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terça-feira, 27 de abril de 2010


70 anos de Paca


27 de abril de 1940. Quem imaginava que o até então inaugurado Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho seria palco de glórias, decisões, dribles e golaços.

O nome do estádio foi dado em homenagem ao chefe da delegação brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962.

Pacaembu, originado do Tupi, significa "terras alagadas", esse apelido do estádio foi ganho pelo fato deste mesmo ter substituído uma fonte de água.

A capacidade atual é quase a metade do recorde de público registrado do Pacaembu. No dia 25 de maio de 1942, 71.280 pessoas assistiram um Corinthians x São Paulo, o duelo acabou em 3 x 3.

Momentos marcantes, sem sombra de dúvidas, acompanham a história do estádio.

Os 6 jogos da Copa de 1950, os saltos de Adhemar Ferreira da Silva, o Pan-Americano de 1963.

Sem contar as brilhantes atuações de Edson Arantes do Nascimento, que se despediu ali mesmo em 1974.

Depois de Pelé vieram Rivellino e Ademir da Guia, que enchiam o estádio com dribloes e bom futebol.

Não é só do futebol que viveu o Paca, Tina Turner, Pavarotti e os Rolling Stones se apresentaram ali.

Teve a briga entre as torcidas de Palmeiras e São Paulo na final da Copinha e a tentativa de invasão da torcida do Corinthians no jogo contra o River Plate, mas isso é para ser esquecido, não condiz com a frase escrita no estádio: Cultura de paz.

O São Caetano duelou a final da Libertadores contra o Olímpia no Pacaembu, deixando trsites todos os paulistanos, que naquela noite, esqueceram os seus respectivos times e foram apoiar o Azulão, que acabava de ser criado.

A vida nos proporciona muitas coisas boas, uma delas é assistir algum jogo no Pacaembu. É uma sensação indescritível, não há aquela barreira entre o time e a torcida como por exemplo no Morumbi, o charme do lugar contagia a todos.

Assisti meu primeiro jogo no estádio somente em 2006. Era São Paulo contra o Juventus-SP, partida válida pelo Paulistão.

A proximidade da arquibancada com o campo nos faz parecer que estamos jogando junto com os jogadores.

No finalzinho do jogo, não tive dúvidas, fui em direção ao alambrado. Gritei com o técnico, incentivei os jogadores, vaiei o adversário. A diferença entre assistir um jogo no estádio e assistir na TV fica explícita no Pacaembu.

Como são-paulino, prefiro ir a um jogo no Morumbi, como amante do futebol, prefiro ir ao Paca.

Não esquecerei os 5x1 em 2005 contra o Corinthinas ou a despedida de Romário pela Seleção contra a Guatemala.

Mas sei que as maiores partidas e melhores jogadas no estádio ainda estão por vir, começando neste domingo, com os meninos da Vila, que parecem prontos a encantar o Brasil.

Que venham muitos anos pela frente, que sejam bom jogos dentro de campo e com paz na arquibancada.



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