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O Palmeiras homenageou o artista Chico Anysio no duelo diante do Corinthians pelo Campeonato Paulista. No resultado, a equipe do Parque São Jorge saiu vencedora. O fraco ataque corintiano. Há tempos sem marcar meros dois gols em um jogo, a equipe alvinegra deitou e rolou em cima da defesa do verdão.
Que até tem Henrique. Mas o Tavares também foi titular. Ou Leandro Amaro. O certo é que o personagem do artista sempre andava bêbado, e o zagueiro do Palmeiras pode até não beber, mas joga tal qual.
Sobre o jogo, tanto Tite como Felipão apostam na vantagem de um gol para emplacar a vitória. Um a zero é sinônimo de retranca. E por isso os times são muito iguais. Compactos. A vestimenta verde melhor atacante, e a corintiana melhor defendendo. Parecidos.
Entretanto idênticos mesmo são Coalhada e Ricardo Bueno. Os dois se acham os maiores craques do universo. Inventam lances e salários que não condizem com seus jogos. Erguem a cabeça para enganar o adversário. E na hora da partida, é mais um partido a menos nas eleições da escalação.
Jogou pouco tempo, o tal do camisa nove. Entretanto há tempos ele não joga nada. Aliás, ele já jogou alguma coisa? Seu empresário chamou o Palmeiras de time pequeno, há dias atrás. Deve ser isso...
Bueno só não é pior, pois tem Fernandão. Ou Alberto Roberto, outra piada. Patrick, ou Popó, essa de pior gosto. Coitado do torcedor...
O jeito é rir mesmo. E agradecer Chico, por torcer e gargalhar junto. Chico, não entenda Lobo Filho (jogador com o mesmo nome do gênio brasileiro que vestiu a camisa de um de seus personagens). Todavia chega a ser desrespeitoso a falta de cumplicidade e argumentos na escolha de algumas contratações suspeitas. Seja Flamengo, Palmeiras, Vasco, Corinthians, São Paulo, Santos ou Novorizontino.
Mas a vitória corintiana estava mesmo escrita nos céus. E o profeta foi quem testemunhou tudo e fez o gol contra. Marcio Araújo, bom volante, errou e a bola acabou entrando contra seu próprio gol.
Chico já sabia de tudo, por isso não deve ter se abalado.
Valdívia não foi nem o divino humorista. Tampouco Ademir da Guia. Não jogou bem e não fez um bom jogo. Regular.
Marcos Assunção foi de Professor Raimundo. Mais um maestro que não ganha dinheiro nenhum pelo Brasil afora. Os alunos, por vezes até mais burros.
Mesmo assim, os ensinamentos continuam. Assunção chutou. Deu uma aula de física ao calcular o desvio certeiro até cair na parte baixa da trave e entrar. Um golaço.
É isso. Foi um bom jogo. Piadas e merecimentos, tudo em ordem. O que não tem graça nenhuma é acreditar em Coalhada, Popó e Tavares.
Isso não!
Alá José Simão:
Rárárá!
Abraço
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Chico se foi.
Velho e bom, Chico.
Se a vida o levou desta vez, saiba, entretanto, que em outras histórias permaneceras vivo. Como eu, ele e ela. Você, ícone do humor brasileiro.
Fizestes, de hora para outra, uma escolinha de como se viver. Em que tu eras mais um dos professores que não ganham nada por este país. E os alunos, ah os alunos, alguns até mais burros.
Pior ainda é não saber o que viver representa. Uns se jogam de pontes, em metrôs, misseis, aviões e carros.
Tu, querido, lutaste bravamente contra algo esperado. Que nós de fora da batalha já suspeitávamos. Só não tínhamos certeza pela tua garra, fibra e vontade de contar mais uma piada.
Nos animou, meu amigo.
Animará o time do tempo, que ganhou o mais belo reforço do humor brasileiro. Juntastes com Garrincha, Denner, Senna, Cazuza, Raul. Imagino como o céu está feliz.
Por aqui, na terra, vos escrevo. Mais uma vez lamentando.
Mas tu, aos 80, já destes 800 alegrias e tentastes contar 8000 novas histórias.
Só não sabia que elas parariam na 2012ª.
Tudo bem, Chico. Não somos egoístas.
E, um dia, você termina as que faltam!