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A dinastia é para poucos. A santidade merece escolher bem quem santificar. Nas asas da vida, o destino se faz nas maiores coisas. Tenho que admitir: o Palmeiras é um time de sorte.
O Corinthians é o time de São Jorge. O São Paulo possuí seu próprio mascote. O Santos regeu Pelé ao futebol. O Palmeiras conta com o São Marcos.
Fez-se assim em Libertadores. Fez-se assim no Palestra Itália. Fez-se assim nos milagres.
Desde o pé de anjo de Marcelinho Carioca, até os gramados japoneses e coreanos de uma Copa do Mundo. De pés alemães e ingleses, mestre na arte da guerra. Marcos parou a luta.
E foi assim também nos gramados brasileiros.
É, foi e será.
Sempre será.
Como Oberdan, Gilmar, Leão, Taffarel e poucos outros.
Para o Morumbi podem ter acabado as novidades. Palco de Rogério Ceni, onde Marcos tanto escreveu histórias, tanto defendeu.
Como defendeu o Palmeiras esse tal de Marcos.
Bate uma tristeza lembrar que Morumbi e Marcos podem não se encontrar mais. Dois gigantes, simpáticos. De todos.
O poeta já dizia: o tempo não para. Contudo, parou a cada milagre do Santo no Morumba.
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