Gritos em forma de texto. Paixão grafitada em futebol. Crônica para contar e se fazer viver. E uma boa dose de bola na rede


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segunda-feira, 22 de agosto de 2011


O Santo do Morumbi


 


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A dinastia é para poucos. A santidade merece escolher bem quem santificar. Nas asas da vida, o destino se faz nas maiores coisas. Tenho que admitir: o Palmeiras é um time de sorte.

O Corinthians é o time de São Jorge. O São Paulo possuí seu próprio mascote. O Santos regeu Pelé ao futebol. O Palmeiras conta com o São Marcos.

Fez-se assim em Libertadores. Fez-se assim no Palestra Itália. Fez-se assim nos milagres.

Desde o pé de anjo de Marcelinho Carioca, até os gramados japoneses e coreanos de uma Copa do Mundo. De pés alemães e ingleses, mestre na arte da guerra. Marcos parou a luta.

E foi assim também nos gramados brasileiros.

É, foi e será.

Sempre será.

Como Oberdan, Gilmar, Leão, Taffarel e poucos outros.

Para o Morumbi podem ter acabado as novidades. Palco de Rogério Ceni, onde Marcos tanto escreveu histórias, tanto defendeu.

Como defendeu o Palmeiras esse tal de Marcos.

Bate uma tristeza lembrar que Morumbi e Marcos podem não se encontrar mais. Dois gigantes, simpáticos. De todos.

O poeta já dizia: o tempo não para. Contudo, parou a cada milagre do Santo no Morumba. 

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