Gritos em forma de texto. Paixão grafitada em futebol. Crônica para contar e se fazer viver. E uma boa dose de bola na rede


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terça-feira, 10 de julho de 2012


Brasil com sotaque de craque


Twitter: @guicimatti

 

 

Um menino chegou ao Botafogo. Desta vez mais rico, com mais fama. Com potencial menor e qualidade de mídia infinitamente superior.

 

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Se Seedorf não é a criança descendente de índios (Garrincha) que nasceu no berço da estrela solitária, o holandês pode sim ter muito que dar aos cariocas alvinegros.

 

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Nas linhas do livro de Ruy Castro, Seedorf mantém a esperança de ser ídolo do Fogão. Pena que o poeta Armando Nogueira não esteja mais aqui para ver.

 

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Poeta que viu de perto o anjo das pernas tortas. Aquele que driblou vários outros ótimos e péssimos desfibriladores do mundo da bola. Filho do Brasil, mais brasileiro que qualquer outro.

 

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Já Forlán chega ao Internacional como o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010.

 

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E o colorado pode acreditar que o atleta de 33 anos faça dos gaúchos um novo tipo de força maior dentro do país.

 

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Internacional que ainda sonha com a perna esquerda de Ganso. Começa o Brasileirão com o pé direito, pelo menos na contratação do Uruguaio.

 

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E, por fim, Loco Abreu no Figueirense.

 

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Se a noticia tivesse sido veiculada em meados do ano passado, todos diriam que é mentira. Todos queriam o senhor cavadinhas.

 

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Acredito que de lá para cá nada mudou.

 

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É, caro leitor, o Brasil está falando cada vez mais com sotaque.

 

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O meu medo é que perca a fala que marcou 1982 e 1970.

 

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Que venham muitos outros, mas que a canarinho continue revelando outros gênios.

 

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E isso só a voz do destino é que vai dizer.



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