
Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com
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Em 2002, claro, era um fenômeno. O então craque da Copa do Mundo de 1998. Tempo que, por tristeza, fez convulsionar o gênio e a seleção já desde o vestiário na véspera da final contra a França. Deu Zidade. Era Zagallo.
Tivemos de engolir essa e mais 13 que o 13 do nosso antigo técnico nos fez ganhar. É difícil aceitar perder com quem só nos fez vencer. É o caso do velho lobo. É o caso, sobretudo, de um novo Brasil que pode estar se desenhando para 2014.
Felipão, uma copa depois, bancou Ronaldo e Rivaldo. Os dois bancaram o penta.
Ronaldinho Gaúcho, para a disputa do Brasil, parece ser um banquete caro. Talvez até desnecessário, em vista a categoria de jogadores como Oscar e, quem sabe até lá, Paulo Henrique Ganso.
Ronaldinho decidiu nasquartas de 2002 contra a mesma Inglaterra, adversária do Brasil em fevereiro. Em um gol de falta que não faltou sorte. Um cruzamento que viajou no tempo de Rivellino, Zico e Pelé e entrou; caiu, bem caído, no cantinho de Seaman, goleiro inglês da época.
Felipão não apostaria em alguém que pudesse cair feito o Palmeiras dele e de 2012 fanáticos.
Scolari nunca foi frouxo; Ronaldinho, sinceramente, não sabemos.
Mas se é o nosso comandante quem apostou, o Brasil inteiro aposta de volta. Aprendemos.
Ronaldinho de hoje seria o Ronaldo ou o Rivaldo de ontem?
Nenhum dos dois.
Se for como o Romário da época, já sabemos como a história vai terminar.
Só o tempo vai dizer. E espero que o caminhador dos destinos não faça o que fez em 1950, no Maracanazzo de um Uruguai mais brasileiro que o Brasil.
E que Júlio Cesar, antes que eu me esqueça, não faça o azar feito Barbosa.
Sorte nossa que o Felipão sempre teve sorte.
Bastidores
Como postei em primeira mão no texto anterior do blog, Brunoro é o novo manager do Palmeiras. Ele já trabalha nos bastidores do Verdão. O anúncio deve acontecer até, no máximo, sexta-feira.
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Foto: site oficial do Flamengo
Na selva, o urubu sobrevoa os matos em busca de carne. Aproveitador, o animal mira frequentemente os outros animais do bairro. Papa a maioria, e é tido como vítima, quando é caçado. A ave acha que é mais esperta que o restante do rebanho. Que pode acabar com eventuais espécies, sem amores ou rancores.
Em julho do ano passado, o Flamengo buscava na carniça de Kléber um possível novo ídolo. Queria trazer o Gladiador para a Gávea, nem que isso custasse muito para o clima dentro do Palmeiras, seu clube, até então. E o verdão, que vinha bem no Campeonato Brasileiro, começou a descambar. Caiu na classificação como a chuva em vidro de carro.
Mesmo assim, a excelentíssima presidente do rubro-negro, Patrícia Amorim, bancou a investida. Deu uma banana ao alviverde e aos bons costumes. A novela acabou com Kléber no Grêmio, e o Palmeiras chupando o dedo.
É fácil criticar os outros clubes por supostamente cometer uma postura antiética na relação com os possíveis novos reforços. O Flamengo cobra, mas não faz. Parece com aquele político que promete milhões, e cumpre centavos.
O Palmeiras chama hoje o Gladiador de Judas, por ter faltado com a palavra e forçado a saída do time paulista. Não muito longe, no ano passado, Amorim disse que o Gladiador tinha a ‘cara do Flamengo'. Tirone, hoje em dia, concorda e assina embaixo.
Outro caso envolvendo as duas instituições foi a ida de Vágner Love à Gávea. Não tem jeito, o brasileiro carece de boa memória. O mesmo Flamengo encostou e incorporou o atual ídolo. Os paulistas lá estavam na mão outra vez.
Oras, será que o time carioca é tão bonzinho assim? Será mesmo que nessa história os vingadores são mesmo os vilões?
Não sei. Mas agora vir com a ladainha de querer cobrar R$ 325 milhões me parece uma utopia de alguém que não soube administrar sua própria mulher, ou esposo, no caso de Patrícia. Todavia querer lua de mel depois da separação é demais.
O Flamengo parece o fiscal de trânsito que quer multar quando para o carro da companhia na faixa de pedestres. A criança que soca o amiguinho nos corredores da escola, e pede carinho. O político brasileiro que rouba, e mesmo assim pede voto. O ex-ministro da Justiça que defende um bicheiro e contraventor, e mesmo assim é da ‘justiça'. As CPIs que fazem barulho e acabam em nada.
E agora, Patrícia, vai cobrar indenização do Atlético Mineiro também, que cointratou R10? Como diria Cazuza, ‘sem gramas, sem dramas'.
Enfim,
Flamenguice nos olhos dos outros é refresco.
Abraços!
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Para os que não sabem, trabalho na BandNews FM, de São Paulo. Rádio que veicula o jornalismo puro, sem demagogias ou restrições. Orgulho-me imensamente de fazer parte do elenco radiofônico. É o ponto chave em que todos os aspirantes, e formados, gostariam de escrever suas histórias. Nela, sou responsável pelo site, no período matutino.
Todas as manhãs, eu, a âncora Daniela Florenzano, e a chefia, comandada por Cássia Godoy e Bruno Venditti (no período colocado) escolhemos uma enquete para estampar a página principal. E é esse o motivo deste texto, refletindo assim o tema de sexta-feira, que se estendeu durante todo o fim de semana, só sendo trocado na manhã desta segunda, pós-primeira rodada de Brasileirão.
A pergunta foi introdutória e difícil de ser respondida: qual jogador ‘experiente' tem mais capacidade de levar o seu time a uma posição boa no Brasileirão de 2012? Nas alternativas, escolhemos alguns dos nomes mais importantes, que achamos os ideais para a enquete. Nesta linha, foram escolhidos: Marcos Assunção (Palmeiras), Juninho Pernambucano (Vasco da Gama), Ronaldinho Gaúcho (Flamengo), Tinga (Cruzeiro) e Zé Roberto (Grêmio). O resultado, para muitos, foi óbvio.
Com 114 votos, o vascaíno Juninho Pernambucano, de 37 anos, foi o vencedor. O craque, que comandou o cruz-maltino durante a temporada de 2011, foi o mais votado para reeditar a boa campanha neste novo ano. Não só por suas faltas, que o elenco sofre quando o meia não é presença. Nem por seu carisma. Também, muito mais, pelo caráter, ponto chave da discussão.
O meia chegou à equipe carioca ganhando um salário mínimo. Muitos vão analisar que o eterno ídolo do francês Lyon já estava rico, e que não faria falta trocados a mais, ou a menos. Mesmo assim, o profissional apaixonado só não ganhou o torneio nacional do ano passado por descuido. Foi soberano nas últimas apresentações. Deu Corinthians, o mais regular.
O segundo foi Marcos Assunção, de 35 anos de vida. 99 pessoas acharam que o palmeirense terá grande responsabilidade no time de Luiz Felipe Scolari. Só não foram 100, na mosca, talvez pelo restante do elenco alviverde. Pelos até jovens Patrick e Vinicius, que não esbanjam confiança, ou, mesmo, bom futebol. Nunca mostraram, e provavelmente nunca mostrarão, pois nenhum deles é bom jogador.
Entre os acasos da pergunta, os dois líderes são especialistas em bola parada. Coisa faltante hoje no mundo do jogo. Entretanto acredito que seja só coincidência.
Tinga, 34 anos, com 32 adeptos, foi o último. Já era de se esperar. O volante chegou agora ao Cruzeiro. Mesmo que com o currículo rico, não é de aparecer para a torcida. Faz o arroz com feijão, bem temperadinho, e o fanático se esbalda. Melhor o simples que um camarão estragado, para dar dor de barriga.
Zé Roberto, incógnita, teve 40 votos.
Ronaldinho Gaúcho, 32, foi a surpresa negativa. Ficou apenas na frente do novo/velho cruzeirense, com 35 votos.
Se houvesse enquete no mundo que perguntasse se Ronaldinho Gaúcho seria o craque de qualquer competição sul-americana, em 2011, coloco minha mão no fogo que seria um dos mais votados. Pode ser que atrás de Neymar, e só. Assim mesmo, R10 chegou com um marketing forte à Gávea.
Hoje, um ano e alguns meses depois, nem o melhor do mundo de temporadas anteriores acredita mais em si. Nem o flamenguista. Nem o brasileiro. Nem o que torce pelo espanhol Barcelona.
O gremista bem que avisou. Eu me lembro. Disse, entre outras: ‘traíra', ‘mercenário', ‘enganador'.
Eu duvidei. Não duvido mais.
Nenhum outro citado na ‘competição cibernética' foi o melhor do planeta. Muito pelo contrário. Assunção, por breve exemplo, foi arremessado ao Grêmio Barueri (Prudente) em 2010, quase que encerrando precocemente a carreira.
Todavia essa é a grande diferença entre Tinga, Juninho, Zé Roberto, Marcos Assunção e Ronaldinho: os quatro primeiros preferem o amor que o dinheiro; a paixão, que a fama; o resgate, que a vida mansa.
Não é atoa que, pensando pouco, chegamos à conclusão de que Ronaldinho é o mais novo deles. Mais longe um pouco, lembramos que Zidane, aos 34 anos, fez da França uma seleção fortíssima, em 2006. Já o brasileiro capenga com dois a menos, e a qualidade difamada. Naquela Copa do Mundo, ele era titular. Se não bastasse, de 10 e tudo mais.
Com multa rescisória avaliada em 150 milhões de euros, os cariocas começam a repensar se liberam o ex-craque de forma gratuita. Joga atualmente tanto quanto vale a palavra de seu irmão Assis, que fez leilão, deu palavra, e nada adiantou. Pior para o Flamengo, que na ocasião levou a ‘melhor'.
Coitado do Joel Santana, que faz lá as suas trapalhadas. Assim mesmo, ninguém merece. E, como se não bastasse, tem que escalar.
Pode ‘to be'?
Abraços