27 de abril de 1940. Quem imaginava que o até então inaugurado Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho seria palco de glórias, decisões, dribles e golaços.
O nome do estádio foi dado em homenagem ao chefe da delegação brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962.
Pacaembu, originado do Tupi, significa "terras alagadas", esse apelido do estádio foi ganho pelo fato deste mesmo ter substituído uma fonte de água.
A capacidade atual é quase a metade do recorde de público registrado do Pacaembu. No dia 25 de maio de 1942, 71.280 pessoas assistiram um Corinthians x São Paulo, o duelo acabou em 3 x 3.
Momentos marcantes, sem sombra de dúvidas, acompanham a história do estádio.
Os 6 jogos da Copa de 1950, os saltos de Adhemar Ferreira da Silva, o Pan-Americano de 1963.
Sem contar as brilhantes atuações de Edson Arantes do Nascimento, que se despediu ali mesmo em 1974.
Depois de Pelé vieram Rivellino e Ademir da Guia, que enchiam o estádio com dribloes e bom futebol.
Não é só do futebol que viveu o Paca, Tina Turner, Pavarotti e os Rolling Stones se apresentaram ali.
Teve a briga entre as torcidas de Palmeiras e São Paulo na final da Copinha e a tentativa de invasão da torcida do Corinthians no jogo contra o River Plate, mas isso é para ser esquecido, não condiz com a frase escrita no estádio: Cultura de paz.
O São Caetano duelou a final da Libertadores contra o Olímpia no Pacaembu, deixando trsites todos os paulistanos, que naquela noite, esqueceram os seus respectivos times e foram apoiar o Azulão, que acabava de ser criado.
A vida nos proporciona muitas coisas boas, uma delas é assistir algum jogo no Pacaembu. É uma sensação indescritível, não há aquela barreira entre o time e a torcida como por exemplo no Morumbi, o charme do lugar contagia a todos.
Assisti meu primeiro jogo no estádio somente em 2006. Era São Paulo contra o Juventus-SP, partida válida pelo Paulistão.
A proximidade da arquibancada com o campo nos faz parecer que estamos jogando junto com os jogadores.
No finalzinho do jogo, não tive dúvidas, fui em direção ao alambrado. Gritei com o técnico, incentivei os jogadores, vaiei o adversário. A diferença entre assistir um jogo no estádio e assistir na TV fica explícita no Pacaembu.
Como são-paulino, prefiro ir a um jogo no Morumbi, como amante do futebol, prefiro ir ao Paca.
Não esquecerei os 5x1 em 2005 contra o Corinthinas ou a despedida de Romário pela Seleção contra a Guatemala.
Mas sei que as maiores partidas e melhores jogadas no estádio ainda estão por vir, começando neste domingo, com os meninos da Vila, que parecem prontos a encantar o Brasil.
Que venham muitos anos pela frente, que sejam bom jogos dentro de campo e com paz na arquibancada.