Nem o incentivo dos mais de 98 mil torcedores, nem a pressão do time do Barça. Nada parecia passar daquela linha de marcação da Inter de Milão. Sim, os jogadores restantes do time italiano estavam encurralados em seu campo de defesa.

Torcida do Barça se preparando para o duelo
Todos eles sabiam, é claro, do poder ofensivo do Barcelona, do brilhante Lionel Messi e o estilo de jogo catalão. Maicon, Julio Cesar, Samuel e cia. sabiam que o time do Barcelona joga para frente, com um futebol envolvente, que dá gosto de se ver jogar. E eles sabiam que teriam de parar uma das melhores duplas do mundo: Messi e Ibrahimovic.
O primeiro tempo começou como o esperado. Com uma Internazionale defensiva e sem dar um único chute a gol. Mourinho sabia que podia tomar pelo menos um gol, mas sabia que era só tomar um que a torcida catalã viria Camp Nou abaixo.
E que Camp Nou! Pintado de azul e grená, com uma torcida fanática acreditando na "remontada"(recuperação).
Thiago Motta foi expulso aos 28 minutos da primeira etapa após empurrar Sergio Busquets. O time da Inter foi reclamar com o árbitro, Peter Hermans.

O momento da expulsão de Thiago Motta
Messi criou pouco, mas mesmo assim encontrou espaços para furar a marcação italiana. Em uma dessas chances, Julio Cesar fez grande defesa.
Acabou o primeiro tempo e o Barcelona, que estava com mais de 70% de posse de bola, voltou para o segundo tempo decidido a marcar 2 gols.
Não era um Barcelona afobado, porém, perdido nas duas linhas de 4 formadas por José Mourinho.
A bola não saia dos pés dos jogadores catalães, mas as finalizações estavam escassas. O time da Inter não ultrapassava o meio-de-campo.

Messi tenta superar forte marcação
Piqué não jogava mais como um zagueiro, nem Valdés como goleiro. Piqué armava as jogadas e Valdés ficava no meio-de-campo, eles como os demais jogadores do Barça procuravam um jeito de entrar na defesa.
Aos 38 minutos da etapa final, Piqué marcou, em posição irregular, um golaço. Gol de centroavante marcado por um zagueiro.
Gol para levantar o Camp Nou. Não dava para ouvir mais nada, apenas o barulho vindo das arquibancadas.
O Barcelona chegou a marcar com Bojan, porém o árbitro havia parado o jogo antes por conta de um toque de mão. Mão involuntária que estava junto ao corpo.
O time espanhol não parou de atacar a Inter até o apito do juiz belga, que encerrou a partida após 94 minutos de pressão catalã.
1 X 0. Mas era preciso 2 gols.
José Mourinho era um dos que mais vibravam, o treinador português soube segurar o Barça com uma retranca daquelas impossíveis de enfrentar.
A vitória foi uma vitória do estrategista Mourinho e do time que soube jogar. O perdedor tem o melhor futebol do mundo, o atual maior jogador do mundo.
Mas o futebol muitas vezes é injusto. O melhor nem sempre vence.

Messi lamenta mais uma oportunidade perdida