Turma,
Na minha coluna de hoje na Rádio São caetano comentei a saída de R10 do Flamengo. Pode pintar no Palmeiras!
Tiririca, Ary Toledo, Chico Anisio, Tom Cavalcante...
É difícil escolher quem é o melhor comediante do Brasil. Quiçá do mundo. Quem dirá do planeta.
Que dá voltas mil ao seu redor.
Outro dia, era de Sérgio; Claudio, Antonio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho, Zinho; Edílson, Edmundo e Evair.
Essa escalada era de péssimo gosto para os adversários. Não tinha graça nenhuma.
Mas os palmeirenses riam. Gargalhavam até chorar.
Hoje, os palestrinos choram, de tanta tristeza, repleta de desesperança rotineira, que é perder e desistir de ser campeão.
Deola; JOÃO VICTOR, MAURICIO RAMOS, Henrique, GABRIEL Silva; Assunção, Marcio Araújo, TINGA; LUAN, Kléber e Fernandão.
Uns vão pensar: oras, esse cara escreveu tudo errado! Alguns maiúsculos, outros em caixa baixa!
Os nomes em caixa alta, cara platéia de palhaçadas mil, se referem à falta de qualidade de alguns ‘atletas'. Só isso. Às vezes, nem isso.
Outros vão dizer: vai ser corneta assim em outro lugar.
Saudosismo à parte, o Palmeiras deixou de ser Palmeiras há 11 anos.
Time desnutrido. Elenco sem sustância. Clube sem leite.
Desde então, até mendigo (nada contra a classe) atuou no Palestra Itália. Afundou a camisa verde.
Outros foram pior ainda.
Mas confesso: me fizeram rir. Demais, até.
E os atuais também honram a falta de qualidade que o Palmeiras vive. Com dois a menos, com milhões de desfalques.
E o time de Goiânia empatou. O alviverde segue insignificante para o futebol do Brasil, há 11 anos. Outra vez.
E quando pedirem para contar uma piada, caros comediantes, digam:
Qual é o time que não é vermelho, não é de Itu, faz tempo que não é grande e ganhou tanto quanto a equipe do interior paulista em uma década?
Respondam...
Dica: Palmeiras e Ituano ganharam um paulista na última década.
Aliás, minto, o Ituano ainda tem estádio...
Confira meus comentários, hoje, na Rádio São Caetano. Que serão efetuados no final de cada hora, na coluna "Drible de voz, com Guilherme Cimatti". Espero por vocês. (http://radiosaocaetano.com.br/)
Um drible, passe, chapéu, caneta. A praia chega a sua nascente, cresce no seu dia e não morre nunca. Sempre é divina. E parece até que já adotaram seu xodó: o time do Santos de 2011, o tubarão das águas brasileiras.
Um time que aprendeu a defender-se com a chegada de Muricy. Pegou de seu mestre a alma da vitória. Quando as glórias pareciam estar perdidas, fugindo de suas mãos como água, o treinador acertou a zaga. Defendeu a torcida e a sua equipe. Evitou o certo e driblou o destino. O Santos venceu a Libertadores.
A torcida entrou em pandemônio. Vestiu o manto que Pelé tinha como segunda pele. Mostrou todo o orgulho dessa nação que respira sucesso. Time que brota craques. Gerações que não acabam mais, sempre tem um menino da Vila para ser comparado. 'Moleques' que não envelhecem.
A crônica também se perde em meio a tanta euforia. Enaltece a defesa, como se fosse o melhor ataque.
E eu nado contra a maré. Remo sem canoa, na tempestade. Acho maravilhoso ver o 'melhor time da América' jogar, mas me bate uma saudades daquele de 2010. Ainda que fraco defensivamente, o time do Santos era sensacional, em todos os sentidos da palavra. Foi a sensação de quem come futebol. Salvação do saudosismo. Mas futebol é vitória e títulos, só isso. Ainda que bem vencidas Copa do Brasil e Paulista, aquele time não era visto, por muitos, como o favorito do continente. Faltava defender, mas quem defende esquece de atacar.
Manteve-se a base, o distintivo e o mesmo palco. O espetáculo, esqueceu-se. Por vezes, é melhor uma prata endeusada que um ouro na pancada