vieram dos fraldinhas da vida. Diante de tantas lutas, vieram as glórias. Os gols não surgiram por acaso, e sim por excesso de capacidade.




É sempre assim: toda hora é hora de crescer um menino com potencial. E, Neymar, já desequilibrava seus marcadores desde menino. Se é que hoje podemos o chamar de experiente.




Craque é craque, não tem jeito. Mas arrisco-me dizer que este garoto, que usa moicano, não pode ser chamado de craque ou bom jogador pelos torcedores santistas. Talvez seja cedo demais, a água ainda tenha que rolar muito nos palcos da vida, mas, para mim, Neymar é gênio para esta torcida. Na Seleção Brasileira ele não pode ser mais um. Tem de ser o cara. Será.




Diante de tantos fatos, o Flamengo foi a vitima mais recente.




Ronaldo Angelim está procurando o camisa 11 santista até agora. A experiência do marcador não resultou positivamente na tentativa de parar o craque. 




A impressão que fica é que ninguém é capaz de travar Neymar. Ou, simplesmente, sacar a bola de seus pés. Parecem que são um casal. Um amor de sempre até sempre, sem separação consensual. Ah, a redondinha gosta tanto dele que eu não me lembro de um desarme contra os rubro-negros.




Nem o time inteiro do Flamengo, se resolvesse marcar somente o garoto, conseguiria tirar a bola. Nem uma legião de flamenguistas, espalhados pelas esquinas do mundo, desarmariam o camisa 11 do Santos. Vale placa. Vale ouro. Vale choro.




Neymar prega o lema 'ousadia e alegria', que estampa sua chuteira. Digo de modo convicto que os torcedores santistas sempre ousam jogadas geniais e títulos com o menino em campo. É alegre ver o gênio desta nação nos gramados. Outro dom: o lema vale para o camisa 11 e torcida. 




Que juntem um exército dos falsos soldados do futebol, aqueles que batem até na sombra. Que chamem o mais clássicos dos marcadores. Tragam Gamarra de 1998, que passou a Copa do Mundo inteira daquele ano sem fazer uma falta. Façam ressurgir Beckenbauer. Juntem qualquer dupla, qualquer trio, ou vários quartetos. Ninguém para o futebol brasileiro. Ninguém segura Neymar.


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