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segunda-feira, 30 de julho de 2012


Espanha: Os baba-ovos piram (II)


 

Ah, se a Seleção Brasileira de Futebol tivesse sido eliminada das Olimpíadas por países como Japão e Honduras... O técnico Mano Menezes estaria com a sua cabeça na bandeja dos hipócritas, que apoiaram um Dunga como técnico, mas que torcem contra a própria Seleção por achar que Mano Menezes é cria do Corinthians, e portanto, sofre a rejeição de 70% dos torcedores, e 90% da imprensa nacional.

 

Depois que o Barcelona decepcionou, e foi barrado pelo Chelsea, aqueles que valorizam mais o ocorre do outro lado do Atlântico, a despeito de toda a tradição, e a categoria que o Brasil carrega, e que incentivam os jovens brasileiros a consumirem camisas de clubes europeus, eis que a Espanha, “super favorita” ao ouro vem dar mais um desgosto para eles. E ironia do destino, os super-heróis ibéricos saíram humilhados, ao mesmo tempo em que o ainda questionado Neymar, pelo Brasil, deu um verdadeiro show em campo contra a Bielorrúsia, e está sendo exaltado pela imprensa internacional.

 

Não chega a ser exatamente surpresa o silêncio daqueles que acham que são os donos da verdade, que entendem de futebol mais que quem tem pontos de vista diferentes, ou discordantes,  melhor desse jeito; é muito bom vê-los calados, pois assim, são poetas; mas se querem um conselho, parem de babar ovos para os espanhóis, pois assim como a Hungria, a França; e a Holanda foram fortes um dia, a Espanha tampouco veio para ficar na elite do futebol mundial.

 

 


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quarta-feira, 25 de abril de 2012


Barcelona. Os baba-ovos piram.


 

Hoje, peço licença aos corintianos, mas não vou escrever sobre o Timão -que cumpre a sua rotina de forma quase burocrática de brigar pela liderança em todos os campeonatos que participa-  para abrir um espaço para falar da febre Barcelona no Brasil. Desde de que o time atropelou o Santos na final do Mundial por 4X0 ( e daí?, o Corinthians já havia ganho por 7X1!) o time catalão passou a ser endeusado por parte de cronistas brasileiros, e por torcedores de times com pouco ibope, de uma maneira que vai além do normal.

 

Se vivo estivesse, Nelson Rodrigues estaria amuado ao ver o espírito de vira-lata do brasileiro em ação ao supervalorizar o que é estrangeiro, e diminuir as nossas coisas. A visão do futebol espanhol virou uma coisa surreal, amplificada pela conquista inédita da Copa do Mundo pela Espanha, algo semelhante a conquista do Brasileirão pelo Coritiba, em 1985. Sobre o Barcelona, houve crônicas com argumentos absurdos, como por exemplo, dizer que o time se preparou para esse momento a décadas. Quem acompanha o futebol por um tempo razoável, vai se recordar do que se diz quando um time brasileiro é campeão mundial: que os europeus não levam á sério esse torneio, que vão para passear, etc... Quando superam um brasileiro, pronto: é um time de extraterrestres.

 

Não há como se negar que o Barcelona é, realmente, um time excelente, mas para por aí. Não é porque o seu time é medíocre, não tem centro de treinamento, está em baixa na tabela, não tem torcida de tamanho razoável, que você precisa idealizar um time europeu. Se hipoteticamente, trouxéssemos o Barcelona para disputar o Brasileirão, então sim, poderíamos ter a justa medida do seu poderio, ao vermos como o time se sairia jogando contra, por exemplo, o futebol violento do Internacional, em Porto Alegre, após uma noite mal dormida, devido aos fogos da torcida nas redondezas do hotel onde se hospedaria. Ou vê-lo superar as temperaturas africanas de Salvador, Rio e Recife. Ou ainda encarar campos de várzea em algumas praças brasileiras; sem falar da arbitragem tenebrosa que temos. O campeonato espanhol não passa de um Gauchão, com apenas duas equipes com chances de título.

 

Como disse Andrés Sanches, conhecedor que é do futebol e cultura do país de origem dos seus antepassados: “"Isso daí  (sic) de que o Barcelona tem uma escola de futebol, que todo mundo joga igual, é tudo balela. É fase. O que eles ganhavam cinco, seis anos atrás? Nada. E o que vão ganhar daqui cinco, seis anos? Nada, porque Xavi, Iniesta, Messi e tudo mais vão parar de jogar. Eu já fui pra lá e não vi o time (sub-17) jogar igual ao profissional, ainda perderam de 2 a 0 para o sub-17 do Corinthians. A única coisa que eu vi de diferente,é que os garotos não têm a obrigação de ganhar".

 

Em resumo, menos! Vamos curtir o futebol brasileiro como um futebol que é constante fonte de talentos, como reconheceu o ex-jogador Figo rentemente em uma entrevista, muito embora não precisemos de endosso de opiniões de fora para sabermos de uma verdade absoluta: o campeonato brasileiro é incomparável, seja pela grandeza das nossas equipes, pelas rivalidades regionais, ou pelo talento dos nossos jogadores.  Afinal, a hegemonia do futebol mundial nos pertence. Ou não?

 



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