Gritos em forma de texto. Paixão grafitada em futebol. Crônica para contar e se fazer viver. E uma boa dose de bola na rede


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domingo, 19 de maio de 2013


Corinthians Paulista


 

 

 

@guicimatti

guilherme483@hotmail.com

 

 

Tite pediu aos seus jogadores que não corressem em volta do campo da Vila Belmiro depois do jogo e no começo da festa no Paulistão. O respeito do treinador pela torcida de um rival – time, inclusive, que ele nunca defendeu como técnico – já é um gesto que fala sozinho. Por si só.


Fala e falou muito. Todas elas com razão. Com equilíbrio nos pés e na cabeça.


Sobretudo a pessoa. Sobretudo o caráter. A superação.


Já Muricy - resmungão, ranzinza, supervalorizado e retranqueiro - acabou com o que recebeu no Santos. Ok, ganhou uma Libertadores. O preço é caro. O bom jogo virou Neymar, mais 10, chutão para frente e seja o que Deus quiser. Fosse outro técnico e o Santos, único grande paulista fora da competição internacional deste ano, poderia ter pelo menos um jogo mais bonito. 


Quando o papo é sobre o Ramalho, prefiro ir contra a maré e o senso (treinador) comum.


Mas não vale escrever disso agora. É tema para outra proza. É só hora deles.


Tite mostra a outra cara que é ser corintiano. Ensina aos briguentos e faladores a festa incomum e rara, que se tornou rotina no Corinthians dele. Não precisa berrar contra os rivais. Chama-los de “antis”, quando o futebol sempre mostra que o correto é torcer contra. Assim como fazem os fanáticos que por ele berraram neste domingo. E por outros, em outros domingos, tentaram desfavorecer.


Futebol é isso. E é por isso que tem graça o futebol.


Mas a não volta olímpica pelo estádio, ao mando de Tite, é a prova viva de respeito do melhor treinador do Brasil de hoje.


Ainda que não concorde com a titularidade do talismã Romarinho e o banco do craque Alexandre Pato. O gaúcho é o único “professô” do mundo que não recebe criticas quando faz – por poucas vezes – errado. Nem dos substituídos e menos ainda dos substitutos.


Ainda que o equivoco para uns é o acerto para outros.


Certo mesmo, sem restar dúvidas, foi o Corinthians. Saindo de um buraco para subir ao topo do mundo. Até que tenha um novo mundial de clubes, em dezembro, são eles que são os donos do planeta. Da América. De São Paulo. O bando de loucos.


São Paulo, para os que não estão por aqui, que saibam: está preta e branca. Está em festa.


Faça a volta pela cidade, corintiano, porque ela é toda sua neste 19 de maio de 2013.


Quão bem feita foi a reviravolta do maior campeão do Estado. 27 vezes.


Foi outra vez o Corinthians. Foi, Corinthians. E será, nesta toada, por muito mais tempo e muitas mais taças no peito carregado mais louco e sempre em mais bando de corintianos.


Sport Club Corinthians. Em 2013 mais paulista.

 


59 comentários

quinta-feira, 16 de maio de 2013


Levanta a cabeça, Corinthians


@guicimatti

guilherme483@hotmail.com

 

 

 

Não ligue para o trio de arbitragem, corintiano. Erraram e feio ao assistirem o time brasileiro acertar o gol pela segunda vez no Pacaembu. Desta vez, segundo os olhos cegos deles, não valeu. Nem eles, fontes plenas e supremas dos campos, serão capazes de tirar o título de 2012. Sim, porque o Corinthians, mesmo eliminado, ainda é o atual campeão da Libertadores.

 

 

Os apitos que soaram em bocas nesta quarta-feira foram mais condizentes e fortes que a Boca dos argentinos. Nada calou o Pacaembu. Deu exemplo: um dia depois de se vestir de verde, em um Palmeiras valente, tratou-se de preto e branco. De festa. Perfume com cheiro de decisão.

 

 

Tua queda, Corinthians, faz prevalecer o tombo de todos os paulistas no campeonato. Destino.

 

 

Mas não esqueça, torcedor: não ligue para a injustiça arbitrária.

 

 

Ela não te fará mais e nem menos.

 

 

Assim como os nossos caros vereadores paulistas, com coisas mais sérias na pasta, decidiram criar o tal do Dia da Independência Corintiana.

 

 

O bom corintiano sabe de cor que a cor do dinheiro e do calendário pouco importa. Isso é coisa deles, corruptos de bolsos e mãos cheias.

 

 

E sabe, sobretudo, que todos os dias são dias de Corinthians. Que não precisa de média eleitoral.

 

 

Não foi diferente contra o Boca Juniors. Um time – o seu - superior dentro e fora das quatro linhas. Mesmo sem os dois gols de Emerson, decisivos, do quatro de julho de 2012.

 

 

Na decepção. Na perda. Na angústia.

 

 

Sempre com o Corinthians.

 

 

Nem a furada de Alexandre Pato – que já passou da hora de ser titular deste time (atente-se, Tite) – apagou o brilho no olhar. Os berros nos cartazes com letras garrafais. Os dizeres fanáticos e verdadeiros que é o Corinthians o dono do mundo até que tenha nova competição entre os novos campeões continentais.

 

 

Riquelme demonstrou de plena perna destra que ainda há lucidez no craque velhinho deles.

 

 

Cássio falhou? Sim.

 

 

Ainda tem crédito de sobra. Arqueiro que deve ser sombra para a Copa do Mundo de 2014.

 

 

Muito melhor que o botafoguense Jefferson, também bom em sua posição, mas não mais goleiro que ele.

 

 

A eliminação de 2013 é apenas o ressurgimento de 2014, com o bom trabalho que vem se mostrando. Planejado e forte após uma queda incabível como é com todos os grandes deste país pentacampeão mundial para a segunda divisão.

 

 

Os berros da tua torcida mostram o maior exemplo de amor. Ali tem e teve um bando de loucos. Que arrepia. Que conserta. Que luta. Que incentiva.

 

 

Tua fama no mundo, Corinthians, mesmo com a derrota, já está escrita em dizeres campeões.

 

 

Ainda bem presentes. Sempre bem escritos.

 

 

Eternamente renascendo no mesmo Corinthians.


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sexta-feira, 19 de abril de 2013


Na mesma praça. No mesmo banco.


 

 

@guicimatti

guilherme483@hotmail.com

 

 

Teremos como todos sabem uma final reeditada de Libertadores. Quis o destino que desta vez Corinthians e Boca Juniors se enfrentem em uma segunda fase do torneio mais importante das Américas.

 

 

Um Timão reforçado e bem parecido com aquele que desbancou o bicho papão do continente no ano passado. Agora com um Pato a mais. O time de Riquelme tem pagado vários deles ultimamente. E muitos duvidam da força xeneize.

 

 

Eu também duvido.

 

 

O Corinthians do mesmo Emerson Sheik. Do mesmo Romarinho. Do mesmo Tite. Da mesma e gigante torcida de 2012, o fator chave do time paulista.

 

 

O tal bando de loucos. O tal campeão mundial do ano passado.

 

 

Um Corinthians que não mudou nada após ser o melhor do planeta. O time do povo. Um clube que definitivamente nunca precisou de uma Libertadores para ser Corinthians.

 

 

Quando o Boca já não parece mais abocanhar com tanta força. Quando um Riquelme não parece querer mais nada.

 

 

Mas, como o Corinthians, os argentinos também são gigantes. Duelo de dois colossos.

 

 

Que, ao que tudo indica, o Brasil começa na frente. Brasil, coloca-se, no sentido figurado. Se houver mesmo jogos antecipados antes da bola rolar. Dos gritos ecoarem.  De Sheik arrancar, por duas vezes, e colocar uma dupla de bolas no cantinho de um Pacaembu lotado.

 

 

Gritos. Esperneios.

 

 

O corintiano já viu esse filme.

 

 

Que continue assim: limpo. Gigante. Decisivo. Vibrante. Fanático.

 

 

Se repetir, será de cinema. E tem tudo para ser de Corinthians.

 

 


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