Gritos em forma de texto. Paixão grafitada em futebol. Crônica para contar e se fazer viver. E uma boa dose de bola na rede


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segunda-feira, 5 de março de 2012


Djalminha, Luizão e Amoroso no sintético Guarani


Djalminha surgiu no Flamengo. Na base, lá atrás. Quase irreconhecível, o célebre meia envolveu-se em diversas confusões. Assim, foi assado. Passou a ser jogador do ‘modesto' Guarani, único time do interior a ser campeão brasileiro. Em dias passados.

 

 

Luizão nasceu no bugre. Já fazia seus gols. De cabeça, ombro, pernas e joelhos. E até mesmo com categoria. Com os pés. Encurralando a bola para dentro das redes. Era o centroavante.

 

 

Amoroso jogava mais recuado. Partia cheio de velocidade. Tirando, inclusive, os olhos da torcida da jogada. Fazia lá seus vários tentos. Destacou-se.

 

 

Pena que o verdão de Campinas não pôde ver os três juntos por muito tempo. Amoroso se machucou. Djalminha saiu e voltou. E Luizão, por sua vez, também partiu em 1996. Como Vargas, para fazer história, junto com Djalma, nos 100 gols no Paulistão, pelo Palmeiras.

 

 

Hoje, 16 anos depois de 96, eis que os craques se encontraram. Não necessariamente com a forma física de antes. O passe anterior. O chute rasteiro, de voos altos. Ou trio maravilha, simplesmente. Ou o temperamento de anteontem.

 

 

Sorte do Showbol, que já conta com o filho de Djalma Santos como o melhor do planeta. Coisa que poderia ter sido se o ex-camisa 10 tivesse um pouco mais de profissionalismo fora dos campos, nos campos também. Um pouco mais de cabeça, quiçá.

 

 

Agora, como outrora, juntos. No bugre, se Deus assim quiser, para fazer história. Como quiseram, por vezes sim e não, nos gramados que não são society.

 

 

Mas o coração não é sintético, não!



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