Gritos em forma de texto. Paixão grafitada em futebol. Crônica para contar e se fazer viver. E uma boa dose de bola na rede


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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


Ganso e Montillo: quem é melhor?


Twitter: @guicimatti

E-mail: guilherme483@hotmail.com

 

O Santos não sente falta de Ganso; o São Paulo começa a desenhar um time com o camisa 10.


Montillo escreve direitinho a sua história na escola santista de revelar meias e craques. O argentino não pode ser considerado um novato. É um craque. Um jogador feito de feitos já conhecidos pelo mineiro Cruzeiro.


Ganso dispensa comentários.


O tricolor tem um time, pelo que parece no ensaio, mais ensaiado; o Santos conta com Neymar. Paulo Henrique já não tem a parceria de ousadia e alegria.


Os dois são de passes.


Os dois são dignos de não se compararem. 


Goleada para os dois paulistas.



Ouça o meu texto sobre a tragédia de Santa Maria, com a narração do jornalista e locutor César Willian, da Rádio São Caetano. Rádio que sou colunista, de hora em hora, com o quadro "Drible de Voz".


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quarta-feira, 21 de novembro de 2012


Corinthians para os corintianos


 

Meu avô Angel Heredia, corintiano, não ligaria para a troca de treinadores do Chelsea, quase que na véspera do Mundial de clubes. Provavelmente ele nem saberia dizer quem é Roberto Di Matteo, italiano e antigo comandante do time inglês. Talvez soubesse do também espanhol, seu conterrâneo, Rafa Benitez, novo técnico deles. Pouco se importaria.


Deve ter visto o Barcelona massacrar e parar em uma retranca de pouca bola, na Liga dos Campeões da Europa dele.


Ele certamente só iria querer saber de Corinthians, porque o Corinthians, para o corintiano, é tudo. São todos. Sempre será dele. Assim como a própria Espanha e a fúria adormecida brasileira no futebol. Ele torcia pelos dois. Talvez mais pelo timão.


Como todos os grandes homens, um dos meus símbolos nunca se preocupou mais com os dos outros que os dele. Até quando o Palmeiras não era de um dos dele, ele torceu por mim. Ficava verdadeiramente bravo quando o meu Verdão perdia.


Mesmo no final da vida, ele esperava a final que chegaria. Seja ela a que fosse. Fraquinho, viu o Corinthians dele ganhar do Internacional, que eu fiz um dos meus, em 2005. Sabia a escalação inteira dos paulistas. Dos gaúchos, não queria saber nada. Não precisou. Era forte, embora fisicamente debilitado. Sempre foi uma rocha.


Aquele grande administrador de empresas, nos tempos áureos, não assistiu a Espanha ser campeã do mundo contra a fortíssima Holanda, em 2010. O tempo não deixou. Assim como a Libertadores deste ano, passaporte certo para o jogo de dezembro próximo. Talvez de binóculo, em algum lugar, tenha acompanhado. Ele é de um tecido diferente, mesmo sendo meio de vida. Um pano eterno.


Com um português melhor que o da minha avó Teresa, ele não era louco. Não era de gírias e injurias. Juntou-se agora com o bando deles. O monte de Corinthians que enfeita esse lugar que nem eu e nem você conhecemos. Mas um dia vamos parar lá.


Deve ser recheado de arquibancadas. No primeiro xingamento, Deus deve punir com a expulsão. Ele não seria capaz de abrir-se de tal forma. Era Corinthians demais para isso. É e sempre será gente demais para fazer muito disso.


Essa gente é assim. É muito Corinthians para pouca preocupação. Muito aumentativo para um time milionário que nasceu ontem. E que trocou de técnico hoje.


Não sei como ele deve estar agora, de carne e de alma. Embora saiba que esteja olhando para nós, familiares, e para o time dele. Assistindo tristemente o enorme Palmeiras caindo por pequeninos, tentando o fazer de nanico. Sabe que nunca será assim.


Um Corinthians que não precisa de Chelsea para ser Corinthians. Os outros anjos, de verde, tricolores e meus rivais, por acaso. Todos focando no Corinthians.


Os ingleses nós descobriremos depois. Já que sabemos quem são estes paulistas de um centenário inteiro. Aqui, no céu ou em qualquer outro lugar. Sempre sendo o Corinthians, de anjos e loucos. 


Em um bando unido viajando para o Japão.


Com duas vantagens:


De graça e de espirito.


E na mala, nenhum Chelsea para se preocupar.



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terça-feira, 12 de junho de 2012


Dia dos Namorados para o futebol


 

Siga-me no twitter: @guicimatti

E-mail: guilherme483@hotmail.com

 

A minha relação está estremecida com o clube que é o grande amor da minha vida. O Palmeiras não vive boa fase, e tem sido prejudicado por assaltantes e criminosos, também de fora do governo do clube. Mesmo assim, eu continuo acreditando.

 

O alviverde está parecendo aquela menina acima do peso. Que se vê entre o bom e o ruim, em instantaneidade sobrenatural do egocentrismo de não precisar nada vencer.

 

Amar um clube de futebol é como etr uma namorada com vários outros apaixonados. Entretanto difere, pois não há traição. Entenda-se, todavia, tradição, quase sempre.

 

Há 19 anos atrás, também em um Dia dos Namorados, o Palmeiras vencia o Paulistão de 1993, diante do Corinthians, por 4 a 0, no Morumbi. Evair se casou de verde e tudo, com um buquê de pênalti nos pés.

 

Não atoa, eu, Rafael Sicoli e Maíra Brandão estamos escrevendo um livro sobre a conquista. Que será lançado em dezembro, e todos aqui estão convidados.

 

Um dia antes, Felipão se prepara para encarar o Grêmio.

 

Luxemburgo se aquele para duelar com o Palmeiras.

 

Corinthians e Santos na Vila.

 

E o futebol sempre no peito.

 

Seja qual time for.

 

Feliz Dia dos Namorados, amantes do esporte!


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