
O ex-jogador Ronaldo Fenômeno, depois que “entrou para o bando de loucos” ao vir encerrar a gloriosa carreira no Corinthians, foi ganhando desafetos na mesma proporção em que expressava afinidade com o Timão, afinidade esta que o levou a virar um corintiano quase comum, na área VIP do Pacaembu. Os desafetos, de início uma simples torcida para o fracasso do seu futebol em São Paulo, para uma total ira quando o mesmo passou a integrar o COL, tendo sido ridiculamente acusado de ter passado para o lado do Mal, ao aceitar o convite de Ricardo Teixeira. Do mal, fantoche, laranja; termos pejorativos não faltaram para atacar um homem de bem, que tantas alegrias trouxe ao futebol brasileiro.
Somente as pessoas de boa fé compreenderam que a sua presença no COL poderia significar a garantia de transparência; que a sua presença foi um gesto simpático do antipático Ricardo Teixeira. E não é preciso ser muito inteligente para sacar que Ronaldo Nazário é hoje um homem milionário, com prestígio, e transito fácil por todo o mundo do futebol. Não tem nada a esconder; nada a provar. O golpe mais duro naqueles que viam algo sinistro na presença de Ronaldo junto á cúpula do poder da CBF veio justamente do grande desafeto de Ricardo Teixeira: o deputado Romário, que chegou a defender uma investigação de denúncias de corrupção contra o presidente da CBF, e de seu ex-sogro João Havelange, O Baixinho acabou por se reunir com os dois (RT e Ronaldo), e declarou: "Hoje (sexta), saio daqui bastante consciente da responsabilidade da CBF e do COL e do que Ronaldo pode fazer para que as coisas andem melhor.” (...) “Ronaldo está dando uma cara diferente ao COL, uma credibilidade".
Assim, o aval de Romário deixa os críticos, rápidos no gatilho, mas fracos de argumentos, com uma tremenda cara de tacho. E se querem aprender com a experiência, que aceitem que fizeram papel ridículo, e que se Ronaldo fizer como dirigente, dez por cento do que fez em campo, só tem a agregar no promissor futebol brasileiro. Ninguém é mau-caráter só porque não gostamos dele; porque não é do nosso time; porque não joga no nosso estado. Acusações, suposições, difamações, e injúrias sem provas são crime. Dêem o braço a torcer e se calem!

O Corinthians, jogando no Morumbi, empatou com o São Paulo, pelo placar de 0X0. O técnico Tite armou o time na defesa, e evitou, assim, uma catastrófica derrota. O resultado, embora pudesse ter sido melhor para o Timão, mantém o time no pelotão principal do campeonato, colado que está nos líderes. Enquanto, para o São Paulo, sobrou a frustração pela ausência de vitórias no confronto contra o rival neste Brasileirão.
No primeiro tempo, a iniciativa do jogo foi toda do São Paulo. O Corinthians se postou em bloco na defesa, e com muita marcação no meio, logo demonstrou que a meta era não tomar gol. E conseguiu, mas para isso teve que contar com uma boa defesa de Júlio César, aos 4min, quando, na vacilada de Alessandro, a bola sobrou para Dagoberto,que chutou cruzado. O São Paulo, apesar de mais a vontade em campo, não criou mais grandes oportunidades, o que animou um pouco ao Timão, que começou a crescer na partida. Mas foi nesse exato momento que Castán sentiu lesão, e obrigou ao técnico Tite precipitar o retorno do lateral Fábio Santos. O Corinthians parecia sentir aumentar a sua insegurança, e o São Paulo foi para a pressão. Aos 32, Wallace errou bisonhamente, Dagoberto se aproveitou e cruzou para Lucas, que finalizou mal, para sorte de Júlio César. A pressão aumentava, quando Casemiro, em cobrança de falta de Dagoberto, acertou o travessão corintiano. O apito do juiz foi um alívio para o Corinthians.
A etapa complementar começou com rigoroso equilíbrio entre as duas equipes. O Corinthians, mais calmo em campo, percebeu que a defesa do São Paulo não era aquela fortaleza toda, e passou a assediá-la com mais constância. O São Paulo, a partir dos 15 min, voltou a ter presença no ataque, mas, sem objetividade, foi controlado do pelo sistema defensivo de Tite, e pela boa presença de Júlio César. Aos 18, Liédson sentiu uma queda em campo, e saiu para a entrada de Danilo; o Corinthians ficou mais robusto em campo, e prevaleceu a forte marcação no meio, com algumas chances esporádicos de lado a lado. Mas, a maior chance do jogo aconteceu aos 44 min, quando Emerson roubou a bola no meio, avançou em velocidade, e passou para Willian, que sozinho, demorou um pouquinho para finalizar e a defesa do São Paulo conseguiu salvar. No final, resultado justo, e o Corinthians continua no pelotão principal do campeonato.
O atacante são-paulino fingiu ter sido acertado na canela por Émerson, levando o atacante corintiano a receber cartão amarelo.
Imagem: Sérgio Neves/AE
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