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terça-feira, 14 de junho de 2011


SÁNDOR KOCSIS


 

Nome: Sándor Kocsis Péter (?1929 - ?1979)

Local de Nascimento: Budapeste, Hungria  

Local de Falecimento: Barcelona, Espanha

Posição: Atacante

Período em Atividade: 1943-1965

 

Principais Clubes onde atuou: Ferencváros - HUN, Honvéd - HON, Barcelona - ESP

Jogos pela Seleção: 68

Gols contabilizados: 445

 

Principais títulos:

Medalha de Ouro Olimpíadas de Helsinque - 1952 (Seleção Húngara)

Campeonato Húngaro - 1950,1952,1954 e 1955 (Honvéd)

Campeão Espanhol - 1959 e 1960 (Barcelona)

Copa do Rei - 1959 e 1963 (Barcelona)

Taça das Cidades com Feiras (atual Liga Europa da UEFA) - 1960 (Barcelona)

 

 

 

Sempre que se fala na histórica Seleção Húngara de 1954, o primeiro nome que se vem à cabeça é Ferenc Puskas, craque mor da história do futebol húngaro e um dos maiores nomes de todo o futebol europeu e mundial. Mas os magiares, como ficou conhecida aquela equipe mágica, contava com outros geniais jogadores que fez do futebol húngaro o melhor do mundo na primeira metade da década de 1950. Entre eles estava Sándor Kocsis, um centroavante incrível cuja técnica de cabeceio era sem precedentes.

Filho de um também jogador de futebol, Sándor iniciou sua carreira futebolística aos 14 anos, no Kobanyai, em meio à Segunda Guerra Mundial. Após o término do conflito, Kocsis conseguiu transferir-se para o Ferencváros, seu clube de coração, onde sagrou-se campeão nacional em 1949. Ainda assim, transferiu-se para o Honvéd na temporada seguinte. O clube, filiado ao exército húngaro e que garantia dispensa militar à seus jogadores, integrava também os melhores jogadores húngaros da época, dentre eles Puskas e Czibor, sendo então a base para a Seleção Húngara, que viria a conquistar o Ouro nas Olímpiadas de Helsinque, em 1952. Ao mesmo que a Seleção Húngara se tornava cada vez mais forte e temida no mundo, o Honvéd também acarretava tal fama, e muito disso se devia aos gols quase incontáveis do ataque húngaro, especialmente os de Kocsis. Foi tetra campeão húngaro pelo clube e sagrou-se artilheiro de três edições do torneio (1951,1952 e 1954) e da Copa do Mundo de 1954, com 11 gols, sendo também o segundo maior artilheiro em uma única edição do torneio (ficando atrás de Just Fontaine, com 13 gols em 1958).

Certamente, como todos os seus companheiros, a derrota para a Alemanha na final da Copa foi a grande frustração em sua carreira e provavelmente um divisor de águas. Kocsis foi o principal responsável por carregar a equipe na fase eliminatória da competição, após a contusão de Puskas, que só voltaria a jogar na final.

 

 

Após a Revolução Húngara de 1956, os jogadores húngaros se viram obrigados a seguir diferentes destinos e o mágico clube do Honvéd estaria por fim desfeito, após anos de grandes glórias. Após breve passagem na Suíça, Kocsis seguiu para o Barcelona, juntamente de seu companheiro Czibor. Pelo clube catalão,foi bicampeão do Campeonato Espanhol e da Copa do Rei. Teve a frustração de não conseguir da Copa dos Campeões da UEFA, onde antagonizou por vezes com o rival Real Madrid, clube de seu compatriota Puskas. O Real fora pentacampeão do torneio, e na única edição em que o Barça conseguiu eliminá-lo, em 1963, perdeu na final para o Benfica.

Kocsis encerrou a carreira no clube, em 1965. Passou a morar na Espanha desde a debanda de 1956, quando passou a ser considerado um traidor em seu país. Foi também treinador de clubes menores. Doente e deprimido, suicidou-se em 1979, aos 50 anos.

 

 

 

Curiosidades:

- O estádio da partida final da Copa dos Campeões da UEFA de 1963 fora o mesmo da final de 1954. Kocsis afirmou que aquele campo era "maldito para os húngaros".

- Durante a Revolução Húngara, o Honvéd excursionou pelo mundo afora, tendo feito inclusive dois amistosos no Brasil em 1957, um contra o Botafogo e outro contra o Flamengo.

- É provavelmente um dos jogadores a ter marcado o maior número de gols de cabeça em toda a história.




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