Gritos em forma de texto. Paixão grafitada em futebol. Crônica para contar e se fazer viver. E uma boa dose de bola na rede


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


Não chora, Emerson


Escrevi diversas vezes, neste mesmo espaço, a tua cantante com a bola. Um talento raro para colocar a redonda na rede, e um esforço mais raro ainda com a perna rolando solta. Com você, caro, sabemos que ninguém tem vez.

 

Acho que o futebol, ou as brincadeiras, estão perdendo a graça. Você vive fazendo das suas, como quando o Palmeiras caiu para a série B.

 

O que não dá para entender, amigo Emerson, é a ordem dos fatores, que na tua matemática, muda o resultado final: e ele sempre tem de te favorecer.

 

Pareces com aquela criança gordinha, que pega a bola que a mãe deu, e na pelada com os amigos exclama: "É minha!". Em outras palavras: mimo.

 

Quando o lateral Léo, do Santos, tirou uma com o teu Corinthians, você não gostou.

 

Quando o cantor Thiaguinho cantou (coisas bem piores), aos berros, contra o Palmeiras de outros, você foi a loucura.

 

Vai com calma nessa maluquice, sheik. Olha onde foi parar o teu parceiro, teu amigo de festas, teu Adriano de todas as presas e presos.

 

Se vale para eles, tem de valer para vocês.

 

E vamos combinar: você está bem longe de ser santo.

 



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